Vamos imaginar que eu tenha marcado um encontro com você para tomarmos um café, mas eu chegue bem atrasada, e você já está brava comigo, devido ao meu atraso. Então eu entro correndo na cafeteria e você me pergunta: “Porque demorou? O que aconteceu?”
Eu digo a você: “Me perdoe, sim? Eu estava a caminho daqui, e meu pneu furou, e eu estava tentando trocar o pneu, e enquanto isso, a porca da roda saiu, e eu não estava prestando atenção, então eu corri para pegar a porca da roda. Assim que eu peguei, no meio da rua, eu levantei. Tinha um caminhão de carga de 30 toneladas vindo a uns 200 km/h, a uns 10 metros a minha frente. E aí ele me atropelou. E é por isso que estou atrasada.” Só existiriam 2 explicações lógicas: Sou uma mentirosa ou uma maluca.
Você me diria: “Isso é absolutamente um absurdo! É impossível ter um encontro com algo tão grande como um caminhão de carga e não mudar de estado.” A minha pergunta, então é: O que é maior? Um caminhão de carga ou Deus? Como é que tantas pessoas, hoje, professam ter tido um encontro com Jesus Cristo e ainda assim não são permanentemente transformados? Não abandonaram os seus desejos carnais, não abandonaram os desejos e prazeres no mundo? Não tem prazer em estudar a palavra e orar? Tem o pecado como regra e não exceção?
“Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” Mateus 7: 19:23
Texto retirado do Pr. Paul Washer e adaptado
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Desculpe, mas você é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?

Alguma vez você já se perguntou o que resulta da distribuição de folhetos? O relato abaixo, do pastor Dave Smethurst, de Londres, responde essa pergunta:
“É uma história extraordinária a que eu vou contar. Tudo começou há alguns anos em uma Igreja Batista que se reúne no Palácio de Cristal ao Sul deLondres. Estávamos chegando ao final do culto dominical quando um homem se levantou em uma das últimas fileiras de bancos, ergueu sua mão e perguntou: “Pastor, desculpe-me, mas será que eu poderia dar um rápido testemunho?” Olhei para meu relógio e concordei, dizendo: “Você tem três minutos!” O homem logo começou com sua história:
“Mudei-me para cá há pouco tempo. Eu vivia em Sydney, na Austrália. Há alguns meses estive lá visitando alguns parentes e fui passear na rua George. Ela se estende do bairro comercial de Sydney até a área residencial chamada Rock. Um homem baixinho, de aparência um pouco estranha, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja, entregou-me um folheto e perguntou: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje à noite, o senhor irá para o céu?’ – Fiquei perplexo com essas palavras, pois jamais alguém havia me perguntado uma coisa dessas. Agradeci polidamente pelo folheto, mas na viagem de volta para Londres eu me sentia bastante confuso com o episódio. Entrei em contato com um amigo que, graças a Deus, é cristão, e ele me conduziu a Cristo”.
Todos aplaudiram suas palavras e deram-lhe as boas-vindas, pois os batistas gostam de testemunhos desse tipo.
Uma semana depois, voei para Adelaide, no Sul da Austrália. Durante meus três dias de palestras em uma igreja batista local, uma mulher veio se aconselhar comigo. A primeira coisa que fiz foi perguntar sobre sua posição em relação a Jesus Cristo. Ela respondeu:
A rua George, em Sydney.
“Morei em Sydney por algum tempo, e há alguns meses voltei lá para visitar amigos. Estava na rua George fazendo compras quando um homenzinho de aparência curiosa, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja e veio em minha direção, ofereceu-me um folheto e disse: ‘Desculpe, mas a senhora já é salva? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Essas palavras me deixaram inquieta. De volta a Adelaide, procurei por um pastor de uma igreja batista que ficava perto de minha casa. Depois de conversarmos, ele me conduziu a Cristo. Assim, posso lhe dizer que agora sou crente”.
Eu estava ficando muito admirado. Duas vezes, no prazo de apenas duas semanas, e em lugares tão distantes, eu ouvira o mesmo testemunho. Viajei para mais uma série de palestras na Mount Pleasant Church em Perth, no Oeste da Austrália. Quando concluí meu trabalho na cidade, um ancião da igreja me convidou para almoçar. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele tinha se tornado cristão. Ele explicou:
“Aos quinze anos vim a esta igreja, mas não tinha um relacionamento real com Jesus. Eu simplesmente participava das atividades, como todo mundo. Devido à minha capacidade para negócios e meu sucesso financeiro, minha influência na igreja foi aumentando. Há três anos fiz uma viagem de negócios a Sydney. Um homem pequeno, de aparência estranha, saiu da entrada de uma loja e me entregou um panfleto religioso – propaganda barata – e me fez a pergunta: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, o senhor vai para o céu?’ – Tentei explicar-lhe que eu era ancião de uma igreja batista, mas ele nem quis me ouvir. Durante todo o caminho de volta para casa, de Sydney a Perth, eu fervia de raiva. Esperando contar com a simpatia do meu pastor, contei-lhe a estranha história. Mas ele não concordou comigo de forma alguma. Há anos ele vinha me incomodando e dizendo que eu não tinha um relacionamento pessoal com Jesus, e tinha razão. Foi assim que, há três anos, meu pastor me conduziu a Cristo”.
Voei de volta para Londres e logo depois falei na Assembléia Keswick no Lake-District. Lá relatei esses três testemunhos singulares. No final da série de conferências, quatro pastores idosos vieram à frente e contaram que eles também foram salvos, há 25-30 anos atrás, pela mesma pergunta e por um folheto entregue na rua George em Sydney, na Austrália.
Na semana seguinte viajei para uma igreja semelhante à de Keswick e falei a missionários no Caribe. Também lá contei os mesmos testemunhos. No final da minha palestra, três missionários vieram à frente e explicaram que há 15-25 anos atrás eles igualmente haviam sido salvos pela pergunta e pelo folheto do homenzinho da rua George na distante Austrália.
Minha próxima série de palestras me conduziu a Atlanta, na Geórgia (EUA). Fui até lá para falar num encontro de capelães da Marinha. Por três dias fiz palestras a mais de mil capelães de navios. No final, o capelão-mor me convidou para uma refeição. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele havia se tornado cristão.
“Foi um milagre. Eu era marinheiro em um navio de guerra no Pacífico Sul e vivia uma vida desprezível. Fazíamos manobras de treinamento naquela região e renovávamos nossos estoques de suprimentos no porto de Sydney. Ficamos totalmente largados. Em certa ocasião eu estava completamente embriagado e peguei o ônibus errado. Desci na rua George. Ao saltar do ônibus pensei que estava vendo um fantasma quando um homem apareceu na minha frente com um folheto na mão e perguntando: ‘Marinheiro, você está salvo? Se morrer hoje à noite, você vai para o céu?’ – O temor de Deus tomou conta de mim imediatamente. Fiquei sóbrio de repente, corri de volta para o navio e fui procurar o capelão. Ele me levou a Cristo. Com sua orientação, logo comecei a me preparar para o ministério. Hoje tenho a responsabilidade sobre mais de mil capelães da Marinha, que procuram ganhar almas para Cristo”.
“Desculpe, mas você é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?”
Seis meses depois, viajei a uma conferência reunindo mais de cinco mil missionários no Nordeste da Índia. No final, o diretor da missão me levou para comer uma refeição simples em sua humilde e pequena casa. Também perguntei a ele como tinha deixado de ser hindu para tornar-se cristão.
“Cresci numa posição muito privilegiada. Viajei pelo mundo como representante diplomático da Índia. Sou muito feliz pelo perdão dos meus pecados, lavados pelo sangue de Cristo. Ficaria muito envergonhado se descobrissem tudo o que aprontei naquela época. Por um tempo, o serviço diplomático me conduziu a Sydney. Lá fiz algumas compras e estava levando pacotes com brinquedos e roupas para meus filhos. Eu descia a rua George quando um senhor bem-educado, grisalho e baixinho chegou perto de mim, entregou-me um folheto e me fez uma pergunta muito pessoal: ‘Desculpe-me, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Agradeci na hora, mas fiquei remoendo esse assunto dentro de mim. De volta a minha cidade, fui procurar um sacerdote hindu. Ele não conseguiu me ajudar mas me aconselhou a satisfazer minha curiosidade junto a um missionário na Missão que ficava no fim da rua. Foi um bom conselho, pois nesse dia o missionário me conduziu a Cristo. Larguei o hinduísmo imediatamente e comecei a me preparar para o trabalho missionário. Saí do serviço diplomático e hoje, pela graça de Deus, tenho responsabilidade sobre todos esses missionários, que juntos já conduziram mais de 100.000 pessoas a Cristo”.
Oito meses depois, fui pregar em Sydney. Perguntei ao pastor batista que me convidara se ele conhecia um homem pequeno, de cabelos brancos, que costumava distribuir folhetos na rua George. Ele confirmou: “Sim, eu o conheço, seu nome é Mr. Genor, mas não creio que ele ainda faça esse trabalho, pois já está bem velho e fraco”. Dois dias depois fomos procurar por ele em sua pequena moradia. Batemos na porta, e um homenzinho pequeno, frágil e muito idoso nos saudou. Mr. Genor pediu que entrássemos e preparou um chá para nós. Ele estava tão debilitado e suas mãos tremiam tanto que continuamente derramava chá no pires. Contei-lhe todos os testemunhos que ouvira a seu respeito nos últimos três anos. As lágrimas começaram a rolar pela sua face, e então ele nos relatou sua história:
“Eu era marinheiro em um navio de guerra australiano. Vivia uma vida condenável. Durante uma crise entrei em colapso. Um dos meus colegas marinheiros, que eu havia incomodado muito, não me deixou sozinho nessa hora e ajudou a me levantar. Conduziu-me a Cristo, e minha vida mudou radicalmente de um dia para outro. Fiquei tão grato a Deus que prometi dar um testemunho simples de Jesus a pelo menos dez pessoas por dia. Quando Deus restaurou minhas forças, comecei a colocar meu plano em prática. Muitas vezes ficava doente e não conseguia cumprir minha promessa, mas assim que eu melhorava recuperava o tempo perdido. Depois que me aposentei, escolhi para meu propósito um lugar na rua George, onde centenas de pessoas cruzavam meu caminho diariamente. Algumas vezes as pessoas rejeitavam minha oferta, mas também havia as que recebiam meus folhetos com educação. Há quarenta anos faço isso, mas até o dia de hoje não tinha ouvido falar de ninguém que tivesse se voltado para Jesus através do meu trabalho”.
Aqui vemos o que é verdadeira dedicação: demonstrar amor e gratidão a Jesus por quarenta anos sem saber de qualquer resultado positivo. Esse homem simples, pequeno e sem dons especiais deu testemunho de sua fé para mais de 150.000 pessoas. Penso que os frutos do trabalho de Mr. Genor que Deus mostrou ao pastor londrino sejam apenas uma fração da ponta do iceberg.
O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas.
Só Deus sabe quantas pessoas mais foram ganhas para Cristo através desses folhetos e das palavras desse homem. Mr. Genor, que realizou um enorme trabalho nos campos missionários, faleceu duas semanas depois de nossa visita. Você pode imaginar o galardão que o esperava no céu? Duvido que sua foto tenha aparecido alguma vez em alguma revista cristã. Também duvido que alguém tenha visto uma reportagem ilustrada a seu respeito. Ninguém, a não ser um pequeno grupo de batistas de Sydney, conhecia Mr. Genor, mas eu asseguro que no céu seu nome é muito conhecido. O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas. (extraído de Worldmissions – redação final: Werner Gitt)
Vale a Pena!
“Disse-lhe o Senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21).
Existem muitas organizações que trabalham com literatura cristã. Inúmeros irmãos fazem uso de folhetos, livros, fitas e revistas para divulgar o Evangelho, mas geralmente não vêem o resultado de suas atividades missionárias. Isso pode causar desânimo, e certamente muitos distribuidores de folhetos já se perguntaram: “Será que vale a pena?”
Com freqüência ficamos sabendo de pessoas que se converteram através de um folheto ou de um livro, ou que foram fortalecidas na fé por meio da literatura. Mesmo que jamais saibamos dos resultados de nossa semeadura, eles são prometidos pelo Senhor (veja Is 55.11). Além disso, um obreiro na “seara do Senhor” não é avaliado pelo número de pessoas que se convertem pelo seu trabalho mas por sua fidelidade no trabalho cristão. Também devemos ter sempre em mente que nós não convertemos ninguém. Só Deus é que pode tocar os corações, despertar as consciências e, pelo Espírito Santo, conduzir uma pessoa à fé em Jesus Cristo. O exemplo citado mostra que Ele faz isso em nossos dias e que pode agir através de muito ou de pouco. Que este testemunho anime os distribuidores de folhetos a continuarem semeando com perseverança a boa semente, que certamente dará frutos a seu tempo. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br).
"Ensinem os filhos a falhar"
Gostei muito desta entrevista que li no blog de uma amiga ,por isso decidi postá-la.
Leia , é interessante.
"Uma família harmônica não necessariamente faz de um jovem uma pessoa capaz de suportar o sofrimento inerente à condição humana"
Estudioso das relações familiares, o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun diz que aprender a lidar com o insucesso é fundamental para livrar-se de apuros na vida adulta
Nos últimos trinta anos, o modelo tradicional de família passou por alterações significativas, principalmente no mundo ocidental. A ideia dos pais como senhores do destino dos filhos vem desabando progressivamente, no ritmo das transformações sociais. As consequências disso não são necessariamente ruins, como explica o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun, uma das principais referências na Europa no estudo sobre mudanças nas relações entre pais e filhos: "O que vale é a capacidade dos pais de fazer os filhos crescer. Esse é o bom ambiente familiar, independentemente do desenho que a família tenha". Lebrun esteve no Rio de Janeiro, para participar do 3º Encontro Franco-Brasileiro de Psicanálise e Direito. A seguir, os principais trechos da entrevista que concedeu a VEJA.
Por que os pais hoje têm tanta dificuldade de controlar seus filhos?
Isso é reflexo da perda de legitimidade. Até pouco tempo atrás, a sociedade era hierarquizada, de forma que havia sempre um único lugar de destaque. Ele podia ser ocupado por Deus, ou pelo papa, ou pelo pai, ou pelo chefe. Isso foi se desfazendo progressivamente, e o processo se acentuou nos últimos trinta anos. Hoje a organização social não está mais constituída como pirâmide, mas como rede. E na rede não existe mais esse lugar diferente, que era reconhecido espontaneamente como tal e que conferia autoridade aos pais. As dificuldades para impor limites se acentuaram, causando grande apreensão nas pessoas quanto ao futuro de seus filhos.
Existe uma fórmula para evitar que os filhos sigam por um caminho errado?
É preciso ensiná-los a falhar. Uma coisa certa na vida é que as crianças vão falhar, não há como ser diferente. Quando os pais, a família e a sociedade dizem o tempo todo que é preciso conseguir, conseguir, conseguir, massacram os filhos. É inescapável errar. Todo mundo, em algum momento, vai passar por isso. Aprender a lidar com o fracasso evita que ele se torne algo destrutivo. Às vezes é preciso lembrar coisas muito simples que as pessoas parecem ter esquecido completamente. Estamos como que dopados. Os pais sabem que as crianças não ficarão com eles a vida inteira, que não vão conseguir tudo o que sonharam, que vão estabelecer ligações sociais e afetivas que, por vezes, lhes farão mal, mas tentam agir como se não soubessem disso. Hoje os filhos se tornaram um indicador do sucesso dos pais. Isso é perigoso, porque cada um tem a sua vida. Não é justo que, além de carregarem o peso das próprias dificuldades, os filhos também tenham de suportar a angústia de falhar em relação à expectativa depositada neles.
"Não contribui em nada achar que, pelo fato de o filho usar drogas, tudo está perdido. Além de conviver com seu drama, ele terá de carregar sobre os ombros o peso da angústia dos pais"
Falando concretamente, como é possível perceber essa diferença no comportamento das famílias hoje?
A mudança é visível. Na Europa, por exemplo, quando um professor dá nota baixa a um aluno, é certo que os pais vão aparecer na escola no dia seguinte para reclamar com ele. Há vinte, trinta anos, era o aluno que tinha de dar satisfações aos pais diante do professor. É uma completa inversão. Posso citar outro exemplo. Desde sempre, quando se levam os filhos pela primeira vez à escola, eles choram. Hoje em dia, normalmente são os pais que choram. A cena é comum. É como se esses pais tivessem continuado crianças. Isso acontece porque eles não são capazes de se apresentar como a geração acima da dos filhos. É uma consequência desse novo arranjo social, em que os papéis estão organizados de forma mais horizontal.
Como o senhor avalia essa mudança? Esse novo arranjo é pior do que o anterior?
Hoje os pais precisam discutir tudo, negociar o que antes eram ordens definitivas. E isso não é necessariamente algo negativo, desde que fique claro que, depois de negociar, discutir, trocar ideias, quem decide são os pais.
Essas mudanças na estrutura social podem influenciar em aspectos negativos como, por exemplo, o uso abusivo de drogas?
Não há uma relação automática. Os mecanismos pelos quais os indivíduos se tornam dependentes químicos são diversos e complexos. A psicanálise ajuda a identificar alguns deles. Vou dar um exemplo. Manter uma criança em satisfação permanente, com sua chupeta na boca o tempo todo, fazendo por ela tudo o que ela pede, a impede de ser confrontada com a perda da satisfação completa. E isso vai ser determinante em sua formação.
Mas o que essa perda tem a ver com o fato de as pessoas enveredarem por um caminho autodestrutivo?
É uma anomalia no processo de humanização. Não nascemos humanos, nós nos tornamos. Isso ocorre quando aprendemos aquilo em que somos singulares entre todos os animais que habitam o planeta. Somos os únicos capazes de falar. Não se trata apenas de aprender ortografia ou usar as palavras corretamente. Quando dominamos a faculdade da linguagem, adquirimos uma série de características muito especiais, como, por exemplo, a consciência de que somos mortais. Aprendemos a construir as pontes que levam a um entendimento superior do mundo e de nossa condição. Isso é o que nos diferencia e nos torna completamente humanos. Um desequilíbrio nesse processo pode ter consequências. É aí que entra a explicação psicanalítica para o ingresso no universo das drogas. Aprender a falar, ou tornar-se humano, é algo que não ocorre espontaneamente. É uma reação a uma perda do estado permanente de satisfação completa com a qual somos confrontados na primeira infância. Ou seja, o processo de humanização começa pelo entendimento de que jamais haverá a satisfação completa. É esse o curso saudável das coisas. Se os pais boicotam esse processo, podem estar cometendo um erro.
Com que consequências?
Isso faz com que estejamos cada vez menos preparados para lidar com o sofrimento da nossa condição humana. Há séculos que as drogas têm algo de paraíso artificial, como diz Baudelaire. Ou seja, uma forma de se refugiar da dor humana, da insatisfação. As drogas sempre serviram para evitar o confronto com esse sofrimento. Quanto menos você está preparado a suportar as dificuldades, mais está inclinado a se evadir, a recorrer a substâncias, sejam as drogas ilícitas, sejam as medicamentosas, para limitar o sofrimento que vai se apresentar. Com o desenvolvimento da farmacologia, essas substâncias se tornaram muito acessíveis. Isso pode criar distorções. É muito mais simples tomar uma Ritalina para não ser hiperativo do que fazer todo o trabalho de aprender a suportar a condição humana. Quando criança, a pessoa já precisa ser confrontada com a condição humana da perda de satisfação. Dessa maneira, na idade adulta, sua relação com o fim de uma paixão amorosa, por exemplo, tem maiores chances de ocorrer de maneira mais aceitável e menos traumática.
"Hoje os pais precisam discutir, negociar o que antes eram ordens definitivas. Isso não é necessariamente negativo, desde que fique claro que, depois de discutir, trocar ideias, são eles que decidem"
Por que as drogas têm apelo especial para os jovens?
Eles são mais sensíveis a esse fenômeno porque têm uma tendência espontânea a, quando se tornam adultos, ser novamente confrontados com as dificuldades da existência. É, de certa forma, a repetição daquilo que haviam vivenciado na infância, quando foram, ou deveriam ter sido, apresentados à ideia de perda da satisfação completa, de que não ficariam com a chupeta na boca a vida inteira, por exemplo. Se, no ambiente em que esses jovens vivem, há uma abundância de produtos que funcionam como um meio de evitar essas dificuldades, eles mergulham de cabeça. Como também veem nisso certo caráter transgressivo, todas as condições estão dadas para que eles recorram às drogas.
Que conselhos o senhor daria a pais que têm filhos viciados?
É preciso não achar que, pelo fato de os filhos usarem drogas, tudo está perdido. Isso não contribui em nada. Caso contrário, o jovem drogado, além de conviver com o próprio drama, terá de carregar a angústia dos pais sobre os ombros. Esse é o momento em que os pais devem aceitar que algo não funcionou direito em vez de tratar o problema como se tudo estivesse perdido. Nem sempre está.
Há alguma terapia que funcione contra a dependência química?
Cada caso requer um trabalho. Não existe terapia milagrosa. Há tentativas interessantes, de pessoas que se ocupam de refazer com o sujeito o trabalho de suportar as frustrações, as impossibilidades, os limites. Esse trabalho pode ajudar as pessoas a se livrar da dependência. Não existe até hoje uma droga que chegue a resolver o problema da droga. Momentaneamente, a pessoa pode até ficar contente se conseguir se tornar um pouco menos ansiosa, mas é preciso ver que efeito isso tem a longo prazo.
Existem dependentes irrecuperáveis?
A psiquiatria não é uma ciência universal, ela não diz o que vale para todos, ou mesmo para uma série de pacientes. É preciso trabalhar sempre caso a caso. Mas eu não diria nunca que um viciado em drogas é irrecuperável. Existem outros elementos em jogo que precisam ser considerados. Não há dependência química que não seja fruto de uma interação malsucedida entre o contexto social em que o indivíduo está inserido e o seu trajeto singular desde a infância.
Pouco mais de um mês atrás, no Rio de Janeiro, um rapaz viciado em crack matou uma amiga que tentava ajudá-lo. O pai do rapaz atribuiu a tragédia à dificuldade de internar o filho. O senhor é favorável à internação de dependentes químicos?
Essa é uma questão complicada mesmo. Na Europa, de modo geral, optamos cada vez menos pela internação de dependentes químicos. Quando a internação é necessária, esperamos que ela se dê de forma voluntária. Nos casos em que isso não é possível, a internação dura em média quarenta dias e é acompanhada de medidas administrativas para evitar abusos que já aconteceram, de internações excessivamente longas. Nesse aspecto, minha posição é como a dos europeus de maneira geral. Ficamos um pouco divididos entre manter nosso princípio democrático de que, mesmo doente, cada um tem o direito de dar sua opinião e, por outro lado, ter de reconhecer que em determinadas situações isso não é possível.
Costuma-se atribuir o mau comportamento dos filhos à falta da estrutura familiar tradicional, como a que ocorre após uma separação. Qual a exata influência que isso pode ter?
Uma família organizada de forma aparentemente harmônica não necessariamente faz de um jovem uma pessoa capaz de conviver e suportar o sofrimento inerente à condição humana. Essa capacidade pode ser pequena em famílias aparentemente realizadas, com estrutura sólida. Assim como pode ser enorme em uma família conflituosa, dividida, conturbada. Por isso, não se deve levar em conta apenas o aspecto exterior da família. O que vale é a capacidade dos pais de fazer os filhos crescer. De incutir-lhes a verdadeira condição humana. Esse é o bom ambiente familiar, independentemente do desenho que a família tenha.
O melhor mesmo, então, é aceitar que a existência é sofrida?
O processo é mesmo muito mais complexo do que ocorre com outros animais. Um cão nasce cão e será assim para o resto da vida. Um tigre será sempre tigre. Um humano, no entanto, precisa se tornar plenamente humano. É uma enorme diferença. Esse processo leva uns vinte, 25 anos e está sujeito a percalços. Na Renascença já se falava disso: não somos humanos, nós nos tornamos humanos.
A entrvista completa está no site: http://veja.abril.com.br/091209/ensinem-filhos-falhar-p-021.shtml
Leia , é interessante.
"Uma família harmônica não necessariamente faz de um jovem uma pessoa capaz de suportar o sofrimento inerente à condição humana"
Estudioso das relações familiares, o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun diz que aprender a lidar com o insucesso é fundamental para livrar-se de apuros na vida adulta
Nos últimos trinta anos, o modelo tradicional de família passou por alterações significativas, principalmente no mundo ocidental. A ideia dos pais como senhores do destino dos filhos vem desabando progressivamente, no ritmo das transformações sociais. As consequências disso não são necessariamente ruins, como explica o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun, uma das principais referências na Europa no estudo sobre mudanças nas relações entre pais e filhos: "O que vale é a capacidade dos pais de fazer os filhos crescer. Esse é o bom ambiente familiar, independentemente do desenho que a família tenha". Lebrun esteve no Rio de Janeiro, para participar do 3º Encontro Franco-Brasileiro de Psicanálise e Direito. A seguir, os principais trechos da entrevista que concedeu a VEJA.
Por que os pais hoje têm tanta dificuldade de controlar seus filhos?
Isso é reflexo da perda de legitimidade. Até pouco tempo atrás, a sociedade era hierarquizada, de forma que havia sempre um único lugar de destaque. Ele podia ser ocupado por Deus, ou pelo papa, ou pelo pai, ou pelo chefe. Isso foi se desfazendo progressivamente, e o processo se acentuou nos últimos trinta anos. Hoje a organização social não está mais constituída como pirâmide, mas como rede. E na rede não existe mais esse lugar diferente, que era reconhecido espontaneamente como tal e que conferia autoridade aos pais. As dificuldades para impor limites se acentuaram, causando grande apreensão nas pessoas quanto ao futuro de seus filhos.
Existe uma fórmula para evitar que os filhos sigam por um caminho errado?
É preciso ensiná-los a falhar. Uma coisa certa na vida é que as crianças vão falhar, não há como ser diferente. Quando os pais, a família e a sociedade dizem o tempo todo que é preciso conseguir, conseguir, conseguir, massacram os filhos. É inescapável errar. Todo mundo, em algum momento, vai passar por isso. Aprender a lidar com o fracasso evita que ele se torne algo destrutivo. Às vezes é preciso lembrar coisas muito simples que as pessoas parecem ter esquecido completamente. Estamos como que dopados. Os pais sabem que as crianças não ficarão com eles a vida inteira, que não vão conseguir tudo o que sonharam, que vão estabelecer ligações sociais e afetivas que, por vezes, lhes farão mal, mas tentam agir como se não soubessem disso. Hoje os filhos se tornaram um indicador do sucesso dos pais. Isso é perigoso, porque cada um tem a sua vida. Não é justo que, além de carregarem o peso das próprias dificuldades, os filhos também tenham de suportar a angústia de falhar em relação à expectativa depositada neles.
"Não contribui em nada achar que, pelo fato de o filho usar drogas, tudo está perdido. Além de conviver com seu drama, ele terá de carregar sobre os ombros o peso da angústia dos pais"
Falando concretamente, como é possível perceber essa diferença no comportamento das famílias hoje?
A mudança é visível. Na Europa, por exemplo, quando um professor dá nota baixa a um aluno, é certo que os pais vão aparecer na escola no dia seguinte para reclamar com ele. Há vinte, trinta anos, era o aluno que tinha de dar satisfações aos pais diante do professor. É uma completa inversão. Posso citar outro exemplo. Desde sempre, quando se levam os filhos pela primeira vez à escola, eles choram. Hoje em dia, normalmente são os pais que choram. A cena é comum. É como se esses pais tivessem continuado crianças. Isso acontece porque eles não são capazes de se apresentar como a geração acima da dos filhos. É uma consequência desse novo arranjo social, em que os papéis estão organizados de forma mais horizontal.
Como o senhor avalia essa mudança? Esse novo arranjo é pior do que o anterior?
Hoje os pais precisam discutir tudo, negociar o que antes eram ordens definitivas. E isso não é necessariamente algo negativo, desde que fique claro que, depois de negociar, discutir, trocar ideias, quem decide são os pais.
Essas mudanças na estrutura social podem influenciar em aspectos negativos como, por exemplo, o uso abusivo de drogas?
Não há uma relação automática. Os mecanismos pelos quais os indivíduos se tornam dependentes químicos são diversos e complexos. A psicanálise ajuda a identificar alguns deles. Vou dar um exemplo. Manter uma criança em satisfação permanente, com sua chupeta na boca o tempo todo, fazendo por ela tudo o que ela pede, a impede de ser confrontada com a perda da satisfação completa. E isso vai ser determinante em sua formação.
Mas o que essa perda tem a ver com o fato de as pessoas enveredarem por um caminho autodestrutivo?
É uma anomalia no processo de humanização. Não nascemos humanos, nós nos tornamos. Isso ocorre quando aprendemos aquilo em que somos singulares entre todos os animais que habitam o planeta. Somos os únicos capazes de falar. Não se trata apenas de aprender ortografia ou usar as palavras corretamente. Quando dominamos a faculdade da linguagem, adquirimos uma série de características muito especiais, como, por exemplo, a consciência de que somos mortais. Aprendemos a construir as pontes que levam a um entendimento superior do mundo e de nossa condição. Isso é o que nos diferencia e nos torna completamente humanos. Um desequilíbrio nesse processo pode ter consequências. É aí que entra a explicação psicanalítica para o ingresso no universo das drogas. Aprender a falar, ou tornar-se humano, é algo que não ocorre espontaneamente. É uma reação a uma perda do estado permanente de satisfação completa com a qual somos confrontados na primeira infância. Ou seja, o processo de humanização começa pelo entendimento de que jamais haverá a satisfação completa. É esse o curso saudável das coisas. Se os pais boicotam esse processo, podem estar cometendo um erro.
Com que consequências?
Isso faz com que estejamos cada vez menos preparados para lidar com o sofrimento da nossa condição humana. Há séculos que as drogas têm algo de paraíso artificial, como diz Baudelaire. Ou seja, uma forma de se refugiar da dor humana, da insatisfação. As drogas sempre serviram para evitar o confronto com esse sofrimento. Quanto menos você está preparado a suportar as dificuldades, mais está inclinado a se evadir, a recorrer a substâncias, sejam as drogas ilícitas, sejam as medicamentosas, para limitar o sofrimento que vai se apresentar. Com o desenvolvimento da farmacologia, essas substâncias se tornaram muito acessíveis. Isso pode criar distorções. É muito mais simples tomar uma Ritalina para não ser hiperativo do que fazer todo o trabalho de aprender a suportar a condição humana. Quando criança, a pessoa já precisa ser confrontada com a condição humana da perda de satisfação. Dessa maneira, na idade adulta, sua relação com o fim de uma paixão amorosa, por exemplo, tem maiores chances de ocorrer de maneira mais aceitável e menos traumática.
"Hoje os pais precisam discutir, negociar o que antes eram ordens definitivas. Isso não é necessariamente negativo, desde que fique claro que, depois de discutir, trocar ideias, são eles que decidem"
Por que as drogas têm apelo especial para os jovens?
Eles são mais sensíveis a esse fenômeno porque têm uma tendência espontânea a, quando se tornam adultos, ser novamente confrontados com as dificuldades da existência. É, de certa forma, a repetição daquilo que haviam vivenciado na infância, quando foram, ou deveriam ter sido, apresentados à ideia de perda da satisfação completa, de que não ficariam com a chupeta na boca a vida inteira, por exemplo. Se, no ambiente em que esses jovens vivem, há uma abundância de produtos que funcionam como um meio de evitar essas dificuldades, eles mergulham de cabeça. Como também veem nisso certo caráter transgressivo, todas as condições estão dadas para que eles recorram às drogas.
Que conselhos o senhor daria a pais que têm filhos viciados?
É preciso não achar que, pelo fato de os filhos usarem drogas, tudo está perdido. Isso não contribui em nada. Caso contrário, o jovem drogado, além de conviver com o próprio drama, terá de carregar a angústia dos pais sobre os ombros. Esse é o momento em que os pais devem aceitar que algo não funcionou direito em vez de tratar o problema como se tudo estivesse perdido. Nem sempre está.
Há alguma terapia que funcione contra a dependência química?
Cada caso requer um trabalho. Não existe terapia milagrosa. Há tentativas interessantes, de pessoas que se ocupam de refazer com o sujeito o trabalho de suportar as frustrações, as impossibilidades, os limites. Esse trabalho pode ajudar as pessoas a se livrar da dependência. Não existe até hoje uma droga que chegue a resolver o problema da droga. Momentaneamente, a pessoa pode até ficar contente se conseguir se tornar um pouco menos ansiosa, mas é preciso ver que efeito isso tem a longo prazo.
Existem dependentes irrecuperáveis?
A psiquiatria não é uma ciência universal, ela não diz o que vale para todos, ou mesmo para uma série de pacientes. É preciso trabalhar sempre caso a caso. Mas eu não diria nunca que um viciado em drogas é irrecuperável. Existem outros elementos em jogo que precisam ser considerados. Não há dependência química que não seja fruto de uma interação malsucedida entre o contexto social em que o indivíduo está inserido e o seu trajeto singular desde a infância.
Pouco mais de um mês atrás, no Rio de Janeiro, um rapaz viciado em crack matou uma amiga que tentava ajudá-lo. O pai do rapaz atribuiu a tragédia à dificuldade de internar o filho. O senhor é favorável à internação de dependentes químicos?
Essa é uma questão complicada mesmo. Na Europa, de modo geral, optamos cada vez menos pela internação de dependentes químicos. Quando a internação é necessária, esperamos que ela se dê de forma voluntária. Nos casos em que isso não é possível, a internação dura em média quarenta dias e é acompanhada de medidas administrativas para evitar abusos que já aconteceram, de internações excessivamente longas. Nesse aspecto, minha posição é como a dos europeus de maneira geral. Ficamos um pouco divididos entre manter nosso princípio democrático de que, mesmo doente, cada um tem o direito de dar sua opinião e, por outro lado, ter de reconhecer que em determinadas situações isso não é possível.
Costuma-se atribuir o mau comportamento dos filhos à falta da estrutura familiar tradicional, como a que ocorre após uma separação. Qual a exata influência que isso pode ter?
Uma família organizada de forma aparentemente harmônica não necessariamente faz de um jovem uma pessoa capaz de conviver e suportar o sofrimento inerente à condição humana. Essa capacidade pode ser pequena em famílias aparentemente realizadas, com estrutura sólida. Assim como pode ser enorme em uma família conflituosa, dividida, conturbada. Por isso, não se deve levar em conta apenas o aspecto exterior da família. O que vale é a capacidade dos pais de fazer os filhos crescer. De incutir-lhes a verdadeira condição humana. Esse é o bom ambiente familiar, independentemente do desenho que a família tenha.
O melhor mesmo, então, é aceitar que a existência é sofrida?
O processo é mesmo muito mais complexo do que ocorre com outros animais. Um cão nasce cão e será assim para o resto da vida. Um tigre será sempre tigre. Um humano, no entanto, precisa se tornar plenamente humano. É uma enorme diferença. Esse processo leva uns vinte, 25 anos e está sujeito a percalços. Na Renascença já se falava disso: não somos humanos, nós nos tornamos humanos.
A entrvista completa está no site: http://veja.abril.com.br/091209/ensinem-filhos-falhar-p-021.shtml
Não quero ser Bissexual ou Homossexual! - uma percepção da cultura LGBT
Não quero ser Bissexual ou Homossexual! Ainda tenho essa opção. Desculpem-me os homoafetivos e biafetivos, mas não posso aceitar uma cultura imposta e ditatorial (pois é o que estão tentando fazer). Sou homem e sei que nasci assim, pois não acredito em outro gênero criado, além do feminino e masculino. Não existe um terceiro ou quarto gênero. De modo que não posso ser discriminado por não querer aceitar atmosfera social homossexual, nem ser embutido nela ou sequer acreditar que o que estão tentando fazer com a sociedade brasileira seja algo benéfico. Prefiro ficar com a Bíblia à perversão antinatural. Escolho a supervalorização da família (papai – homem, mamãe - mulher) como instituição divina para a preservação e multiplicação da espécie humana, Criada por Deus (Gn 1:27) com todas as matizes caraterísticas de cada gênero, masculino e feminino, do que as novas formatações “familiares” entre pessoas do mesmo sexo. Não posso ser chamado de homofóbico por causa disso (até porque o termo vem do grego homo=igual + fobos=medo e não tenho medo ou aversão aos homossexuais); e nem me tornar vítima perseguida em nome daquilo que tentam chamar de Preconceito, que na verdade é a liberdade de consciência e de expressão, garantidas pela Constituição Brasileira.
Mais que uma opção sexual, ou orientação, a homossexualidade está intrinsecamente ligada à formação cultural de uma pessoa, traumas sofridos na infância, abusos e desajustes emocionais promovidos pela desestrutura familiar. É inconcebível e sutilmente tendencioso afirmar que a homossexualidade está relacionada apenas à opção. Eu, por exemplo, tomei banho com meu pai, pesquei, brinquei, briguei, passeei, fui elogiado e repreendido, amei e perdoei várias vezes, de tal maneira que recebi nos anos da minha infância suas referências, hombridade, varonilidade e virilidade. De modo que absorvi seu gênero, trejeitos e aprendi a ser homem e gostar de mulher mesmo; Creio que aconteçam experiências inversamente semelhantes com as mulheres. Acredito que a formação da sexualidade, está ligada às experiências do passado e não a alguma decisão do presente, muito menos à um planejamento futuro, como se o sujeito dissesse: “quando crescer, serei homossexual”.
O que estão tentando fazer, ao manipular a mídia geral e os meios de comunicação em massa é solapar, vulnerabilizar e sodomizar a família brasileira. As “igrejas” para homoafetivos, a Parada Gay, as ONG’S para LGBTs bem como todas as tentativas, manobras jurídicas, e distorções sutis para destoar os gêneros naturais, são meras e repugnantes conseqüências de uma sociedade que desaprendeu a tolerar e a impor limites de maneira equitativa. Almejo que essas maquinações engenhosas não triunfem sobre o bom senso, a razão pura elementar e os princípios que norteiam a instituição familiar. Espero que daqui há 30 anos a preferência heterossexual seja a prevalecente, pois caso ocorra o contrário, como se vê, adeus à família dos moldes tradicionais. O sexo e a sexualidade foram banalizados e ultrajados. Transformados em objetos de consumo, motivos de embates e de manobras político-sociais.
Sou a favor dos direitos constitucionais homoafetivos, assim como de todas as minorias e de todos os cidadãos. Sou a favor das lutas das classes quando são justas e da busca por direitos previstos na Carta Magna Brasileira. Apoio qualquer manifestação pacífica de qualquer grupo que represente uma minoria e que se sinta vitimada de alguma forma pela sociedade. Também, asseguro a rejeição de toda a forma de discriminação, ódio e preconceito. Todavia...
Não posso aceitar a cultura homoafetiva como normal, pois a Bíblia diz que é antinatural (Rm 1:21-27). Creio que Deus pode transformar as pessoas envolvidas na prática do homossexualismo, assim como pode transformar o pedófilo, o psicopata, os compulsivos e todos os transtornados, conflitados e desajustados emocionalmente. Não creio que o homossexual nasça assim, pois não existe linha cromossômica para um terceiro gênero. Afirmo minha convicção de que precisamos amar os homossexuais, assim como os heterossexuais, ou qualquer nomenclatura de “novo gênero” que tentem inventar. Nossa luta é contra o homossexualismo e não contra o homossexual. Posiciono-me a favor da vida, da família e da livre maneira de pensar. Respeito os que pensam diferente de mim, entretanto não aceito as imposições de uma minoria tentando ensinar nossas crianças na escola (Kit Gay), amordaçar nosso grito ou sequer impor uma cultura que não é a do Reino. Estão minando as referências do gênero para a posteridade. Nossas crianças habitarão num mundo confuso, sem identidade, multifacetado e totalmente avesso às expectativas de Deus.
Artigo do Pr. Thiago - Blog: http://inteligenciaparaavida.blogspot.com/
Mais que uma opção sexual, ou orientação, a homossexualidade está intrinsecamente ligada à formação cultural de uma pessoa, traumas sofridos na infância, abusos e desajustes emocionais promovidos pela desestrutura familiar. É inconcebível e sutilmente tendencioso afirmar que a homossexualidade está relacionada apenas à opção. Eu, por exemplo, tomei banho com meu pai, pesquei, brinquei, briguei, passeei, fui elogiado e repreendido, amei e perdoei várias vezes, de tal maneira que recebi nos anos da minha infância suas referências, hombridade, varonilidade e virilidade. De modo que absorvi seu gênero, trejeitos e aprendi a ser homem e gostar de mulher mesmo; Creio que aconteçam experiências inversamente semelhantes com as mulheres. Acredito que a formação da sexualidade, está ligada às experiências do passado e não a alguma decisão do presente, muito menos à um planejamento futuro, como se o sujeito dissesse: “quando crescer, serei homossexual”.
O que estão tentando fazer, ao manipular a mídia geral e os meios de comunicação em massa é solapar, vulnerabilizar e sodomizar a família brasileira. As “igrejas” para homoafetivos, a Parada Gay, as ONG’S para LGBTs bem como todas as tentativas, manobras jurídicas, e distorções sutis para destoar os gêneros naturais, são meras e repugnantes conseqüências de uma sociedade que desaprendeu a tolerar e a impor limites de maneira equitativa. Almejo que essas maquinações engenhosas não triunfem sobre o bom senso, a razão pura elementar e os princípios que norteiam a instituição familiar. Espero que daqui há 30 anos a preferência heterossexual seja a prevalecente, pois caso ocorra o contrário, como se vê, adeus à família dos moldes tradicionais. O sexo e a sexualidade foram banalizados e ultrajados. Transformados em objetos de consumo, motivos de embates e de manobras político-sociais.
Sou a favor dos direitos constitucionais homoafetivos, assim como de todas as minorias e de todos os cidadãos. Sou a favor das lutas das classes quando são justas e da busca por direitos previstos na Carta Magna Brasileira. Apoio qualquer manifestação pacífica de qualquer grupo que represente uma minoria e que se sinta vitimada de alguma forma pela sociedade. Também, asseguro a rejeição de toda a forma de discriminação, ódio e preconceito. Todavia...
Não posso aceitar a cultura homoafetiva como normal, pois a Bíblia diz que é antinatural (Rm 1:21-27). Creio que Deus pode transformar as pessoas envolvidas na prática do homossexualismo, assim como pode transformar o pedófilo, o psicopata, os compulsivos e todos os transtornados, conflitados e desajustados emocionalmente. Não creio que o homossexual nasça assim, pois não existe linha cromossômica para um terceiro gênero. Afirmo minha convicção de que precisamos amar os homossexuais, assim como os heterossexuais, ou qualquer nomenclatura de “novo gênero” que tentem inventar. Nossa luta é contra o homossexualismo e não contra o homossexual. Posiciono-me a favor da vida, da família e da livre maneira de pensar. Respeito os que pensam diferente de mim, entretanto não aceito as imposições de uma minoria tentando ensinar nossas crianças na escola (Kit Gay), amordaçar nosso grito ou sequer impor uma cultura que não é a do Reino. Estão minando as referências do gênero para a posteridade. Nossas crianças habitarão num mundo confuso, sem identidade, multifacetado e totalmente avesso às expectativas de Deus.
Artigo do Pr. Thiago - Blog: http://inteligenciaparaavida.blogspot.com/
Lancheira saudável

Na hora de escolher os alimentos que irão compor a lancheira das crianças para irem à escola, é preciso usar a criatividade para que o lanche seja gostoso, atrativo e de preferência variado; para assim, fornecer a energia e os nutrientes que tanto precisam nessa fase de crescimento e desenvolvimento físico e mental. Uma alimentação adequada é essencial para suprir essas necessidades, garantir um bom desempenho escolar e cuidar da saúde.
Montar uma lancheira saudável, embora pareça simples, não é tarefa fácil! Ainda mais que o grande atrativo das crianças e adolescentes na hora do recreio, além das brincadeiras com os amigos; é a cantina da escola.
Nas cantinas; a maioria das opções leva nota baixa quando o assunto é saúde: alimentos industrializados prontos para consumo, ricos em conservantes, açúcar, gordura, sal; além dos salgados, enrolados e empanados, balas, sorvetes, hambúrgueres e refrigerantes!
Com o crescimento da obesidade e diabetes na infância, como conseqüência do abuso de alimentos com alto teor de açúcar e gordura; é preciso ficar de olho no que as crianças e adolescentes comem quando estão na escola. O fundamental, é que a educação do que comer venha de casa, para que isso aconteça siga as dicas de trocas inteligentes.
Como montar uma lancheira saudável:
A lancheira ou lanche do seu filho deve ter pelo menos um alimento fonte de cada grupo alimentar, levando em consideração as opções mais saudáveis:
- um alimento energético como pão integral (ou preto, sueco, sírio, francês, bisnaguinha), biscoitos integrais salgados ou doces (sem recheios e coberturas), barra de cereais, bolos simples feitos em casa e cereais matinais à base de milho (aveia ou arroz) e geléia de frutas.
São os alimentos fonte de carboidrato, que fornecem glicose, a principal fonte de energia para o bom desempenho físico e o trabalho cerebral.
- um alimento construtor como iogurte desnatado, achocolatado, queijo branco ou pasteurizado, peito de peru, chester, leite semi desnatado, leite fermentado, iogurte com frutas, achocolatado, requeijão, petit-suisse, ovo cozido e atum conservado em água.
Os alimentos construtores são ricos em proteínas, cálcio e ferro, nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento adequados.
- um alimento regulador como frutas frescas ou secas, sucos naturais, de polpa ou de soja, água de coco, vegetais (pepino, cenoura, tomate), purê ou papa de frutas. Eles que fornecem fibras, vitaminas e minerais que regulam todo o funcionamento do organismo e previnem doenças.
O lanche completo e saudável, portanto deve ter: um produto lácteo, um produto de panificação e uma opção de fruta (ou suco).
Lembre-se que tornar os alimentos atrativos, dosar as guloseimas e variar o cardápio pode ajudar a despertar a expectativa de novos sabores na lancheira dos pequenos e o lanche dos já crescidos.
artigo copiado do site: http://bbel.uol.com.br/artigo/nutricao/lancheira_saudavel.aspx
Feliz 2012

Graça e Paz para todos,
me desculpem amigos pelo tempo que estive um pouco sumida , voltei e trouxe novos post de pesquisas feitas e colaboração de alguns amigos blogueiros.
Trouxe essa matéria que para muitos pais é importante : a época de comprar material escolar.
Volta às aulas: Fique atento ao material escolar
Nas promoções, fique atento aos itens miúdos da lista de material escolar; confira lista com pesquisa do Procon-SP
Karina Yamamoto
Editora do UOL Educação
Em São Paulo
"As pessoas costumam olhar o preço dos cadernos que são caros e não dão a devida atenção aos itens menores por achar que é pouquinha coisa", diz a diretora de Estudos e Pesquisas do Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia.
É justamente aí que mora o risco de um mau negócio. As miudezas da lista são justamente o esconderijo preferido das variações de preço encontradas pelo Procon-SP, num levantamento realizado nos dias 5 e 6 de janeiro. O campeão foi um tipo de lápis preto nº2 (Ecoloápis 9000 sextavado, da Faber Castell). O percentual de diferença encontrado foi de 233,33%, com valores que foram de R$ 0,45 a R$ 1,50. A segunda maior variação nesse ranking também ficou com um modelo de lápis preto (redondo HB2, da BIC) cujos preços encontrados foram de R$ 0,28 a R$ 0,60 - uma variação de 114,29%.
Item obrigatório da lista, lápis preto sofre com alta variação de preço
Por isso, a especialista alerta para as promoções dessa época: "alguns estabelecimentos colocam alguns itens [em promoção] como chamariz". E os cadernos costumam assumir o papel de garotos nessas propagandas.
O jeito, então, é pesquisar uma certa variedade de produtos na loja em liquidação para garantir uma compra econômica.
Às vezes apenas os tais cadernos estão com preços realmente convidativos. Se vale dividir os locais de compra nesse caso? Ela afirma que vale sim, "desde que não haja custo para o deslocamento". Ou seja, gastar sola de sapato está valendo, já despender dinheiro com transporte...
A variação de preço costuma ser maior em miudezas da lista, como apontadores
Compra fora de época
"Há diferença de preço fora dessa época [que antecede a volta às aulas]", afirma Valéria. Segundo a especialista, as papelarias aproveitam a ocasião para aumentar os valores. Por isso, planejar-se para comprar alguns itens básicos em pleno ano letivo é um jeito de economizar.
Comprar no atacado é uma outra estratégia que a especialista sugere para quem quer poupar alguns reais. E ela lista alguns itens que se prestam a isso, porque podem ser armazenados. São eles: lápis preto, lápis de cor, cartolina, cadernos, pacotes de papel sulfite e cola.
Já as canetinhas hidrográficas e as canetas esfergráficas devem ser adquiridas em períodos mais próximos aos do consumo, pois são "perecíveis". Elas podem secar no período em que ficarem guardadas, segundo Valéria.
Cotar preços em mais de um estabelecimento comercial ainda é a regra de ouro para fazer uma boa compra. Algumas papelarias aceitam pedidos de orçamento por telefone ou em seus sites. E Valéria ainda sugere juntar-se a outros colegas que estejam na mesma situação e dividir a tarefa de pesquisar valores.
reportagem copiada do site: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/01/26/ult105u9063.
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