segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Lei da Palmada, Projeto é adiado por pressão de bancada evangélica, que não concorda
Após pressão da bancada evangélica, a Câmara dos Deputados comunicou nesta terça-feira, 13, o adiamento da votação do projeto de lei que proíbe a aplicação de palmadas ou castigos físicos em crianças e adolescentes. A chamada Lei da Palmada, que seria votada em uma comissão especial da Casa, prevê, por exemplo, que professores, médicos ou funcionários públicos que souberem ou suspeitarem de agressões ou tratamento degradante contra pessoas com menos de 18 anos, incluindo xingamentos, e não denunciarem às autoridades, poderão ser multados em até R$ 11,2 mil (20 salários mínimos).
"Na educação de crianças e adolescentes, nem suaves 'palmadinhas', nem beliscões, nem xingamentos, nem qualquer forma de agressão, tenha ela a natureza e a intensidade que tiver, pode ser admitida", afirmou a relatora do projeto, Teresa Surita (PMDB-RR).
De acordo com a vice-presidente da comissão especial, Lilian Sá (PSD-RJ), ao pressionarem contra o projeto, os evangélicos argumentaram que o texto, se transformado em lei, poderia "trazer danos à família", uma vez que pequenos castigos não causariam dor nem teriam consequências perversas para a vida da criança. "Eles disseram que o projeto iria mudar a vida dos pais, que a 'palmadinha pedagógica' poderia trazer danos à família", afirmou.
Conforme o projeto, que deverá voltar a ser debatido nesta quarta, 14, "a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou proteger".
"Existe uma razão primeira para proibir e eliminar o uso da força física como forma de educação de crianças e adolescentes: é o reconhecimento de seus direitos humanos", disse Surita, em seu relatório.
Para a presidente da comissão especial, Erika Kokay (PT-DF), o projeto que deveria ser votado nesta terça tem caráter "pedagógico", e não punitivo, contra a família. "A percepção (de se o castigo é violência ou não) não pode ser do adulto porque a criança perde o espaço da fala. Quem dá uma palmada de quando em quando pode deixar de dar", afirmou.
Crianças ‘viciadas’ em TV têm mais probabilidade de cometer crimes
Estudo conclui que existe forte correlação entre exposição excessiva de crianças à televisão e comportamentos anti-sociais de jovens adultos
Publicado por AFP [via UOL]
Uma pesquisa realizada na Nova Zelância aponta que crianças que assistem televisão em excesso são
mais sujeitas do que outras a cometer crimes ou ter atitudes agressivas quando adultas.
A Universidade de Otago acompanhou mais de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970
desde os quinze anos de idade até os 26 para avaliar os potenciais impactos da televisão nos seus
comportamentos.
O estudo, publicado nesta semana na revista americana “Pediatrics”, conclui que existe uma forte correlação
entre a exposição excessiva de crianças à televisão e comportamentos anti-sociais de jovens adultos.
“O risco de ter um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30% para cada hora que em
assistiu televisão em média durante a semana quando criança”, disse Bob Hancox, co-autor da pesquisa.
A pesquisa também apontou que o fato de assistir televisão em excesso está ligado a comportamentos
agressivos a à tendência de sentir mais emoções negativas.
Estas ligações são ainda mais significantes em termos de estatísticas quando são levados em conta fatores
com a inteligência, a condição social e a educação dada pelos pais.
“Ao mesmo tempo que não podemos dizer que a televisão leva diretamente a comportamentos antisociais,
os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo assistindo televisão pode
reduzir os comportamentos antisociais na sociedade”, analisou Hancox.
Ele ainda disse que concordava com as recomendações Academia Americana de Pediatria, segundo a
qual crianças não deveriam assistir a mais de uma ou duas horas de programas de televisão por dia.
O estudo também aponta que é possível que crianças tenham desenvolvido comportamentos antisociais ao
imitar o que viram na televisão.
No entanto, os conteúdos assistidos não seriam o único fator que levaria a estes comportamentos.
O isolamento social vivido por pessoas que ficam horas diante da TV também seria um agravante.
“É possível que o fato de assistir televisão em excesso leve a comportamentos antisociais mesmo se a
criança não está exposta a conteúdos violentos”, disse a pesquisa.
“Si ficar tempo demais na frente da televisão, a criança pode ter menos relações sociais com amigos ou
parentes além de um desempenho ruim na escola e correr assim mais risco de ficar desempregado”, explicou.
Hancox ainda salientou que o estudo foi baseado em hábitos de crianças no fim da década de 1970
e no início da década de 1980, antes da chegada em massa de videogames.
“Se a pessoa passa horas na frente de um jogo que não apenas a expõe a cenas violentas, mas tamém
estimula a matar pessoas, isso pode ser pior ainda, mas não tenho nenhum dado concreto sobre este assunto”,
disse Hancox em entrevista à Radio New Zealand.
Fonte: Publicado por AFP [via UOL]
TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Olá blogueiros! Vamos tratar de um assunto que preocupa muitos pais e tira muita paz das famílias pelo mundo: a Hiperatividade.
Como saber se seu filho tem TDAH? Bem, de certa forma, os pais de crianças com hiperatividade sabem no fundo que algo está errado.
A Hiperatividade Orgânica e a Emocional
No caso da Hiperatividade Orgânica a criança é agitada em casa, no colégio e com os amigos. Ela é assim o tempo todo. Já a criança com hiperatividade emocional fica agitada em locais onde as coisas negativas que a atingem estão ocorrendo. Exemplo: na escola, quando há algum problema de adaptação e a criança não se sente segura ali ou em casa, diante de algum problema com os pais, brigas ou separação.
A criança orgânica recebe muita rejeição dos amigos e sociedade e todo mundo reclama do seu comportamento.
Ela é inexplicavelmente difícil. Troca letras na escrita e na fala, mas ao mesmo tempo é extremamente inteligente. Isso acontece porque a criança quer escrever ou falar logo, por isso comete esses erros. Não consegue controlar algo que faz parte de seu organismo, por isso sofre muito com sentimentos de culpa. Ela precisa de ajuda para conseguir lidar com a situação.
Crianças assim geralmente têm pavio curto: agem de forma agressiva que é seguida por sentimentos de culpa. No fundo, ela é uma ótima pessoinha, mas tomam atitudes intempestivas.
Isso acontece porque as crianças orgânicas possuem uma alteração química no nível de dopamina, de serotonina e norepinefrina. São substâncias, ou seja, neurotransmissores cerebrais que mandam mensagens de uma célula nervosa para outra.
A serotonina é uma substância sedativa e calmante. É também conhecida como a substância “mágica” que melhora o humor de um modo geral, principalmente em pessoas com depressão.
Já, a dopamina e a noradrenalina proporcionam energia e disposição.
Elas têm deficiência dessas substâncias químicas. Muitas vezes em algumas regiões do cérebro.
Pode ser ainda um problema relacionado a tireóide, intoxicação por chumbo e outros. É preciso buscar o tratamento adequado.
Colocar a criança em esportes para descarregar essa energia toda é legal, mas não vai adiantar se não houver um tratamento adequado. O esporte por si só não vai resolver. É preciso que a criança faça um tratamento junto a um psicólogo ou neurologista, juntamente com muita oração. Afinal, Deus pode todas as coisas.
O conselho é levar a criança a um profissional (psicólogo, neurologista ou pediatra). Ele provavelmente vai pedir alguns exames (se for um bom médico) e passar uma medicação para ajudar nesse desvio químico cerebral. Lembre-se: seu filho não consegue controlar isso sozinho.
Geralmente as crianças com TDAH gostam de jogos e brinquedos que desafiam a sua capacidade, como quebra cabeças ou jogos de montar e decifrar enigmas. Um esporte muito legal é o judô, pois ele ensina disciplina e ajuda a dar vazão a essa energia exagerada. Sempre com acompanhamento médico.
Dica de site sobre o assunto: Instituto Paulista de Déficit de Atenção
É importante que, mesmo com TDAH a criança tenha limites. Crie regras para serem seguidas. A criança precisa saber respeitar leis desde pequena. Seja firme e seguro nessas regras, sem ser autoritário.
Conheça os Seus Alunos
A CRIANÇA ESTRESSADA
"Série: Criando uma mente saudável”
Criança não nasce estressada, ou agitada, ou malcriada, ela aprende tudo isso, com seus tutores, sejam eles pais biológicos ou secundários, que são seus primeiros e mais importantes educadores, seus primeiros instrutores.
Imagine que, na fase mais importante de suas vidas, que são seus primeiros anos de condicionamento mental, quando tomam conhecimento das principais fraquezas ou virtudes dos outros, quando através da identificação, da imitação, irão ou não adotar para si tais comportamentos, na maioria das vezes, as deixamos aos cuidados de qualquer um.
E estes primeiros instrutores, que até podem ser seus pais, ou computadores, ou televisores, colocarão dentro da mente de cada uma dessas crianças, suas manias, fraquezas, suas preferências, conflitos, e talvez, virtudes. E tudo isso servirá de base, lastro para a construção de suas personalidades, seu modo peculiar de ver e viver o mundo.
Seus desejos, a raiz da maioria das frustrações humanas, também serão plantados nesse período. Ao se identificar com um personagem, que pode ser uma babá, um ídolo da moda, um educador, e tantos outros, a criança também se identifica com tudo que esteja relacionado com aquela pessoa. Isso inclui suas opiniões, seus gostos pessoais, suas crenças, seus ideais e assim por diante.Se como adultos, já experientes, ainda julgamos os indivíduos pelas aparências, qual a reação que devemos esperar de crianças inocentes? A lógica é simples, elas se identificam com alguma coisa, porque nessa coisa, que podem ser objetos ou pessoas, buscam segurança psicológica, a sensação de que estão protegidas.
Uma criança nasce livre. Livre de crenças, de obrigações, sejam tarefas simples ou complexas. Não há vontade em suas pequenas mentes, estas, as suas vontades, nós lhes ensinaremos. Nos as ensinaremos a falar, a desejar, a preferir, a ficarem frustradas quando não conseguem obter aquilo que dizemos ser coisas importantes para elas. A importância das coisas, assim como suas reações diante de fracassos e sucessos, isso também lhes ensinamos.
O mundo não ensina a ninguém. O mundo não tem língua, nem é capaz de falar, muito menos de cuidar de uma criança. Isso é nosso papel, dos adultos, sejam pais, educadores ou qualquer outro. Como adultos, ensinamos a estas crianças como funciona nosso mundo, que logo será o mundo delas, que no futuro o será dos filhos destas, num ciclo infinito, aparentemente incapaz de ser contido, ou modificado.
Uma criança não nasce com raiva de alguma coisa, ou de alguém. Se como animal ela possui instintivamente, em si, a semente da violência, o modo como irá empregar essa violência em seus relacionamentos, este, fica por conta dos instrutores do mundo, ou seja, nós. Violência faz parte do instinto animal, serve como alicerce para a autopreservação. Faz parte do nosso medo primário, que é prudência diante dos perigos conhecidos.
Diante de um abismo, sabemos das conseqüências de uma queda, isso não é medo, é prudência, é inteligência. Ao cairmos desse mesmo abismo, segurar em suas bordas com todas as nossas forças, isso é colocar para fora todo nosso instinto animal de sobrevivência, e estaremos dispostos a tudo para lograrmos êxito. Aqui não se pensa, apenas se age, mesmo que nossos dedos sangrem, e mesmo a dor é ignorada. Isso é violência, é o despertar da força de sobrevivência interior, ou como diziam os antigos, o despertar do instinto primário.
A raiva é coisa dirigida, consciente, sabemos exatamente porque estamos com ela. É uma deformação do estado de violência primária, uma má aplicação causada pela falta de compreensão que temos desse estado natural. Ficamosinsatisfeitos com qualquer coisa, e naturalmente, logo desejamos nos livrar da causa ou causador. Assim nos foi ensinado, assim, de forma incondicional, também instruiremos aos nossos descendentes.
Ensinar as crianças que o perder faz parte do seu aprendizado diante da vida, que na verdade não se perde, só o podemos fazê-lo, se nós mesmos já compreendemos bem essa coisa. Como podemos ganhar alguma coisa se ainda não sabemos o que é perder? Imagine um mundo onde todos ganham; como saberão que são vencedores se não houvessem os perdedores, aqueles que precisam perder ao menos uma vez, para então aprenderem o que significa uma vitória?
Podemos ensinar isso às nossas crianças, o fato de que nada se perde, que o erro é imprescindível ao aprendizado. Como podemos ensinar o que é acerto se não tivermos um erro como referência? Decerto não podemos. Isso precisa ser compreendido, e explicado de uma forma clara, de modo que possam entender. Assim não mais temerão os erros, e cuidarão, naturalmente para que nunca se repitam. Usarão os mesmos como guias para seus acertos, sem frustrações, sem ressentimentos, sem raiva, sem ansiedades desnecessárias.Autor: Jon Talber - psicopedagogo, pesquisador e escritor de temas de auto-ajuda.
O Estresse Também Pode Atingir as Crianças
Tão comum em adultos, o estresse também pode atingir as crianças. O estresse é uma arma do corpo que surge em qualquer tipo de ambiente ou situação hostil e, portanto, não tem idade para se manifestar. A melhor maneira é preveni-lo desde cedo, para que o problema não fique ainda mais grave.
Se o estresse no adulto tem a fonte nas relações de trabalho, no excesso de tarefas ou nas dificuldades familiares, na criança a origem da doença não é tão diferente, e concentra-se muitas vezes no ambiente escolar e familiar.A competitividade e a exigência do colégio, uma briga com os colegas, a mudança de casa, escola, cidade, as brigas dos pais, a chegada de um novo irmão são apenas alguns dos possíveis motivos apontados para o estresse infantil.
Para que o estresse não atinja o rendimento da criança em suas atividades, e para que ela não fique irritada ou chorando constantemente, é fundamental que os pais identifiquem o problema e transmitam, em primeiro lugar, seu apoio afetivo. O próximo passo é procurar tratamento especializado, para que o estresse não se desenvolva em depressão.
extraído de:
www.sitededicas.uol.com.br
www.abril.com.br/noticias/comportamento
http://vilamulher.terra.com.br
www.revistapontocom.org.br
Autora: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel
A sala de aula de Educação Infantil deve ser ampla e pode ser montada em um único ambiente ou em dois os três ambientes, por exemplo.
Deve ser reservado um espaço para a “rodinha”, onde são realizadas atividades do cotidiano como: chamada; calendário; contação de histórias; canto de músicas e outras.
A sala poderá conter os “cantinhos”: o cantinho da leitura, de matemática, das ciências, de historia e geografia, de artes, da psicomotricidade, da dramatização, por exemplo.
O cantinho da Leitura, incluindo livros de história de papel, de tecido, de plástico, e outros materiais; revistas em quadrinhos, por exemplo, e livros confeccionados pelos próprios alunos.
O cantinho de Matemática, incluindo jogos relativos à disciplina, como, por exemplo: Dominós; baralho; jogo da memória; ábacos; cuisinaire; material dourado; numerais em lixa e outros que poderão ser adquiridos ou confeccionados pelo próprio professor e pelos alunos. Poderá ser montado um minimercado com estantes incluindo embalagens vazias de produtos e uma “caixa registradora”.
O cantinho das Ciências, que poderá incluir livros referentes à disciplina; experiências realizadas pelos alunos como o plantio do feijão; um terrário; um aquário; por exemplo.
O cantinho de História e Geografia, que poderá incluir materiais como um quebra-cabeças do mapa do município onde os alunos residem e outro do Brasil; confeccionados pelo professor e pelos alunos, no caso do 3º Período, e uma maquete dos Planetas da Galáxia, incluindo o Planeta em que vivemos A Terra, utilizando bolas de isopor de tamanhos diversos para representarem os planetas.
O cantinho de Artes, incluindo, materiais necessários para os alunos realizarem atividades de artes, como, por exemplo: tinta guache, pintura a dedo, anilina dissolvida no álcool, massa de modelar, revistas para recorte, tesouras, cola, folhas brancas para desenho, lápis de cor, giz de cera, hidrocor e outros.
O cantinho da Psicomotricidade, que poderá conter materiais como tênis (de madeira) com cadarço para o aluno aprender a amarrar, telaios (material montessoriano) com botões, colchete, velcron ( para as crianças aprenderem a utilizá-los), tabuleiro de areia, materiais e jogos de encaixe, de “enfiagem”, como, por exemplo, ( para enfiar os macarrões ou contas no barbante para trabalhar a motricidade refinada das crianças).
O cantinho da Dramatização, que poderá incluir um espelho afixado de acordo com o tamanho das crianças, trajes dentro de um baú como, por exemplo, fantasias, acessórios como chapéus de mágico, de palhaço, enfim de diversos tipos, cachecóis, echarpes, bijouterias, estojo de maquiagem e outros. Poderá ser construído um pequeno tablado de madeira, onde as crianças poderão apresentar as dramatizações.
O mobiliário deverá ser adequado ao tamanho das crianças: mesas, cadeiras, estantes, gaveteiro (para guardar o material pessoal dos alunos: escova de dentes, creme dental, pente ou escova, avental e outros), cavalete de pintura e outros.
Os murais da sala podem ser confeccionados com materiais como cortiça, no estilo flanelógrafo, utilizando tecido próprio, onde deverão ser expostos os trabalhos dos alunos: pesquisas, exercícios, atividades de artes e outros.
Quadro de giz afixado de acordo com tamanho dos alunos.
Todo material que for afixado na parede, como por exemplo: murais, quadros de chamada de giz, linhas do tempo, janelinhas do tempo, cartazes, e outros deverão ser colocados de acordo com o tamanho dos alunos para que estes possam visualizar.
As paredes da sala devem ser de cores claras, pois além de clarear o ambiente, “passam” tranqüilidade às crianças.
É fundamental que haja um cantinho reservado para colocar colchõezinhos, caso alguma criança adormeça, pois nessa fase algumas ainda dormem durante o dia. É necessário também o travesseirinho e uma manta ou edredon para os dias mais frios.
Concluindo, a sala de aula de Educação Infantil deve ser clara, arejada e deve conter “estímulos” apropriados ao desenvolvimento integral da criança.
Autora: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel
é professora e orientadora pedagógica do CIEP 277 João Nicoláo Filho “Janjão” e da Escola Municipal Professor Ewandro do Valle Moreira, localizadas no município de Cantagalo,RJ.
Site de Origem da matéria: Site de dicas Uol
O Fumo e a Criança
Ótimo artigo do site Guia Infantil sobre os riscos que as crianças correm ao conviver com adultos fumantes. É muito importante que haja conscientização por parte de todos para que a saúde de nossas crianças não seja afetada por esse vício que só traz tristezas para a vida das pessoas.
Esse é mais um motivo para orientar pais não convertidos a deixarem de lado as coisas que os prejudicam. Não coloco aqui pois são fortes demais, mas qualquer um pode procurar na internet por imagens de pulmões sadios e pulmões vítimas do tabaco. Não é nada agradável de se ver.
Escrito por Pablo Zevallos
Dez por cento das crianças são fumadoras passivas. Há pouco tempo foi comemorado o Dia Mundial contra o Tabaco, e como em todos os anos, foi chamada a atenção para todas as medidas e disposições para convencer as pessoas que deixem de fumar. Quem fuma não faz mal somente a si mesmo, mas também a todos os que estão expostos ao fumo do seu cigarro. Muitas crianças continuam sendo as principais vítimas dos erros dos seus pais.
Queremos deixar bem claro que a escolha é dos pais, mas cabe a nós, como jornalistas, apresentar uma verdade que é comprovada por médicos e pesquisadores em todo o mundo. O fumo mata. Continua sendo o maior causador de câncer de pulmão e a principal causa evitável de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando entramos na casa de um fumante, com certeza sentimos o cheiro do cigarro em todos os lugares, nas cortinas, nos tapetes, nas paredes, etc. Imagine o que ocorre dentro do seu pulmão. Não nos cabe julgar, mas informar. Mas quando se trata de crianças, o respeito à sua saúde é o mais importante.
Para celebrar o Dia mundial Contra o Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, foi lançada a campanha "Juventude Livre do Tabaco". A escolha do tema aponta a preocupação da OMS na prevenção do tabagismo entre crianças e adolescentes. Cerca de 100 mil pessoas começam a fumar todos os dias ainda na juventude. A OMS estima que um terço da população mundial adulta (1 bilhão e 200 milhões de pessoas) seja fumante. Dados da organização apontam que anualmente 4,9 milhões de pessoas morrem no mundo por causa do tabagismo, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. No Brasil, são 200 mortos pelo tabagismo a cada ano.
Segundo a Sociedade Espanhola de Pneumologia Pediátrica (SENP), uma em cada 10 crianças está exposta diariamente ao fumo do tabaco dos seus pais e no seu próprio domicílio. Os pesquisadores dizem que é importante parar com o consumo do tabaco porque representa ums dos fatores de risco mais determinantes de doenças respiratórias infantis, juntamente com os fatores meio ambientais e a contaminação do ar. As crianças expostas ao fumaça do cigarro durante os dois primeiros anos de sua vida são mais propensos a desenvolver doenças respiratórias como a asma, além da bronquite e tosse. A fumaça do cigarro também pode causar morte súbita infantil.
Os especialistas mostram a importância do aumento de mulheres grávidas fumadoras ativas e passivas, pelo seu impacto no desenvolvimento pulmonar do feto e no aumento de doenças respiratórias durante os dois primeiros anos de vida do bebê. Eles são unânimes em dizer que melhor ainda é a prevenção.
Por que deixar de fumar?
• Os filhos de fumantes adoecem duas vezes mais do que os filhos de não-fumantes e têm chances de começar a fumar, seguindo o exemplo dos pais.
• A fumante grávida tem bebês com baixo peso, menor tamanho e maior chance de apresentar defeitos congênitos.
• A fumaça do cigarro é o poluidor do ar mais constante e prejudicial à saúde que se conhece, pois as pessoas passam 80% de seu tempo em ambientes fechados.
• Qualquer pessoa que permaneça nesses ambientes poluídos pode ter irritação nos olhos, garganta e nariz, dor de cabeça e tosse, além de maior chance de ter câncer.
• O tabagismo passivo em crianças causa irritação nos olhos e das vias aéreas superiores, prejudica a função pulmonar, aumenta tanto a freqüência como a severidade das crises de asma, resfriados, faringites, sinusites, rinites e otites.
• A exposição passiva à fumaça do tabaco é um risco real e imediato que precisa ser mais bem divulgada. Manter-se vigilante quanto à poluição ambiental causada pelo cigarro e/ou aconselhar um amigo ou parente tabagista a parar de fumar não significa apenas demonstrar preocupação com a saúde do outro, mas com a própria, e o mais importante de tudo, com a de nossos filhos.
Origem da matéria: Guia Infantil
imagens: Nova Semente
Saúde do Futuro
Dislexia: O que é e Como Identificar?
QUEM É A CRIANÇA DISLÉXICA E COMO DESENVOLVER UM TRABALHO EFICAZ?
Como podemos ajudar o nosso aluno disléxico a ter uma vida normal junto da igreja?
Essas e outras perguntas podem ser respondidas lendo-se o texto abaixo.
Joveliana Amado da Silveira
Desde a pré-escola que a criança disléxica apresenta dificuldades para decorar cantigas de rodas, tem dificuldades para amarrar os cadarços dos sapatos ou calçá-los corretamente, também para se vestir sozinho, abotoar a roupa é quase impossível, muitas vezes não sabe o que a mãe lhe pediu para pegar, isto mostra problemas de memória.
Esta criança parece estar perdida no tempo e espaço, confunde-se hoje, amanhã, ontem, direita, esquerda, para cima e para baixo.
Também apresenta dificuldades com a seqüência e parece nunca saber em qual dia, mês ou ano está. Além disso, ao falar é hesitante, muitas vezes perde-se no discurso, enrola-se e não consegue se expressar claramente.
Durante o período que ingressa na alfabetização é que a criança disléxica começa a ir mal na escola e muitas vezes é vista como preguiçosa ou imatura.
No início da alfabetização, aos 7 ou 8 anos, aparecem as trocas de letras visualmente parecidas b/p ou s/z e semelhantes v/f, m/u parecem ser as mesmas, c/g, k/g. Aparecem também as letras e números espelhados, invertendo a seqüência de letras de uma palavra ou omite letras.
Na leitura faz trocas de letras ou adiciona palavras, além de apresentar
letra feia, (disgrafia), apresenta problemas de conduta, auto-estima e variabilidade na produção.
A definição da dislexia para a Associação Brasileira de Dislexia,‘‘é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia.Não é uma doença, mas um distúrbio de aprendizagem.Ela torna-se evidente na época da alfabetização, embora mesmo com uma boa instrução, inteligência adequada, oportunidades sócio-cultural e sem distúrbios cognitivos, quando a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A dislexia independe das causas intelectuais, emocionais e culturais. É hereditária e ocorre com a maior incidência em meninos’’.
O diagnóstico pode ser feito por meio de Exames de Imagem como:TC
(tomografia Computadorizada), RMF (Ressonância Magnética Funcional); SPECT-(Tomografia por emissão de Fóton Único); PET: (Tomografia por emissão de Pósitron).
*Mestre em Educação,Professora do Curso Normal Superior da UNIPAC-Monte Carmelo, Psicopedagoga Clínica e Orientadora Escolar na Rede Municipal de Ensino de Uberlândia,MG.
As características dos disléxicos são vista quando há maior incidência em canhotos e ambidestros; quando manifesta problemas no processo fonológico e problemas na linguagem oral; além de problemas com a memória de trabalho,sendo esta a dificuldade que permeia a dislexia. O distúrbio afeta de 5 a 15% da população e apresenta-se com maior ou menor intensidade em cada indivíduo, apresentando três graus: leve, moderada e severa.
Há casos de crianças que lêem e não escrevem, elas têm uma resistência maior, sofrem amais.Existe uma corrente que hipotetiza a ortografia como área mais prejudicada pelo disléxico e outra corrente acha que treina a ler,isto é, a leitura é menos prejudicada e escrita é mais difícil (gravar é mais difícil).Existe também a criança que lê muito bem mas não compreende nada (dislexia de compreensão).
O diagnóstico da dislexia é clínico e o tratamento é educacional, o acompanhamento deve ser diário, semanal, mensal, ensinando a criança a ler de outra forma. A dislexia não é tratada com remédios. A compreensão é cientifica. Tem muitos cientistas estudando.
Os tipos de dislexia: a adquirida (afasias, doenças após acidente hemorrágico, meningite, acidente de carro, não é hereditária e a segunda, de desenvolvimento visual (diseidética) e auditiva (disfonética) não decodifica foneticamente, ainda a terceira que é a junção das duas, a mista.As áreas atingidas são: linguagem oral, processamento fonológico, memória de trabalho. Aparece muitas vezes dos 8 aos 10 meses no início da compreensão das palavras e aos 15 meses quando adquire vocabulário expressivo.
O processo fonológico é o uso das informações fonológicas nas estruturas da linguagem, isto é, onde ocorre o armazenamento de fonemas. As habilidades envolvidas: consciência fonológica, exige ritmo e aliteração na identificação de sílabas, manipular fonemas.Quando ocorre a nomeação rápida, ou disnomia, amadurecimento do corpo caloso.Antes dos 7 anos depende do corpo caloso,isto é, o que une, que ajuda a passar informações de um hemisfério para outro.
A memória de trabalho é a organizadora de prioridades.No caso do disléxico é a mais afetada.Ela é importante para aprender a escrever, operar com os números. A memória seqüencial auditiva é responsável pela aprendizagem do alfabeto, músicas, meses do ano, e, no caso do disléxico não decora o alfabeto pois tem dificuldade nesta área. Já a memória seqüencial visual, é utilizada quando se escreve palavra e percebe que as letras seguem uma ordem. Para tratar os disléxicos devem-se procurar atividades que faça associar letras ao som.
A leitura é a interação de diversas vias neurais e depende de estruturas corticais integras, entretanto, o difícil ato de ler requer vários processos neurológicos, psicológicos e sócio-ambientais para ser efetivo. O cérebro tem a capacidade plástica para adaptar-se, por exemplo, quando uma pessoa tem acidente vascular, o cérebro utiliza outra área para realizar a mesma tarefa.
É impressionante que a maioria das pessoas aprendem a ler, uma vez que a leitura exige simultaneamente: atenção dirigida às marcas impressas e controle do movimento dos olhos, reconhecimento dos sons associados com as letras; compreensão das palavras e gramática; construção de idéias e imagens, comparação de idéias novas com as existentes; armazenamento de idéias na memória. Exemplo, na leitura silábica não se acumula informações e ler a palavra é ler pela primeira vez, não tem automoticidade para ler, isto é, lê e não compreende o que leu.
Como lidar com o disléxico: Em primeiro lugar identificar os pontos fracos e as áreas geradoras de problemas, descobrindo o estilo cognitivo predominante e realizar o tratamento.Em segundo, utilizar material concreto, além de papel quadriculado, fazer jogos com premiações e castigos.Utilizar rimas, músicas e repetições, ler em voz alta, fazer com que a criança leia em voz alta, a pratique a visualização dos problemas,use desenhos. Não complicar visualmente. É indispensável permitir o tempo para fazer exercícios.Usar cartões com linguagem usada na aula.Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado.Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.
Conclui-se que existem pessoas nos dois extremos dos estilos; isto é, muitas pessoas podem usar dois estilos ao mesmo tempo.O estilo escolhido depende da dificuldade e tipo de questão.A estratégia compensatória utilizada vai depender do tipo de estilo dominante.Cada estilo é ligado a um hemisfério cerebral. Há mais minhocas que grilos.No hemisfério esquerdo domina a maioria das pessoas. As minhocas com memória deficiente são as que mais sofrem com a matemática.E as minhocas utilizam o hemisfério esquerdo. Se aceitarmos as hipóteses da dominância do hemisfério direito no cérebro disléxico, chega-se à conclusão de que uns grandes números de disléxicos são grilos.Os grilos são prejudicados no sistema de ensino por não documentarem seus processos, é necessário ensiná-los isto. Alguns exercícios favorecem a um ou outro estilo.Ter um estilo dominante não significa necessariamente que a criança tenha sucesso no uso.
‘‘Para o disléxico o difícil é fácil e o fácil é difícil’’.
Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)













