segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O Fumo e a Criança
Ótimo artigo do site Guia Infantil sobre os riscos que as crianças correm ao conviver com adultos fumantes. É muito importante que haja conscientização por parte de todos para que a saúde de nossas crianças não seja afetada por esse vício que só traz tristezas para a vida das pessoas.
Esse é mais um motivo para orientar pais não convertidos a deixarem de lado as coisas que os prejudicam. Não coloco aqui pois são fortes demais, mas qualquer um pode procurar na internet por imagens de pulmões sadios e pulmões vítimas do tabaco. Não é nada agradável de se ver.
Escrito por Pablo Zevallos
Dez por cento das crianças são fumadoras passivas. Há pouco tempo foi comemorado o Dia Mundial contra o Tabaco, e como em todos os anos, foi chamada a atenção para todas as medidas e disposições para convencer as pessoas que deixem de fumar. Quem fuma não faz mal somente a si mesmo, mas também a todos os que estão expostos ao fumo do seu cigarro. Muitas crianças continuam sendo as principais vítimas dos erros dos seus pais.
Queremos deixar bem claro que a escolha é dos pais, mas cabe a nós, como jornalistas, apresentar uma verdade que é comprovada por médicos e pesquisadores em todo o mundo. O fumo mata. Continua sendo o maior causador de câncer de pulmão e a principal causa evitável de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando entramos na casa de um fumante, com certeza sentimos o cheiro do cigarro em todos os lugares, nas cortinas, nos tapetes, nas paredes, etc. Imagine o que ocorre dentro do seu pulmão. Não nos cabe julgar, mas informar. Mas quando se trata de crianças, o respeito à sua saúde é o mais importante.
Para celebrar o Dia mundial Contra o Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, foi lançada a campanha "Juventude Livre do Tabaco". A escolha do tema aponta a preocupação da OMS na prevenção do tabagismo entre crianças e adolescentes. Cerca de 100 mil pessoas começam a fumar todos os dias ainda na juventude. A OMS estima que um terço da população mundial adulta (1 bilhão e 200 milhões de pessoas) seja fumante. Dados da organização apontam que anualmente 4,9 milhões de pessoas morrem no mundo por causa do tabagismo, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. No Brasil, são 200 mortos pelo tabagismo a cada ano.
Segundo a Sociedade Espanhola de Pneumologia Pediátrica (SENP), uma em cada 10 crianças está exposta diariamente ao fumo do tabaco dos seus pais e no seu próprio domicílio. Os pesquisadores dizem que é importante parar com o consumo do tabaco porque representa ums dos fatores de risco mais determinantes de doenças respiratórias infantis, juntamente com os fatores meio ambientais e a contaminação do ar. As crianças expostas ao fumaça do cigarro durante os dois primeiros anos de sua vida são mais propensos a desenvolver doenças respiratórias como a asma, além da bronquite e tosse. A fumaça do cigarro também pode causar morte súbita infantil.
Os especialistas mostram a importância do aumento de mulheres grávidas fumadoras ativas e passivas, pelo seu impacto no desenvolvimento pulmonar do feto e no aumento de doenças respiratórias durante os dois primeiros anos de vida do bebê. Eles são unânimes em dizer que melhor ainda é a prevenção.
Por que deixar de fumar?
• Os filhos de fumantes adoecem duas vezes mais do que os filhos de não-fumantes e têm chances de começar a fumar, seguindo o exemplo dos pais.
• A fumante grávida tem bebês com baixo peso, menor tamanho e maior chance de apresentar defeitos congênitos.
• A fumaça do cigarro é o poluidor do ar mais constante e prejudicial à saúde que se conhece, pois as pessoas passam 80% de seu tempo em ambientes fechados.
• Qualquer pessoa que permaneça nesses ambientes poluídos pode ter irritação nos olhos, garganta e nariz, dor de cabeça e tosse, além de maior chance de ter câncer.
• O tabagismo passivo em crianças causa irritação nos olhos e das vias aéreas superiores, prejudica a função pulmonar, aumenta tanto a freqüência como a severidade das crises de asma, resfriados, faringites, sinusites, rinites e otites.
• A exposição passiva à fumaça do tabaco é um risco real e imediato que precisa ser mais bem divulgada. Manter-se vigilante quanto à poluição ambiental causada pelo cigarro e/ou aconselhar um amigo ou parente tabagista a parar de fumar não significa apenas demonstrar preocupação com a saúde do outro, mas com a própria, e o mais importante de tudo, com a de nossos filhos.
Origem da matéria: Guia Infantil
imagens: Nova Semente
Saúde do Futuro
Dislexia: O que é e Como Identificar?
QUEM É A CRIANÇA DISLÉXICA E COMO DESENVOLVER UM TRABALHO EFICAZ?
Como podemos ajudar o nosso aluno disléxico a ter uma vida normal junto da igreja?
Essas e outras perguntas podem ser respondidas lendo-se o texto abaixo.
Joveliana Amado da Silveira
Desde a pré-escola que a criança disléxica apresenta dificuldades para decorar cantigas de rodas, tem dificuldades para amarrar os cadarços dos sapatos ou calçá-los corretamente, também para se vestir sozinho, abotoar a roupa é quase impossível, muitas vezes não sabe o que a mãe lhe pediu para pegar, isto mostra problemas de memória.
Esta criança parece estar perdida no tempo e espaço, confunde-se hoje, amanhã, ontem, direita, esquerda, para cima e para baixo.
Também apresenta dificuldades com a seqüência e parece nunca saber em qual dia, mês ou ano está. Além disso, ao falar é hesitante, muitas vezes perde-se no discurso, enrola-se e não consegue se expressar claramente.
Durante o período que ingressa na alfabetização é que a criança disléxica começa a ir mal na escola e muitas vezes é vista como preguiçosa ou imatura.
No início da alfabetização, aos 7 ou 8 anos, aparecem as trocas de letras visualmente parecidas b/p ou s/z e semelhantes v/f, m/u parecem ser as mesmas, c/g, k/g. Aparecem também as letras e números espelhados, invertendo a seqüência de letras de uma palavra ou omite letras.
Na leitura faz trocas de letras ou adiciona palavras, além de apresentar
letra feia, (disgrafia), apresenta problemas de conduta, auto-estima e variabilidade na produção.
A definição da dislexia para a Associação Brasileira de Dislexia,‘‘é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia.Não é uma doença, mas um distúrbio de aprendizagem.Ela torna-se evidente na época da alfabetização, embora mesmo com uma boa instrução, inteligência adequada, oportunidades sócio-cultural e sem distúrbios cognitivos, quando a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A dislexia independe das causas intelectuais, emocionais e culturais. É hereditária e ocorre com a maior incidência em meninos’’.
O diagnóstico pode ser feito por meio de Exames de Imagem como:TC
(tomografia Computadorizada), RMF (Ressonância Magnética Funcional); SPECT-(Tomografia por emissão de Fóton Único); PET: (Tomografia por emissão de Pósitron).
*Mestre em Educação,Professora do Curso Normal Superior da UNIPAC-Monte Carmelo, Psicopedagoga Clínica e Orientadora Escolar na Rede Municipal de Ensino de Uberlândia,MG.
As características dos disléxicos são vista quando há maior incidência em canhotos e ambidestros; quando manifesta problemas no processo fonológico e problemas na linguagem oral; além de problemas com a memória de trabalho,sendo esta a dificuldade que permeia a dislexia. O distúrbio afeta de 5 a 15% da população e apresenta-se com maior ou menor intensidade em cada indivíduo, apresentando três graus: leve, moderada e severa.
Há casos de crianças que lêem e não escrevem, elas têm uma resistência maior, sofrem amais.Existe uma corrente que hipotetiza a ortografia como área mais prejudicada pelo disléxico e outra corrente acha que treina a ler,isto é, a leitura é menos prejudicada e escrita é mais difícil (gravar é mais difícil).Existe também a criança que lê muito bem mas não compreende nada (dislexia de compreensão).
O diagnóstico da dislexia é clínico e o tratamento é educacional, o acompanhamento deve ser diário, semanal, mensal, ensinando a criança a ler de outra forma. A dislexia não é tratada com remédios. A compreensão é cientifica. Tem muitos cientistas estudando.
Os tipos de dislexia: a adquirida (afasias, doenças após acidente hemorrágico, meningite, acidente de carro, não é hereditária e a segunda, de desenvolvimento visual (diseidética) e auditiva (disfonética) não decodifica foneticamente, ainda a terceira que é a junção das duas, a mista.As áreas atingidas são: linguagem oral, processamento fonológico, memória de trabalho. Aparece muitas vezes dos 8 aos 10 meses no início da compreensão das palavras e aos 15 meses quando adquire vocabulário expressivo.
O processo fonológico é o uso das informações fonológicas nas estruturas da linguagem, isto é, onde ocorre o armazenamento de fonemas. As habilidades envolvidas: consciência fonológica, exige ritmo e aliteração na identificação de sílabas, manipular fonemas.Quando ocorre a nomeação rápida, ou disnomia, amadurecimento do corpo caloso.Antes dos 7 anos depende do corpo caloso,isto é, o que une, que ajuda a passar informações de um hemisfério para outro.
A memória de trabalho é a organizadora de prioridades.No caso do disléxico é a mais afetada.Ela é importante para aprender a escrever, operar com os números. A memória seqüencial auditiva é responsável pela aprendizagem do alfabeto, músicas, meses do ano, e, no caso do disléxico não decora o alfabeto pois tem dificuldade nesta área. Já a memória seqüencial visual, é utilizada quando se escreve palavra e percebe que as letras seguem uma ordem. Para tratar os disléxicos devem-se procurar atividades que faça associar letras ao som.
A leitura é a interação de diversas vias neurais e depende de estruturas corticais integras, entretanto, o difícil ato de ler requer vários processos neurológicos, psicológicos e sócio-ambientais para ser efetivo. O cérebro tem a capacidade plástica para adaptar-se, por exemplo, quando uma pessoa tem acidente vascular, o cérebro utiliza outra área para realizar a mesma tarefa.
É impressionante que a maioria das pessoas aprendem a ler, uma vez que a leitura exige simultaneamente: atenção dirigida às marcas impressas e controle do movimento dos olhos, reconhecimento dos sons associados com as letras; compreensão das palavras e gramática; construção de idéias e imagens, comparação de idéias novas com as existentes; armazenamento de idéias na memória. Exemplo, na leitura silábica não se acumula informações e ler a palavra é ler pela primeira vez, não tem automoticidade para ler, isto é, lê e não compreende o que leu.
Como lidar com o disléxico: Em primeiro lugar identificar os pontos fracos e as áreas geradoras de problemas, descobrindo o estilo cognitivo predominante e realizar o tratamento.Em segundo, utilizar material concreto, além de papel quadriculado, fazer jogos com premiações e castigos.Utilizar rimas, músicas e repetições, ler em voz alta, fazer com que a criança leia em voz alta, a pratique a visualização dos problemas,use desenhos. Não complicar visualmente. É indispensável permitir o tempo para fazer exercícios.Usar cartões com linguagem usada na aula.Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado.Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.
Conclui-se que existem pessoas nos dois extremos dos estilos; isto é, muitas pessoas podem usar dois estilos ao mesmo tempo.O estilo escolhido depende da dificuldade e tipo de questão.A estratégia compensatória utilizada vai depender do tipo de estilo dominante.Cada estilo é ligado a um hemisfério cerebral. Há mais minhocas que grilos.No hemisfério esquerdo domina a maioria das pessoas. As minhocas com memória deficiente são as que mais sofrem com a matemática.E as minhocas utilizam o hemisfério esquerdo. Se aceitarmos as hipóteses da dominância do hemisfério direito no cérebro disléxico, chega-se à conclusão de que uns grandes números de disléxicos são grilos.Os grilos são prejudicados no sistema de ensino por não documentarem seus processos, é necessário ensiná-los isto. Alguns exercícios favorecem a um ou outro estilo.Ter um estilo dominante não significa necessariamente que a criança tenha sucesso no uso.
‘‘Para o disléxico o difícil é fácil e o fácil é difícil’’.
Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br
A Criança Hiperativa
Olá meus queridos! Preparamos pra vocês alguns estudos sobre como identificar uma criança hiperativa e como lidar com ela em sua sala de aula. Eu sei que é muito difícil, mas podemos ter um grande aproveitamento com essas crianças, pois Cristo morreu por todos nós!
A CRIANÇA HIPERATIVA
A hiperatividade confunde pais, professores e médicos.
Se não for diagnosticada nem tratada adequadamente,
a doença vira tormento para a criança
e para quem vive em torno dela.
Hiperatividade é um termo corrente para um comportamento irrequieto, superexcitado e infeliz. Além da criança não conseguir fixar a atenção em uma atividade por mais de alguns minutos, os hiperativos sobem em móveis, falam compulsivamente, vivem perdendo material escolar e não suportam bem frustrações.
Ser mãe de um hiperativo é muito difícil, tem que conviver com uma criança que não responde ao que é ensinado, vive derrubando as coisas... é impossível não ficar irritada.
Nem toda criança que é agitada deve ser rotulada de hiperativa. A agitação pode ser resultado de problemas comportamentais ou manifestações de outras doenças graves, como autismo, hipertireoidismo e até depressão infantil.
Os sintomas da criança hiperativa aparecem, no máximo, até os sete anos.
Alguns sintomas do hiperativo:
- Dificuldade de organizar tarefas
- Descuido nas tarefas escolares ou em outras atividades
- Não consegue enxergar detalhes
- Dificuldade em se concentrar em tarefas ou brincadeiras
- Parece não ouvir o que lhe dizem
- Reluta em iniciar tarefa que exige grande esforço mental
- Perde com freqüência objetos de uso diário, como material escolar e brinquedos
- Distrai-se facilmente
- Inquietação constante
- Fala o tempo todo, começa a responder perguntas que ainda não foram completadas
- Tem dificuldade de esperar sua vez em jogos ou situações em grupo, interrompe a conversa dos outros
Crianças hiperativas podem apresentar melhora em seu comportamento e desenvolvimento pedagógico se algumas regras forem consideradas. Aí vão as sugestões da psicóloga Mônica Duchesne e do psiquiatra Ênio Roberto de Andrade:
. trabalhe com pequenos grupos, sem isolar as crianças hiperativas;
. dê tarefas curtas ou intercaladas, para que elas possam concluí-la antes de se dispersar;
. elogie sempre os resultados;
. use jogos e desafios para motivá-las;
. valorize a rotina, pois ela deixa as crianças mais seguras, mas mantenha sempre elevado o nível de estímulo, através de novidades no material;
. permita que elas compensem os erros: sutilmente, faça-as pedir desculpas quando ofenderem os colegas ou convença-as a arrumar a bagunça em classe;
. repita individualmente todo comando que for dado ao grupo e faça-o de forma breve e usando linguagem fácil de entender;
. peça a elas que repitam o comando, para ter certeza de que escutaram e compreenderam o que você quer;
. dê uma função oficial às crianças, como a de ajudante do professor; isso pode melhorar o relacionamento delas com os colegas e abrir espaço para que elas se movimentem mais;
. mostre os limites de forma segura e tranqüila, sem entrar em atrito;
. coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo;
. oriente os pais a procurar um psiquiatra, um neurologista ou um psicólogo.
Para seguir os conselhos acima providencie os seguintes materiais e deixe-os sempre ao alcance dos alunos na sala de aula:
- Caixa com gibis e caixa com livros de histórias infantis
A criança hiperativa, quando faz uma atividade do começo ao fim, geralmente termina antes dos outros. Nesse caso, deixe que ela leia revistinhas ou livros, como forma de premiação. Mas certifique-se de que o aluno está realmente lendo e não fingindo que lê. Dê a ele atividades de leitura com responsabilidade.
Peça, por exemplo, que ele conte para os outros o que leu, o que achou legal na história, qual é o personagem mais engraçado, mais maluco, inteligente, diferente etc. Ou então peça para ele desenhar a história lida, o que vale tanto para gibis como para livros de histórias.
- Palavras cruzadas, jogos de trilha, atividades com figuras (jogo dos sete erros, ligue os pontos, encontre a figura escondida). É importante oferecer à criança hiperativa atividades diversificadas que exijam atenção mas que não a desgaste intelectualmente. Assim, ela terá sempre prazer em executá-las. Essas atividades têm também a função de premiar o aluno por ter terminado o trabalho rotineiro com atenção.
- Atividades que estimulem as quatro operações: somar, subtrair, multiplicar e dividir, todas com desenhos que contextualizem o assunto.
Fontes:
Regina Pironatto
Clube do bebê
Crianças Sem Jesus: Por Trás da Agressividade - Parte 1
Se você trabalha com crianças de fora do convívio da igreja sabe muito bem que o comportamento delas às vezes é muito diferente do que estamos acostumados a ver.
São crianças com atitudes hostis e palavreado forte. Muitas delas se parecem com mini adultos.
Existem muitos trabalhos envolvendo igreja e essas crianças, geralmente de um bairro próximo ou de uma comunidade carente. Quem faz esse tipo de trabalho sabe que não é fácil lidar com elas. É preciso muita paciência e amor.
Quando se fala em trabalhar com crianças assim logo encontramos algumas dificuldades. Até mesmo dentro das igrejas. Há um certo preconceito em relação a elas que precisa ser extirpado.
Quero lhe contar uma história. Sim, para você professor.
Quando Cristo foi até a cidade de Jericó, sabia o que iria encontrar. Nessa cidade habitavam pessoas excluídas pela sociedade da época. A cidade de Jericó era conhecida por seus moradores. Eram doentes, leprosos, bandidos, fugitivos e esquecidos. Muitos dos problemas relacionados a essas pessoas eram resolvidos dessa maneira: apenas afastando-os.
Jesus sabia disso e mesmo assim prosseguiu.
Lá encontrou o cego Bartimeu. Vamos entender um pouco sobre esse homem.
Bartimeu havia sido deixado ali pois era considerado um fardo. Ele sobrevivia pedindo esmolas. Seu nome - Bartimeu - era uma prova viva da falta de amor das pessoas pelos que sofrem. Bar: significa filho. Timeu: era o nome de seu pai.
Bartimeu era conhecido como "o filho de Timeu". Ele sequer tinha um nome!
Mas Cristo foi até ele e trouxe cura e salvação àquela vida esquecida pelo mundo. Ele não se importou com as suas vestes, ou com seu cheiro, ou com o seu comportamento. Jesus o salvou.
Conheço várias histórias a respeito de como algumas igrejas se comportavam em relação a crianças do mundo. Muitos as olhavam com desprezo, se irritavam com o fato de falarem alto, de estarem de chinelos ou pé no chão dentro do templo, de seu comportamento não ser de acordo com o que estavam acostumados.
Elas não eram cheirosas, bem vestidas e comportadas como as crianças de seu dia a dia. Já ouvi histórias de crianças que respondiam o professor com palavrões e ameaças. Mas ainda assim esse professor continuava o seu trabalho.
Trabalho da Missão Evangélica Pentecostal Valentina II
Estamos preparados para receber essas crianças?
Por Trás da Agressividade
Uma missionária que conheço sempre trabalhou com crianças carentes. Carentes de amor, de carinho, de proteção e de esperança. Algumas delas eram como "porcos-espinhos", repelindo qualquer demonstração de afeto como abraços ou beijos.
Uma dessas crianças era uma menina de aproximadamente 12 anos. Era a mais bagunceira da turma e enfrentava qualquer menino maior que ela com violência. Era respondona e falava muitos palavrões.
Mas mesmo assim ela continuava a frequentar o culto infantil e era tratada pela missionária com aceitação e carinho.
Aos poucos a missionária soube que essa menina agressiva trazia consigo uma história de abuso e violência por parte do padrasto. Por esse motivo, demonstrações de amor e carinho eram interpretados por ela como ameaças. Era como se algo ruim viesse depois de um simples abraço. Por isso ela sempre os repelia.
Havia outra criança que num belo dia apareceu toda molhada. Ela estava aguardando pelo culto infantil na porta do local durante a noite toda, pois sua mãe a havia deixado fora de casa e choveu. Essa criança passou a noite na chuva!
Lá foi tratada e recebeu roupas secas e comida.
Muitas dessas crianças acabaram recebendo ajuda do conselho tutelar devido às suas condições de vida.
Algum tempo depois o culto infantil foi fechado por falta de interesse da igreja responsável por continuar o trabalho. Para eles, "lá não dava retorno algum (leia-se encher a igreja de membros)". Outros diziam que as crianças só compareciam por causa do lanche. Realmente era um cúmulo, pois aquelas crianças não aprenderiam nada sentindo fome e seus pais pouco se importavam em dar-lhes de comer! A missionária não conseguiu sustentar o aluguel do local sozinha.
Mas graças a Deus ainda existem igrejas que se importam com as condições dessas crianças e tratam não só da alma, mas do bem estar do corpo, trazendo o alimento que elas muitas vezes não encontram em casa. Um belo exemplo é o lindo trabalho feito pela Igreja Evangélica Internacional Peniel!
Trabalho da Igreja Evangélica Internacional Peniel
Quantas vezes já vi pessoas de dentro da igreja tratando mal essas crianças! Chega a ser revoltante. A igreja precisa aprender a lidar com o diferente, com as pessoas do mundo e a bagagem que carregam. Eu realmente repudio esse tipo de coisa!
Essas crianças precisam aprender que:
- na igreja serão aceitas como são;
- encontrarão o carinho e proteção que não possuem em casa;
- que existem sim pessoas boas;
- que Deus as ama muito.
Missões no sítio Cidade de Sião, blog de André Scultori
Sabem o que aconteceu com a menina brava e bagunceira?
Anos depois essa missionária encontrou a menina. Ela gritou: "_Tia!" - E correu até ela.
A menina disse à missionária: "_Tia, eu não me esqueci do que aprendi na "igrejinha". Hoje eu e meu irmão frequentamos uma igreja e ele logo será pastor!"
Você pode e deve fazer a diferença entre essas crianças. Lembre-se: elas são como foram criadas. Não têm culpa disso. A elas foi apresentado um mundo de maldade, violência e mentiras. Cabe a nós professores mostrar um mundo diferente. Basta ter paciência e buscar a orientação de Deus.
Imagens:
http://ieipeniel-ieipeniel.blogspot.com.br/
http://prjoseiadrn.blogspot.com.br
http://amscultori.blog.br
http://mepbvalentina2.wordpress.com
http://novotempo.com
BULLYNG
Como qualquer pai ou mãe vão lhe dizer, o bullying é um grande problema para as crianças de hoje.Separamos algo sobre o tema "bullying e a Bíblia".
Nosso objetivo é simples: queremos preparar as crianças para enfrentar os desafios modernos do Bullying voltando-se para a Bíblia em busca de sabedoria, esperança e força.
Ao longo da história, duas coisas não mudaram: a palavra de Deus e a natureza humana. A palavra de Deus fala alto e claro sobre o tema do bullying, e as histórias são relevantes sobre assédio moral e bullying.
Pedimos a 6 melhores e mais brilhantes líderes para responder a mesma pergunta do site:
Qual a história bíblica, passagem ou personagem para ensinar a uma criança vítima de bullying?
Cada um dos seis especialistas preparou sua resposta de forma independente, e nós simplesmente compilamos suas idéias maravilhosas e diversificadas abaixo.
Nós esperamos que você aproveite a discussão.
Mesa Redonda: O bullying e a Bíblia
Marty Machowski
Pastor na Covenant Fellowship em Glen Mills, PA e autor de História Evangelho para Crianças (Gospel Story for Kids.)
Enquanto não temos qualquer registro de Jesus sendo intimidado ou maltratados como um menino, Jesus falou de como devemos nos relacionar com aqueles que são rudes e isso significa para nós, que se aplica ao bullying.
Jesus disse: "Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odeie o seu inimigo'. Mas eu vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus. Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa que você tem? Se até mesmo os cobradores de impostos fazem o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, o que mais está fazendo do que os outros? Não são assim também os gentios? Sede, portanto, perfeitos, como o vosso Pai Celeste é Perfeito. "(Mateus 5:43-48)
Quando alguém nos maltrata, o instinto natural é sentir raiva ou mesmo ódio contra essa pessoa. Mas Jesus aqui nos aponta para uma resposta muito diferente. Você vê que, quando éramos inimigos de Deus, Ele nos amou, enviando o seu único Filho Jesus para morrer na cruz por nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados. É esse mesmo tipo de amor que Jesus nos diz para estender aos nossos inimigos.
Toda vez que uma criança é intimidada, ela precisa de ajuda no processamento de como lidar com a dor, medo e raiva que resulta. Quando as levamos para o evangelho, damos a oportunidade de processar o que aconteceu. Qual a melhor maneira de ajudar os nossos filhos a compreender que o mundo está cheio de almas perdidas que precisam de nossas orações? Qual a melhor esperança para passar de um incidente de assédio moral e de apontar-lhes a cruz e o sacrifício de Jesus por nossos pecados e, em seguida, convidando-os a estender o mesmo perdão para aqueles que nos oprimem.
Carol Koch
Fundadora / pastora sênior da Igreja Cristo Triunfante (Christ Triumphant Church)
Eu levo um grupo de oração Infantil (de 5 anos = ou -) nas noites de terça-feira em nossa igreja. Eu busco equipar as crianças em todas as áreas de oração, ( orar pela cura, orando pelas nações, etc) como parte da programação eu sempre incluo um tempo que eu chamo de "ouvir orando" (imersão na oração), que é o tempo de ouvir Deus falar ao seu coração.
Depois temos o momento de silêncio e eu sempre pergunto se Deus falou com eles, se há algo que está incomodando, se eles querem que nós oremos e ministremos sobre eles.
Eu fiquei impressionado especialmente nos últimos 5 a 6 anos, as crianças que pedem oração por alguém na escola, no ônibus, ou por um vizinho, que foi cruel com eles, bateu neles ou e de alguma forma intimidou-os . Na maioria das vezes eles disseram isso longe de suas mães. O ambiente de oração cria uma atmosfera onde a criança se sente segura para compartilhar o que aconteceu. Eu escuto, então normalmente peço-lhes para dizer como se sentiram. É importante para a validação de seus sentimentos que não se rejeite isso com observações como "crianças são crianças".
Eu poderia responder com "Eu sinto muito o que aconteceu com você, eu posso ver por que isso te incomodou". Nós (os pequenos e eu) vamos orar por eles, (isso abre a discussão para que os outros compartilhem situações semelhantes). Se o medo está envolvido, eu compartilho a escritura que diz que "Deus não lhes deu um espírito de medo, mas de poder, de amor e de controle." Então oriento-os a usar a escritura quando sentem esses sentimentos de medo, de dizer o verso até eles se sintam melhor.
Encorajo-os a contar para os seus pais ou para a pessoa responsável, ou um adulto de confiança. Eu geralmente compartilho com um dos pais o que aconteceu, e sugiro que eles separem um tempo para conversar com a criança sobre o que está acontecendo em sua vida, sem a sensação de que a criança que traiu sua confiança. Nos dias em que vivemos todos nós estamos tão ocupados, muitas vezes ficamos tão distraídos pela vida que perdemos coisas que poderiam acontecer com nossas crianças. Arranje tempo para desenvolver uma vida de oração com os seus filhos e deixe-os aprender a expressar seus sentimentos.
Bernadette O'Shea
10 anos de experiência em Educação Cristã e Ministério
Uma criança que sofre bullying é um herói. É preciso coragem para enfrentar cada dia sabendo que você vai ser insultado ou esmiuçado. Se uma criança chega até você com o problema do bulling, há várias coisas que você pode fazer para ajudar.
Elogiar a criança para vir para a frente. Elogiá-los por sua força para tomar uma posição. Falar palavras de vida a essas crianças. Eles foram feridos e estão propensos a ter baixa auto-estima. Certifique-se de que eles entendem que eles podem compartilhar com segurança com você. Muitas crianças que estão sendo vítimas de bullying não tem uma pessoa em quem confiam para falar. Eles podem pensar que não podem falar sobre isso sem repercussões ruins.
As crianças precisam ser ensinadas a ser corajosas e a se defender. Ensinar uma criança a ter uma auto-imagem saudável de si cria uma criança confiante. Eles não merecem ser tratados nada menos do que como o tesouro que são.
Num capítulo do livro de Reis lemos a história de Jezabel. Ela era uma valentona que usou seu poder para fazer o mal. Foi preciso coragem de Elias para se levantar contra Jezabel e vencê-la. Primeiro Samuel 17 conta a história de Davi e Golias. Um jovem sem formação levantou-se contra um poderoso guerreiro que foi um torturador.David não permitiu que a fraqueza o dominasse. Ele enfrentou Golias com a ajuda de Deus e venceu.
Uma criança que tenha sofrido bullying podem ter desenvolvido crenças ruins sobre si mesma. É importante ensinar as crianças a combater o que foi dito e feito contra eles. Incentive-os a compartilhar ou escrever o que foi dito e feito para eles. Então, mostre nas Escrituras o que Deus diz sobre isso. Se eles dizem que eles são feios: a palavra de Deus diz em Salmos 47:11 que "O Rei está encantado com a sua beleza". A vida de cada pessoa tem valor. Nós fomos criados com um propósito (Jeremias 01:05).Quando cumprimos esse propósito entramos em nosso destino e tocamos a vida dos que nos rodeiam.Como uma criança percebe o seu valor e importância, consegue levantar-se para o que pode vir á frente.
Amber Smith
Consultora Infantil Ministério e Diretor de Criação
Escritura: Mateus 27:27-30 (NVI)
Os soldados zombam de Jesus
Os soldados do governador levaram Jesus ao palácio, que foi chamado Pretório. Todo o resto dos soldados se reuniu em torno dele. Eles tiraram a roupa dele e colocou um manto de púrpura. Em seguida, eles torceram espinhos juntos para fazer uma coroa. Eles colocaram na cabeça dele. Eles colocaram uma vara em sua mão direita. Em seguida, eles caíram de joelhos na frente dele e fizeram piada com ele. "Salve, rei dos judeus!", Disseram. Eles cuspiram nele.
Jesus conhece de primeira mão o que é ser intimidado. Depois de Jesus ter sido preso os soldados bateram nele. Pode ser difícil falar sobre o abuso que você sofre de um valentão, porque você se sente como se ninguém pudesse te compreender. Você pode sempre falar com Jesus, mesmo que se sinta como se não pudesse falar com alguém, porque Ele sabe exatamente o que é ser machucado tanto fisicamente como emocionalmente.
O que você deve ter em mente, no entanto, é que, mais tarde nesta história da Bíblia, Jesus perdoa aqueles que o machucam, dizendo a Seu Pai no céu, "Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que estão fazendo. "(Lucas 23:32, NVI). Há poder no perdão. Por mais difícil que possa ser, você deve seguir o exemplo de Jesus e perdoar os valentões que machucaram você também.
Kenny Conley
Pastor NextGen na Gateway Church em Austin, TX
Saiba mais de Kenny em seu Blog- Childrens Ministry Online
Inicialmente, ao falar sobre a questão do assédio moral, o meu pensamento foi para as histórias de Davi e do rei Saul. O rei Saul tinha alguns problemas de insegurança muito significativas e sentia-se incrivelmente intimidado por David. Sem nenhuma razão, (exceto por ser ciumento), o rei Saul procurou trazer prejuízos para Davi.
Às vezes as pessoas que estão lidando com a insegurança ou outras questões vão nos tratar de forma inadequada, assim como o rei Saul fez com Davi. Davi teve um nível muito elevado de respeito para com Saul. Ele sabia que Saul era amado por Deus e que tinha sido ungido por Deus, por isso não procurou prejudicar Saul. Devemos tirar uma lição aqui.
Mesmo quando um valentão nos trata com desrespeito, é importante lembrar que Deus fez aquele valentão e cuida dele ou dela também. Podemos tomar qualquer ação que nossos pais ou professores sugerem, mas é importante lembrar que Deus ama o / e devemos tratá-lo / la do jeito que Deus o vê.
Brittany Sky Stanley
Editora de Recursos para a Infância United Methodist Publishing House
Blog- iHeartChildren
Ser intimidado é uma coisa difícil de se lidar. É difícil falar, difícil de entender, e difícil de esquecer. Eu não conheço uma alma que sabe verdadeiramente um método à prova de gente assim, mas há uma verdade que eu sei. Deus criou cada um e de todos os seres na terra e viu que eles eram bons. Você é bom. Você não é insignificante, ou qualquer uma das outras coisas odiosas que estão sendo ditas, ou feitas. Você é bom.
Deus tomou grande cuidado em fazer você do jeito que você é, e viu que tudo era bom sobre você. Quando as coisas parecem escuras, lembre-se que você é importante para Deus. Você é uma bela criação. Você tem um lugar especial aqui na Terra.
Fontes:
portaldoprofessor.mec.gov.b
educadora para a vida
christianity cove
Estamos em guerra! A ganhar dinheiro família bombardeada pelos setores midiáticos
"Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder". Você está convocado para a guerra! O Dr. M. Lloyd Jones disse, no seu renomado livro O Combate Cristão: “A vida cristã é uma guerra. Somos estrangeiros em terra alheia e estamos no território do inimigo”. A batalha é travada entre as ciladas (metodhai=estratégias ou métodos) arquitetadas pelo inimigo e a família. A família é instituição divina. Deus disse: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra ..." (Gn 1:28). Deus tem lindo projeto para ela: que seja preservada, unida, célula do corpo de Cristo e exemplo para a sociedade. É indubitável que famílias estruturadas formam uma boa sociedade. O presente século tem valores ético-morais que tentam obstruir o caminho proposto por Deus para a família. As novelas televisivas procuram promover a falsa idéia de que casamento não é necessário e deve durar pouco; que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são “normais” e uma tendência; e que infidelidade conjugal é uma questão habitual; quem não concorda com esses valores é taxado autocraticamente de “preconceituoso”. Enquanto tentamos pastorear as famílias entre visitas, cultos e eventos da igreja local, há centenas de mensagens detestáveis invadindo nossas casas e ensinando nossos filhos a viverem uma vida promíscua, sem responsabilidades e longe de Deus. Nossos jovens são atraídos pelos programas de “namoros” relâmpagos e sites de relacionamentos. Muitos acabam vitimados por relações frustradas. Nossas crianças são vilipendiadas através de desenhos e programas que enaltecem a violência, a sexualidade precoce, a falta de altruísmo e a rebeldia. A inversão de valores fomentada pela mídia é gritante e assustadoramente sádica. Paulo escreve uma de suas cartas com preocupação enfática sobre a família e os problemas sociais do seu tempo: Efésios. O apóstolo está na prisão, em Roma, redigindo um dos textos que mais enaltecem os bons valores cristãos. A Supremacia de Cristo, a graça para os judeus e gentios, a conduta moral do cristão, a vida em comunidade, o relacionamento conjugal e entre pais e filhos, a autoridade na sociedade e a luta contra as estratificações espirituais do mal são assuntos ressaltados na carta. Sugiro que você leia o capítulo 6 da carta aos Efésios. A preocupação com a família dá a tônica da carta. É muito nítido que o cristão deve estar com os ganhar dinheiro relacionamentos e a espiritualidade em ordem para entrar no Combate que todo Filho de Deus enfrenta (Ef 6:10ss). Nossa luta não se dá contra seres humanos e sim contra as forças do mal, personificadas, hierarquizadas e bem organizadas. Jhon Macarthur disse: “O diabo não é tão burro. É organizado”! Estamos convocados para uma guerra “Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” Toquem a trombeta, soem os tambores, convoquem os valentes, pois estamos em batalha contra o mal e seu alvo de ataque é a família, núcleo e quartel general dos bons soldados de Cristo. Outro texto bíblico que nos chama a atenção se encontra em Romanos 12:1. “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. A palavra mundo do texto pode ser traduzida por “era” ou “cultura predominante”. Isso significa que não podemos ter por regra os valores impostos pelos setores midiáticos. Outro termo que se ressalta no verso supracitado é o transformai-vos, proveniente do grego = methámorfou, que significa: transformação, metamorfose, transfiguração. Ou seja, é preciso reagir aos princípios nocivos absorvidos pela sociedade através de uma mente transformada pela maturidade espiritual. Ainda e não menos importante, assinalemos o verbo experimentar, que deve ser apropriadamente traduzido por “discernir” que conota discriminar, descobrir e conhecer. Nesse sentido, o texto nos exorta a não vivermos em conformidade com os padrões desta Era e a mudar a mente a partir do discernimento da vontade de Deus revelada em sua Palavra. Só assim a boa, agradável e perfeita vontade de Deus será descoberta, assimilada e introduzida no comportamento cristão. Não podemos demonizar a utilização da televisão, internet e outros meios. Entretanto devemos advertir sobre os perigos para a família embutidos nos meios de comunicação. É necessário proteger a instituição mais singular da criação. O controle remoto está em nossas mãos, o mouse também. O combate cristão é exercido com maturidade e destreza na aplicação correta da Palavra da Verdade. A armadura do soldado de Cristo, com a qual devemos nos revestir é um comportamento irrepreensível (Ef. 6:14-18) e que desestabiliza os ataques do inimigo. Você aceita essa convocação? Diga "sim" no espaço abaixo e faça seu comentário.
Thiago Gigo
Sabedoria , eu preciso!!
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” – Romanos 11:33 Hoje tudo passa rápido e o sentido da vida se mostra tão superficial que a maioria das pessoas, se deseja algo, quase sempre tem a ver com emprego, dinheiro, casa, casamento, filhos e conforto. Isso tudo é bom e necessário, todavia a maior das carências é por sabedoria. Por isso, desejo que em 2013 tenhamos sabedoria para equilibrar e administrar todas as áreas de vida. Precisamos de sabedoria Somos a sociedade do conhecimento. Nunca tivemos tanta informação disponível. Basta uma busca simples no Google para perceber que temos informação sobre tudo. Nossa sociedade é conhecedora de todos os assuntos possíveis, graças ao desenvolvimento tecnológico. Estamos mergulhados num oceano de especialidades. Somos a sociedade das especialidades. Sabemos demais. Um amigo meu me apelidou de Google, porque tenho a péssima mania de oferecer soluções para todas as situações. Conheci um professor que possuía o apelido de “enciclopédia ambulante” – não sem razão. Vivemos com pessoas assim todos os dias e que sabem um pouco de tudo. Veja no Facebook quantos filósofos das futilidades opinando sobre assuntos variados. Não há dúvidas, há muita informação disponível. Todavia, informação e conhecimento não são fundamentais na vida. Ambas são importantes, mas há algo mais sublime e altaneiro: a sabedoria! temos muito conhecimento, mas pouca sabedoria. Possuímos muitas informações, porém pouca habilidade para aplicá-las a nosso favor. A internet tornou o acesso ao conhecimento globalizado. Somos detentores de uma enciclopédia cibernética à nossa disposição. Mas tudo isso se torna inútil se não utilizarmos com sabedoria. Sabedoria, sobrepuja o conhecimento, a experiência de vida, a quantidade de informações que coletamos. Sabedoria, precisamos dela! Mas o que é sabedoria? Sabedoria significa discernir a história com a mente embebida pelas Escrituras. Sabedoria é a habilidade de ver as circunstâncias através de Cristo, não o contrário. Denota ainda, amadurecer com os erros, provações e adversidades. E não menos importante, é necessário definir sabedoria como o reconhecimento de que somente em Deus, como fonte de todo saber, seremos sábios. “Sabedoria é o presente do Espírito Santo para enxergar a vida a partir da perspectiva de Deus”. É desse modo esplêndido que Peter Davis define a sabedoria. Nada a acrescentar. Provérbios 1:7 diz: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução”. Portanto, temer a Deus é uma atitude sábia, obediente e submissa àquele que é onisciente e fonte de toda a sabedoria. Saber algo não significa, necessariamente, ter sabedoria. Ser sábio, não consiste em saber algo (conhecer, ser informado). Sabedoria, aliás, diz respeito ao reconhecimento de que nada sabemos. Conforme Jó 42:3 afirma: “Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia”. E ainda Provérbios 26:12, que diz: “Você conhece alguém que se julga Sábio? Há mais esperança para o insensato do que para ele”. Sabedoria não se adquire nas cadeiras universitárias, tampouco nos livros de autoajuda. Vem de Deus. Reconhecer que nada sabemos já é um bom indício de sabedoria. Como Sócrates asseverou no passado: “O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância. Todo o meu saber consistem em saber que nada sei”. Sócrates Provérbios 26:12 que diz: “Vês um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há para o tolo do que para ele”. Há mais esperança e expectativas para um idiota ensinável do que aquele que se considera sábio. A regra para ser sábio é não considerar-se sábio. Por isso, Tiago diz: “peça a Deus” (Tiago 1:5)! – conheço gente da roça que é mais sábio que muito catedrático. ideias para ganhar dinheiro Só buscamos aquilo que entendemos não ter. Quem se considera sábio, jamais pedirá sabedoria. Pedir aquilo que Deus deseja oferecer é uma atitude sábia! Sabedoria é Jesus Cristo! É o pão que alimenta como o maná do conhecimento de Deus, a água que lava as mazelas da alma, a luz que ilumina as obscuridades da consciência, a Palavra que suplanta o vazio e a sabedoria encarnada, enxertada na história. Como afirmou o apóstolo Paulo: Cl 2:3 “no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência”. Jesus Cristo dissipa nossas ignorâncias; Nele somos completados e todas as lacunas da existência são devidamente preenchidas. Jesus é a fonte: “porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas” Cl 1:16-17 Não precisamos apenas de paz, de dinheiro, da ausência dos problemas e outras aparentes necessidades – mas de sabedoria, de Jesus! Sem Ele pereceremos no oceano da estupidez e sucumbiremos no abismo das incapacidades. Seremos confundidos pelos conselhos da ignorância e enredados por caminhos labirínticos. Enfim, é necessário definir sabedoria como um salto de Bungee jumping nas profundezas de Deus! Precisamos de sabedoria Sabedoria gera autocrítica e confere lucidez antes de agir. Quem é mais sábio, reconhece seus erros e para de culpar os outros por suas fraquezas – pede perdão. A falta de sabedoria se reconhece nas provações e a carência de maturidade se sobressai nas adversidades (Shedd). Quando passamos por lutas, ou seja, travamos batalhas emocionais, físicas, familiares e financeiras percebemos que a sabedoria é a vacina que nos municia para tempos difíceis. Somos mais rápidos para reclamar e murmurar, do que para adorar! Jó adorou na provação (Jó 1:22.) Isso é maturidade e sabedoria. Quantos de nós agimos assim diante das perdas, dificuldades e provações? Por isso o líder da igreja em Jerusalém e meio irmão do Senhor Jesus, Tiago, escrevendo aos cristãos sofredores diz que o que precisamos não é ausência de problemas, mas de sabedoria: “2 Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, 3 sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; 4 e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma. 5 Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada”. Tiago 1:2-5 Que em tempo de dúvidas a sabedoria de Deus seja nossa conselheira para a tomada de decisões. Em tempo de adversidades, seja ela a serenidade que precisamos para suportar as angústias. E em período de planejamento, seja a sabedoria uma atitude de maturidade que nos ajuda a planejar, sem procrastinar; execução, sem ativismo; equilíbrio nas projeções das expectativas com realismo, sem perder a fantasia dos sonhos. Em tempo de oração, seja ela o orvalho do céu sobre nossa cabeça e as fagulhas do caráter de Deus a chamuscar nosso procedimento. A sabedoria que vem do alto é pura, indulgente, misericordiosa, pacifica, tratável, amiga, justa, imparcial, e não fingida. Tiago 3:17 Minha conclusão e desejos para este ano é que este novo ciclo se preencha de novos recomeços e desfechos; planos e realizações; desacertos e crescimento, avanço e expansão – como orou Reinhold Niebuhr: “concedei-nos Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos umas das outras”. Sabedoria - eu preciso! [1] Referências: SHEDD, Russell e BIZERRA. F. Edmilson – Uma exposição de Tiago – A sabedoria de Deus. Shedd publicações, 2010 / GOMES, Marcelo - Sabedoria para viver e ser feliz. Espaço Palavra, 2011.
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