quinta-feira, 15 de março de 2012

A CRIANÇA E A CRIATIVIDADE

A criança comunica o que vê, o que pensa e o que sente, por meio da fala, dos gestos, dos sentimentos e dos desenhos.

A criança gosta muito de rabiscar, desenhar, pintar e construir objetos.

Materiais muito simples são excelentes para a criança criar coisas brincando:

• Gravetos, pedacinhos de tijolo, pedra ou carvão servem para rabiscar e desenhar.

• Caixas, garrafas plásticas vazias e latas, para criar brinquedos.

• Argila, para modelar bichinhos e bonecos.

A criança tem necessidade de brincar com brinquedos e objetos.

Pergunte aos pais se eles conversam com a criança sobre o que ela faz na escola.

Incentive a família a mostrar para a criança a criação de algum artista ou artesão local.

Assim, ela pode conhecer e valorizar o que é feito na sua comunidade.

Cada criança a seu modo, seja por meio de conversas, de desenhos e pinturas, de idéias diferentes ou dos movimentos corporais, demonstra sua criatividade.

Devemos estimular a criança a criar e valorizar o que ela faz.

UNICEF

Desenvolvimento Infantil



NOCÕES BÁSICAS DO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA DE ZERO A 6 ANOS

Um mês

Reflexo de moro presente (reflexo do "susto").
Reflexo de sucção vigoroso.
Preensão reflexa de objetos com as mãos (fecha a mão involuntariamente).
Aquieta-se com a voz.
Mãos mantém-se fechadas.

Dois meses
Move vigorosamente as pernas e braços.
Vira a cabeça vigorosamente.
Coloca as mão na boca.
As mão mantêm-se muitas vezes abertas.
Sorri quando se conversa com ele.

Três meses
Suga os dedos.
Pega um brinquedo ativamente quando colocado em sua mão.
Firma a cabeça.
Puxa suas roupas.
Sorri espontaneamente.
Faz ruídos guturais.
Reflexos de moro e de preensão em desaparecimento.

Quatro meses
Senta quando bem amparado.
Quando puxado para a posição sentada não há queda da cabeça.
Vira a cabeça a um som ou voz.
Transfere um objeto de mão para mão.
Sorri para as pessoas.

Cinco meses
Reflexo de moro desapareceu.
Controle total da cabeça quando sentado.
Rola.
Emite sons e gritos.
Olha objeto na mão.
Reconhece vozes familiares.

Seis meses
Pula com o pés quando mantido em pé.
Senta brevemente se mantiver as pernas abertas.
Tem conciência das pessoas e dos objetos estranhos.
Agarra os pés e ri alto.

Oito meses
Senta sozinho.
Tenta rastejar.
Morde e masca objetos.
Vocaliza: da, ma, ca, na.
Atende quando chamado.

Dez meses
Senta longo tempo sozinho.
Abana.
Oferece um brinquedo para uma pessoa.
Rasteja.
Caminha quando apoiado.
Vocaliza: mama, tata, dada.
Atende pelo nome.

Um ano
Entrega um brinquedo se é solicitado.
Coopera para vestir-se.
Aponta com o dedo.
Diz três palavras.
Compreende ordens simples.

Um ano e três meses
Fica em pé sozinho.
Caminha alguns passos, para, reinencia a caminhada.
Levanta-se do chão e caminha.
Aponta aquilo que deseja.
Usa colher, mas derrama.
Fala de quatro a seis palavras.

Um ano e seis meses
Caminha sem cair.
Corre.
Aponta o nariz, os olhos, o cabelo.
Alimenta-se sozinha.
Vira páginas.
Fala de cinco a dez palavras.

Um ano e nove meses
Pula e corre bem.
Acocora-se.
Chuta uma bola.
Fala de quinze a vinte palavras.
Aprende a dobrar um papel
Pede comida e água

Dois anos
Diz frases simples.
Usa "eu", "mim", "tu".
Sabe quatro partes do corpo.
Sobe e desce escadas sozinho.
Imita rabiscos circulares.

Dois anos e seis meses
Pula com ambos os pés.
Nomeia objetos.

Três anos
Nomeia três ou mais objetos numa figura.
Adquire consciência do sexo.
Diz o nome completo.
Põe sapatos.
Pode desabotoar botões.

Quatro anos
Repete uma frase de dez palavras.
Desenha um homem em duas partes.
Dobra um papel três vezes.
Escova os dentes e lava as mãos sozinho.
Veste-se e desveste-se.
Conhece pelo menos uma cor.
Monta um quebra-cabeça simples.

Cinco anos
Sabe a idade.
Define o uso para: garfo, faca, chave, lápis, etc.
Conta 12 objetos corretamente.
Escreve algumas letras.
Pergunta o significado das palavras.
Brinca com equipamentos de colorir, monta quebra-cabeça, pula corda.

Acima de cinco anos
Realiza atividades motoras mais especializadas.


"O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter".
Autor: Sócrates.

segunda-feira, 5 de março de 2012

INCENTIVANDO A CRIANÇA A LOUVAR A DEUS

Estive analisando que nestes últimos anos, com o avanço da tecnologia e com as diversas opções no mercado consumidor, que as crianças tem sido o principal objeto de tanto comércio e propaganda. É como se elas fossem apenas um fantoche, que pudessem ser manipulados para lá e para cá, sem ter noção da realidade e do porque estavam sendo controladas.
Observei também que na maioria das vezes, os próprios pais é que são os alimentadores do negócio tão lucrativo que ingressa há anos na vida das crianças.
Hoje, satanás, tem se voltado com grande atenção para as crianças através das diversas opções musicais que tem no mercado da mídia.
Músicas estas que encantam as crianças e as induzem a praticar passos sensuais e obscenos, não sendo adequado para a sua idade. Muitas pessoas, acham lindo quando uma criança de 02 a 03 anos, começam a dançar, sendo conduzidos pelo ritmo da música e embalados pelos movimentos que segundo alguns não há nada demais. Será nada demais, ver uma criança se prostituir e ser alvo de pedófilos? Será demais, isso?


Nós pais, educadores cristãos, devemos ensinar às nossas crianças aquilo que é correto e verdadeiro. Não podemos nos aliançar com os costumes deste mundo. Estamos nele, mas não somos deste mundo. Porque para quem é salvo em Cristo Jesus, mesmo que muitos digam que isso é bobagem, mas nós cremos, que Deus virá buscar a sua Igreja um dia.
Não quero dizer aqui, que devemos ficar alheios a tudo o que acontece neste mundo, mas temos que conservar a nossa fé e fortalecê-la na Rocha Eterna.
Imagine um cristão desatualizado, e sua filha ou filho vem perguntar:
- Ô mãe, o que é puberdade?
A mãe tadinha, meio sem jeito , já de cara, dá um esculhabação na menina.
- Que palavrão é este menina, onde é que você já aprendeu isso? Ah, eu vou falar com essa diretora da escola.


Então não podemos nos aliançar, mas isso não quer dizer que eu não possa usufruir do que ganho com o trabalho das minhas mãos.
Mas, o que isso isso tem haver com o tema abordado?


Muitos pais, para não se chatearem ou ficarem sozinhos, preferem mandar seus filhos para a BABÁ-RUA. O que não é nada aconselhável.


Por isso tios, tias, lideres infantis e pais, ajudem uns aos outros, ensinem suas crianças a reter apenas o que é bom tanto para elas como para você.


Ensine louvores infantis que retrate o verdadeiro poderio de Deus. O mercado infantil cristão, graças a Deus está maravilhoso, com músicas direcionadas a elas, e não tem nada de sensual ou implicito neles.


Ajude seu filho comprando apenas produtos originais. Sabemos que os produtos conhecidos com0 "piratas", não tem a mesma qualidade.


Só compre se você gostar e se a criança gostar, não compre nada por impulso.
Cultive na sua casa valores que valerão para a vida toda.
Não deixe de ensiná-los corretamente e sem brigas.


Sugestões de Cantores cristãos que trabalham com músicas infantis:


ALINE BARROS;
CRISTINA MEL;
ELIANE SILVA;
CRIANÇAS DIANTE DO TRONO
FDH - FILHOS DO HOMEM
OUVIR E CRER
HILLSONG KIDS
ELAINE DE JESUS
JAYANE
TURMA DO LUG
COLEÇÃO REMIX MK
TURMINHA DA GRAÇA

MÚSICA PARA A MEMÓRIA INFANTIL

Sabe-se que uma criança treinada musicalmente terá, em geral, afinidade maior para os sons durante a sua vida. Agora, cientistas canadenses identificaram outras vantagens de estudar música desde pequeno.

Estudo canadense feito com crianças de 4 a 6 anos de idade mostra que o treinamento musical, além de desenvolver aptidões conhecidas, fortalece principalmente a memória.

O desempenho cerebral de crianças com 4 a 6 anos de idade, submetidas a lições musicais pelo método Suzuki, criado pelo pedagogo japonês Shinichi Suzuki (1898-1998), mostrou ser superior quando comparado a pessoas sem treinamento especial. Apenas quatro meses foram suficientes para que os primeiros resultados surgissem.
Além de conseguir medir a aptidão musical propriamente dita – o cérebro das crianças treinadas respondeu mais rapidamente aos sons de instrumentos, – os pesquisadores conseguiram dados ainda mais interessantes, e que estão sendo considerados inéditos. Ao responder a testes de memória, por exemplo, o grupo “musical” teve um desempenho superior. Os resultados do estudo foram publicados em artigo na edição de 20 de setembro da revista Brain.


“É possível perceber que a resposta cerebral no grupo treinado pela música, em comparação com outro, sem aulas especiais, mudou no prazo de um ano. Essas alterações estão claramente relacionadas com os benefícios cognitivos propiciados pelo treinamento musical”, disse Laurel Trainor, professor na Universidade McMaster e um dos autores principais do trabalho, em comunicado da Oxford University Press, instituição que publica a Brain.


Fonte: Agência FAPESP

MÚSICA PARA A MEMÓRIA INFANTIL

Estudo canadense feito com crianças de 4 a 6 anos de idade mostra que o treinamento musical, além de desenvolver aptidões conhecidas, fortalece principalmente a memória.
Sabe-se que uma criança treinada musicalmente terá, em geral, afinidade maior para os sons durante a sua vida. Agora, cientistas canadenses identificaram outras vantagens de estudar música desde pequeno.
O desempenho cerebral de crianças com 4 a 6 anos de idade, submetidas a lições musicais pelo método Suzuki, criado pelo pedagogo japonês Shinichi Suzuki (1898-1998), mostrou ser superior quando comparado a pessoas sem treinamento especial. Apenas quatro meses foram suficientes para que os primeiros resultados surgissem.
Além de conseguir medir a aptidão musical propriamente dita – o cérebro das crianças treinadas respondeu mais rapidamente aos sons de instrumentos, – os pesquisadores conseguiram dados ainda mais interessantes, e que estão sendo considerados inéditos. Ao responder a testes de memória, por exemplo, o grupo “musical” teve um desempenho superior. Os resultados do estudo foram publicados em artigo na edição de 20 de setembro da revista Brain.
“É possível perceber que a resposta cerebral no grupo treinado pela música, em comparação com outro, sem aulas especiais, mudou no prazo de um ano. Essas alterações estão claramente relacionadas com os benefícios cognitivos propiciados pelo treinamento musical”, disse Laurel Trainor, professor na Universidade McMaster e um dos autores principais do trabalho, em comunicado da Oxford University Press, instituição que publica a Brain.


Fonte: Agência FAPESP

A VERDADEIRA PÁSCOA

COMO SURGIU A VERDADEIRA PÁSCOA?

A Páscoa original não está relacionada nem com ovos e nem com coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, quando no êxodo do povo de Israel saiu da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos, o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. De acordo com a Bíblia, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.
Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.


COMO SURGIU A PÁSCOA CRISTÃ?


Jesus instituiu a Santa Ceia e o Lava Pés para os cristãos no lugar da Páscoa dos judeus, para lembrarem da Sua morte.

A chamada Páscoa cristã, foi estabelecida oficialmente no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. A Páscoa criada pela igreja Romana pode cair em qualquer domingo entre 22 de Março e 25 de Abril. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida. Mas com o passar dos anos o significado foi perdendo o seu valor.
A maior parte das igrejas evangélicas, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades e ressentimentos; com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da Páscoa.

I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, "e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha."


Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão "isso é o meu corpo" significa o pão e o vinho se transformando realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a Si próprio dizendo "Eu Sou a porta" João 10:7, "Eu sou o caminho" João 14:6, e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai."Mateus 26:29



Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:



1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com Deus, com o nosso próximo e conosco mesmo, união, não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve. Esta cerimonia deve ser ministrada para todos os crentes.



2 - A Ceia significa a libertação do pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com Ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: "Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai.Mateus 26:29
COMO A PÁSCOA É GERALMENTE COMEMORADA HOJE?

A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da Páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja Católica no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao pequeno príncipe que estava doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. O costume de comer peixe na sexta-feira da paixão, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.

PARA PENSAR:


Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atentos, para saber o que realmente Deus espera de cada um de nós.



Jesus foi claro "Fazei isto em memória de Mim." Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: "Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens."


Que Deus nos abençoe.
Por Luís Carlos Fonseca

Fonte: Temas Bíblicos

Páscoa do Senhor x Coelhos e Ovos de Chocolates

Infelizmente, porém, essa data na maioria das vezes é lembrada pelas famílias, inclusive cristãs, apenas pela distribuição de coelhos e ovos de chocolate, ou porque desconhecem o seu verdadeiro significado bíblico, ou porque preferem fazer-se de “inocentes”, a fim de evitarem maiores conflitos com os filhos, amigos ou familiares, que sempre insistem em dizer: “não há nenhum problema…”; “são apenas símbolos inocentes…”; “afinal de contas, todos praticam desta forma…”.


Na tentativa de “cristianizar” uma prática que nada tem a ver com o verdadeiro sentido bíblico da festa da Páscoa, instituída pelo próprio Deus, muitos artifícios são utilizados para deturpar verdades simples de Sua palavra. Alguns até “espiritualizam”, dizendo que o coelho, devido à sua grande fecundidade, simboliza a Igreja, que recebeu de Deus a capacidade de gerar muitos discípulos. Vale lembrar que no Antigo Testamento bíblico, o coelho era tido como animal impuro. Ao seu lado, dizem eles, vem o ovo que é símbolo de ressurreição, pois contém vida dentro de si que apenas aguarda o momento de ser revelada, fazendo alusão ao sepulcro de Cristo. Assim, o ovo de chocolate é lembrado como o túmulo que se abriu para a ressurreição de Cristo. As pinturas em cores brilhantes que acompanham as embalagens dos ovos de chocolate representariam a luz solar. Que engano!
Mas, como surgiram esses símbolos? Historiadores retratam o surgimento do coelho como símbolo a partir de festividades praticadas anualmente pelos egípcios no início da primavera, que utilizavam o animal como representação de nascimento e nova vida. Ao longo da história observamos que o coelho passou a ocupar o status de símbolo máximo na festa da Páscoa, em detrimento daquele que deveria estar no centro das atenções, Jesus Cristo, o CORDEIRO de Deus. Já os ovos começaram a ser dados como presentes pelos persas e egípcios. Os primeiros acreditavam que a terra teria saído de um ovo gigante, e os egípcios costumavam tingir os ovos com cores primaveris, acreditando que isso transmitiria boa sorte. Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos especificamente na Páscoa. Mais tarde, a própria Igreja Romana foi introduzindo outros elementos simbólicos que nada tinham a ver com as origens bíblicas da celebração da Páscoa (Ex: Velas, que passou a significar “Cristo, a luz dos povos”).
A leitura do livro de Êxodo, capítulo 12, no Antigo Testamento nos mostra a verdadeira origem e significado dessa festa tão importante no calendário judaico e cristão. Depois de o povo de Israel passar mais de quatrocentos anos de escravidão no Egito, Deus decidiu libertá-lo. Para isso suscitou um libertador, Moisés, que transmitiu a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Como faraó rejeitou a ordem de Deus, este enviou sobre a terra do Egito dez pragas, a fim de quebrantar-lhe o coração. Chegou a hora da décima e última praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma alternativa senão a de lançar fora os israelitas. Deus enviou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “(…)todos os primogênitos, desde homens até animais(…)” (Ex 12.12).
Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como poderiam escapar do anjo destruidor? O Senhor emitiu uma ordem específica ao seu povo; a obediência a essa ordem traria proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família deveria tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo; famílias menores poderiam repartir um único cordeiro entre si (12.4). O mais importante viria a seguir: Parte do sangue do cordeiro sacrificado deveria ser aspergido nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o anjo destruidor fosse enviado àquela terra, ele apenas “passaria por cima” das casas marcadas com o sangue, sem tocar mortalmente nos primogênitos. Daí o termo Páscoa, do hebraico “pesah”, que significa “passar ou saltar por cima”, “pular além da marca” ou “poupar”. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação da morte. Deus ordenou o sinal do sangue para mostrar profeticamente ao seu povo o que aconteceria centenas de anos mais tarde, quando Jesus derramaria o seu sangue na cruz do calvário para libertar o mundo do poder do pecado.
Naquela noite específica, além de marcar as casas com o sangue, os israelitas deveriam também comer ervas amargas e pães asmos (sem fermento). As ervas amargas representariam os anos de sofrimento que o povo havia passado no Egito, enquanto que o pão asmo representava o próprio Jesus, o pão vivo que haveria de descer do céu (Jo. 6.48,51,58) sem o fermento do pecado. Além disso, os israelitas deveriam estar vestidos e preparados para partir apressadamente (12.11), pois esta seria a noite de sua libertação da escravidão do Egito. Tudo aconteceu conforme o Senhor dissera (12.29-36) e a partir daí, o povo de Israel passou a celebrar a Páscoa como uma festa perpétua, um memorial, todos os anos na primavera.
O fato de Jesus, muitos anos mais tarde, ter morrido exatamente durante a celebração da festa da Páscoa não aconteceu apenas por coincidência, mas para cumprir um propósito profético de Deus. Jesus foi o nosso “Cordeiro Pascal”, enviado por Deus para tirar o pecado do mundo (Jo. 1:29). Não podemos, portanto, denegrir a importância de tão grande sacrifício, cujo sangue precioso foi aspergido, não nas portas de algumas casas, mas nos nossos corações, possibilitando-nos desfrutar de uma vida abundante, longe da escravidão do Egito (mundo) e da tirania de faraó (Satanás).
Mas, como agir com nossos filhos, que estão inseridos numa cultura que quase sempre valoriza apenas o imediato? Como podemos nos posicionar contra um valor, muitas vezes alimentado pela nossa sociedade, que não tem nada a ver com os valores cristãos?
Amados, se temos a consciência de que ovos e coelhos de chocolate nada têm a ver com a celebração da Páscoa, como homens e mulheres de Deus temos que nos posicionar incutindo a verdade nos corações dos nossos filhos. É claro que precisamos agir com sabedoria perante os familiares que não conhecem a Palavra de Deus, que em momentos assim presenteiam os nossos filhos, com a melhor das intenções. Outro lugar onde a pressão é grande sobre os nossos filhos é na escola, através dos amigos e até mesmo dos professores. Sendo assim, se necessário for, dê a eles uma barra de chocolate para que saciem sua vontade. Uma coisa é ganharmos algo dado com carinho por alguém que não possui o entendimento bíblico e outra é nós mesmos nos tornarmos cúmplices e propagadores de uma mentira como se fosse verdade (Is. 5.20,21), vivendo uma vida de faz-de-conta!
É muito importante que os nossos filhos entendam desde pequenos que nós temos feito uma opção de não viver uma vida apenas de “aparências” perante nossos familiares e amigos e que esse estilo de vida tem um preço. É hora de assumirmos nosso papel de pais não deixando escapar cada oportunidade. É hora de ensiná-los que a mentira dos “ovos de chocolate e dos coelhos felpudos” de páscoa, tão difundida pela mídia consumista e materialista, precisa ser combatida por todos aqueles que não desejam negociar o inegociável, nem baixar os seus padrões bíblicos.

Fonte: Estudos Bíblicos