sábado, 12 de novembro de 2011

MEDOS INFANTIS

MEDOS INFANTIS

Psicóloga Ana Cássia Maturano alerta para os riscos de se estimularem os medos infantis

Homem do saco, bicho-pão, entre outras criações do imaginário popular, simbolizam os grandes medos das crianças. Por estarem começando a conhecer o mundo e serem muito imaginativos, é normal que os pequenos acreditem e realmente temam essas invenções. O problema existe quando alguns pais ou responsáveis, como babás ou parentes que cuidam deles, usam esses medos para conter a criança. “Quando damos elementos assim, que nunca foram vistos pela criança nem mesmo em desenho, a probabilidade de que se transformem em algo assustador é bastante grande”, explica a psicóloga paulistana Ana Cássia Maturano.
Segundo a especialista, os pais usam esse tipo de ameaça por ser assim mais fácil conter as crianças, principalmente as agitadas, sem muitas explicações. No caso de uma criança curiosa, que se separa dos pais facilmente em lojas ou supermercados, essas mentiras são eficientes para que os pais mantenham a criança perto de si. “Seria interessante que antes de sair de casa a mãe desse instruções para a criança de onde iriam e que ela não deveria sair do seu lado por ser um lugar grande e poder se perder. O que não é mentira, pois perder-se da mãe é também assustador para a criança”, diz.
Nesse caso, a criança estaria sendo alertada de um medo e de um perigo reais, tanto para ela como para a mãe. Diante de ameaças e do medo, a criança pode até se comportar melhor. Porém o medo cria imagens em sua cabeça, podendo resultar em pesadelos e permanente insegurança. Algumas crianças podem ficar constantemente ansiosas, irritadas e começar a roer unhas, entre outros sinais de ansiedade.
“As mentiras não são necessárias para alertar, e muito menos para educar, as crianças. A realidade em si é perigosa e não precisamos pedir ajuda para outros amedrontarem nossos filhos, como o bicho-papão, o homem do saco e a bruxa má”, finaliza Ana Cássia.
Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga , especializada em Problemas de Aprendizagem. É co-autora do livro Puericultura – Princípios e Práticas, onde aborda aspectos relacionados a ‘estimulação cultural da criança’.

Informações
Clínica Psicológica e Psicopedagógica Ana Cássia Maturano
Ed. Morumbi Medical Center - Rua José Janarelli, 199, cj. 126 - Jd. Guedala/SP
Tel. (11) 3722-4646 cmaturano@hotmail. com

PARA VOCÊ

PARA VOCÊ MEDITAR...


Hoje em dia vivemos em um mundo onde tudo se encontra conturbado, os valores da sociedade estão confusos e isto tem sua repercussão na familia; cada membro dela possui sua própria vida, sendo assim não há contato entre pais e filhos.

O lar deveria ser um lugar em que as pessoas se alimentem de amor e os laços seriam tão fortes que formariam crianças completas e personalidades enriquecidas e fortes.

Parece que esta tarefa hoje está delegada para outros (professores, pastores, líderes, psicólogos, etc...) que somente deveriam ser o complemento do que sucede no lar.

Por isso é importante pensarmos quanto e que qualidade de tempo dedicamos a nossos filhos. Somos conscientes de que disciplinar é também amar? Frente as crianças somos adultos que vão e vem, sempre nos dedicando a outras tarefas.

Ser professor é uma tarefa difícil, porém a mais desafiante e maravilhosa que Deus nos tem dado. Aprendemos a formar pessoas, as crianças são pessoas completas que necessitam de um guia consistente que lhes dê direções claras, um guia que os conheça e lhes ajude a desenvolver todo o seu potencial.

De nós depende que nossos filhos e alunos sejam jovens de êxito e adultos que transformem a sociedade para a glória de nosso Senhor Jesus Cristo!!!

ENSINANDO PARA O FUTURO


"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele". Provérbios 22:6


Se verdadeiramente quisermos que este versículo seja uma realidade na vida de nossos filhos, cabe a nós, pais e mães, em obediência a Palavra de Deus, evangelizar e discipular nossos filhos. Precisamos além de levá-los a Jesus, ensiná-los a crescer na intimidade e comunhão com Deus.Ensinar a criança no caminho em que deve andar é muito mais do que levá-la a igreja domingo após domingo, é muito mais do que ensiná-la a ser religiosa, é muito mais que ensiná-la a orar na hora das refeições, é muito mais que proibí-la de assistir um desenho da Disney, é muito mais que ler a Bíblia só no dia em que dá tempo, é muito mais do que cursá-la em um colégio cristão, é muito mais que delegar a professora da Escola Dominical o que Deus nos delegou como pais.
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é viver a vida de Cristo a cada momento de nossa vida, é exalar o bom perfume de Cristo em nossos lares, para que nossos filhos vejam Cristo e o seu amor através de nós.
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é levá-la a amar a Jesus de todo o seu coração e sua alma, como nós amamos, é ensiná-la a ter comunhão íntima com Jesus como nós temos, ensiná-la a ter desejo de orar, falar com Deus como nós, é ensiná-la a ter fome da Palavra e se alimentar diariamente como nós nos alimentamos.
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é colocar a Palavra de Deus no coração e na alma de nossos filhos, estando sempre a frente dos seus olhos. É ensinar a tempo e fora de tempo, é almoçando na mesa, brincando no chão, tomando banho, fazendo jantar, comendo juntos. Andando no caminho da padaria, da escola, do shopping, da feira, do parque. É ensinando na hora de deitar, na hora de se levantar para a escola (Deuteron.. 11:18 a 21) e quando for velho não se desviará deste caminho, pois as promessas de Deus são verdadeiras, não mudam e não falham.
Sendo assim porque tantos jovens que foram "criados em lares evangélicos" e foram "criados na igreja" estão hoje longe de Deus, desviados para as drogas, alcoolismo, prostituição, marginalidade? Ou mesmo não querendo nada com Deus. Quem falhou ? Deus ou nós os pais?Hoje é o tempo urgente para vivermos essa promessa de Deus em nossos lares, pois como pais desta geração precisamos também com urgência obedecer e viver a Palavra de Deus em Deuteronômio 11 e Salmos 78.

FILHOS PRA LÁ DE ESPECIAIS


Pegar nos braços um filho com deficiência não é o sonho acalentado por nenhuma mãe. Mas, diante do destino, só resta ter força. E muito amor, é claro.

Eles são pra lá de especiais em todos os sentidos. Amorosos, sinceros e frágeis. Falando dessa forma, pode parecer até mesmo uma dádiva ter um membro da família assim. Mas, geralmente, quando chegam a esse mundo, eles são recebidos com surpresa, revolta, tristeza e até pena por parte dos familiares, principalmente, pais e mães, que não entendem o porquê de terem um filho excepcional. No entanto, o tempo vai passando e esses pequenos vão provando que são grandes guerreiros. Superam as dificuldades iniciais e seguem vencendo tantos outros obstáculos, fazendo da rotina uma lição de vida para todos que estão à volta.Estar grávida é o pontapé inicial para os planos de uma nova vida.


Ver sua própria família aumentar, dando continuidade a sua história. Acompanhar a barriga crescer, preparar cada detalhe do enxoval, assumir a expectativa das primeiras ultra-sonografias, fazer listas e mais listas com os possíveis nomes e dúvidas que possam surgir. Só que a questão que raramente, ou nunca, se cogita é:e se meu filho nascer com alguma deficiência? Segundo a Organização Mundial da Saúde, 10% dos habitantes do planeta nasceram ou adquiriram algum tipo de deficiência durante a vida. No Brasil, este número representa 17 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência física, mental ou sensorial. Ou seja, muitas famílias possuem entre seus membros portadores de necessidades especiais. Mas será que os pais estão preparados para amar e educar um filho assim?Para Fábio Azeredo, doutor em teoria Psicanalítica pela UFRJ e diretor técnico do MOTE (empresa especializada em atendimento psicológico), independentemente da posição social, a primeira reação dos pais é a de negação.


“Nas famílias de classe média-alta e alta, há a dificuldade em lidar com o dia-a-dia. O que me chama muita atenção é a resistência dos pais em admitir que levam o filho todos os dias para um hospital (ou clínica), referindo-se a estes lugares como escolas. Isto é uma forma de trazerem seus filhos para mais perto da ‘normalidade’. Mas, ainda assim, nas classes mais pobres, essa negação é bem mais radical, pois implica em efeitos concretos de abandono”.Maria José e Artur Ribeiro são pais de uma menina de 23 anos com Síndrome de Down. A notícia, na maternidade, caiu como uma verdadeira bomba na estrutura psicológica do casal, que já tinha uma filha de 8 anos. “A minha primeira reação foi de raiva, desespero. Não entendia. Cheguei a desejar o pior para ela, que foi para a UTI devido a probleminhas do parto. Hoje, quando a vejo, ativa, amorosa, brincalhona, sinto um remorso horrível. Ela é sem dúvida especial, nos enche de amor como qualquer outro filho”, diz Artur.Filhos são sinônimo de dedicação, entrega. Um filho especial, então, exige isso em dobro. Leny Macedo é mãe de quatro filhos, a caçula teve falta de oxigenação no parto e ficou com seqüelas, tem dificuldades motoras e de fala.


“A Gina necessita de muito mais atenção. É levar ao médico, é levar à clínica de tratamento, é roupa que eu escolho, comida que eu coloco no prato. Ela tem conquistado sua independência a cada dia, cada passo dentro de casa é uma vitória. Mas ela vai ser minha eterna criança. E nós criamos os filhos para voar. Por mais que doa quando saem de casa, dói mais saber que ela nunca vai sair”, comenta.Para os pais de Márcio, portador de retardo mental de nascença, o problema mais grave deu-se 21 anos depois do nascimento do filho: a anorexia da filha mais nova, Antônia, na época com 14 anos. “Minha filha sempre recebeu todos os mimos do mundo, jamais poderia imaginar ver outro filho sofrendo... Depois de anos de culpa, e outros tantos de análise, tive que admitir que eu e meu marido, infelizmente, falhamos. Nossa atenção e cuidado jamais seriam substituídos pelas viagens, milhares de cursos e presentes que sempre tivemos condições de arcar.


Acho que, como a preocupação com o Márcio era tanta e com custos exorbitantes, fizemos uma confusão, tentando comprar um mundo cor-de-rosa para Antônia, que acabou pedindo atenção de uma forma bastante doída para todos”, fala a mãe.Por trás de tantas dores, há também muitas alegrias. “Conviver diariamente com as limitações do meu filho, me levou a ver a vida com outros olhos. Descobri prazeres em coisas que antes passavam despercebidas, me tornei uma pessoa muito mais humilde e comecei a valorizar todo o tipo de esforço. Há vitórias o tempo todo, em todos os lugares, mas somos eternamente insatisfeitos. Só eu sei a felicidade que senti ao ver meu filho pronunciar ‘mamãe’, quando todos os meninos da idade dele já até escreviam”, diz a mãe de Luca, com Síndrome de Down.


Para a psicóloga Andréia Stenner, que atua há dez anos na área de saúde mental, o núcleo familiar é essencial para uma estrutura capaz de absorver o impacto emocional do cotidiano. “Nenhuma intervenção é possível sem que passemos pela família. A deficiência mental, por exemplo, implica muitas vezes na falta de linguagem e de compreensão. Qualquer trabalho de reestruturação e de reinserção familiar consiste, primordialmente, em cavar algum tipo de afetividade. É uma busca por alguém que tome a causa da criança para si. E, nas classes mais pobres, precisamos de dispositivos sócio-econômicos, que dêem sustento e amparo à ação de integração familiar”, complementa Andréia.


O diagnóstico de toda essa história é o fato de que ninguém é impotente em relação a “alguém especial”. Sempre haverá em cada um de nós um valioso recurso capaz de melhorar a vida dessas pessoas. Basta paciência e compreensão, para vermos que o amor ainda cura. Literalmente!


Fonte: Bolsa de Mulher- Camila Barcellos e Marcella Brum

LIVROS SOBRE AUTISMO:

A Criança Incompreendida
Autor : Larry B. Silver
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A Estimulação da Criança Especial em Casa
Autor : Silvana Rodrigues de Maraes Miranda
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A INTEGRAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Contribuições p uma reflexão
Autor : Maria Teresa Eglér Mantoan
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Vida de Autista
Autor : Nilton Salvador
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Uma Menina Estranha
Autor : Grandin Temple
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Tratamentos Biológicos do Autismo
Autor : William Shaw
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Terapia Cognitiva com Crianças e Adolescentes
Autor : Reinecke; Dattilio; Freeman
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Sem Gluten
Autor : Lorete
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Perturbações do Espectro do Autismo
Autor : Carla Elsa Marques

OLHANDO PARA O ESPELHO


"Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1 Tessalonicenses 5:18).
Uma família se sentou à mesa, em determinada manhã, para tomar o café. Como era costume, o pai fez a oração de agradecimento pelo alimento, pedindo a Deus que abençoasse o que estavam comendo. Logo a seguir, porém, como era seu mau costume, começou a murmurar sobre os tempos difíceis e as lutas pelas quais estavam passando.

Reclamou da péssima comida que eram forçados a comer, da forma como ela era preparada e muito mais. Sua filha pequena, interrompendo-o, falou: "Pai, você acha que Deus ouviu o que disse há alguns minutos atrás"? "Certamente", respondeu o pai com ar confiante de um bom instrutor.

"E Ele ouviu o que você disse sobre o café e o que comemos com ele"? "Claro" o pai respondeu, mas não com tanta confiança como antes. Então, sua pequena filha perguntou novamente: " Então, pai, em qual de suas duas palavras Deus acreditou"?
Será que temos o mesmo hábito ruim do homem de nossa ilustração? Ou confiamos em Deus ou não confiamos.
Não podemos agradecer por seus cuidados e por suas bênçãos e continuar reclamando de tudo e de todos. Ou a nossa fé está firmada no Senhor, crendo que todas as coisas cooperam para o nosso bem ou precisamos rever a nossa conversão e o que é, de fato, real em nossa vida espiritual.
Quando o Senhor Jesus está em nossos corações, toda a nossa vida é repleta de prazer.
Alegramo-nos tanto quando passamospor momentos de grandes vitórias e fartura como quando enfrentamos fracassos e escassez. A nossa felicidade não depende do muito ou do pouco, de bonança ou de batalhas, de glórias ou anonimato, mas simplesmente de ter Jesus como Senhor e Salvador de nossas almas. O Senhor é a nossa alegria. Glórias a Ele por tudo!

NOSSA MARAVILHOSA MISSÃO

Ser professor é...
.....professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou... Ser professor é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo sempre, a cada dia é única e original... Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e, diante da reação da turma, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender... Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado. Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo". Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...Ser professor é a mais linda missão que Deus poderia confiar a nós.Força professor(a),Deus é contigo!!

EDUCAÇÃO INFANTIL

EDUCAÇÃO INFANTIL
A Formação do Caráter cristão na Educação infantil.
Prof. Joany Bentes



Como educadores cristão, não podemos de forma alguma descurar da responsabilidade em preparar nossas crianças a viverem num mundo globalizado, cuja ênfase é a busca por mais conhecimento. Nossa missão, apesar de difícil, tem de ser integralmente cumprida, a fim de que nossos filhos destaquem-se como testemunhas de nosso Senhor Jesus.
Para chegarem à estatura de “varão perfeito” Ef 4:13, os pequenos dependem da orientação correta, embasada na Bíblia Sagrada, pois é na infância que se dá a formação do caráter.

Então surge a pergunta: O que é caráter?

Existem centenas de definições para caráter, mas após muitas pesquisas podemos concluir que caráter é a capacidade de ação e reação mediante fatos sejam estes bons ou maus. São traços da natureza humana que podem ser alterados e que se constituem a partir das relações familiares, ambientais, pedagógicas e sociais.
É imprescindível que pais e professores da EBD estejam cientes de seus papeis como educadores e influenciadores do caráter de seus filhos, para isso Salomão aconselha: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, quando envelhecer não se desviara dele” (Pv.22.6).

Qualidades que contribuem para formação do caráter:

Humildade - "Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz". Filipenses 2:7;8
Mansidão – “Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens”. Tito 3:2
Longanimidade – “O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações”. Números 14.18.
Pode-se citar também os frutos do espírito, que se observados contribuíram na formação do caráter da criança.
Foi assim com o menino Jesus, ele “...crescia em sabedoria estatura e graça diante de Deus e dos homens” (Lc. 2 . 52)
Desde o primeiro momento da vida o ser humano começa a aprender. Quando a criança é pequena (dois a três anos) ela aprende a escolher entre o que é bom e que não é. Nessa idade se desenvolve a parte moral do caráter. Também aprende auto-controle, auto-segurança e desenvolve a coragem.
Atenção dobrada as crianças de 0 a 6 anos, período em que incide a educação infantil, o desenvolvimento emocional, cognitivo e o crescimento sensório-motor da criança estão em ampliação e os infantes carecem de uma atenção maior na sua orientação educativa.
É importante que professor e aluno tenham um bom relacionamento e para isso o professor precisa ter uma postura que compreenda.

a) Saber ouvir os membros do grupo;

b) Facilitar a integração do grupo;

c) Não ser intransigente ou repressor;

d) Estabelecer limites para o grupo;

e) Não marginalizar ou rejeitar alguém do grupo;

f) Agir de acordo com suas palavras;

g) Não usar o grupo para seus interesses pessoais;

h) Evitar descarregar os seus problemas no grupo;

i) Ser sincero com o grupo.

A eficácia do aprendizado depende do professor que deve conservar em mente as qualidades indispensáveis a um bom professor, sem as quais nem métodos criativos, recursos pedagógicos ou didáticos terão qualquer efeito, são eles:

a) Ter Cristo como salvador: e senhor da sua vida;

b) Ter liderança;

c) Ter amor e interesse pelas crianças;

d) Ser organizado;

e) Cuidar de sua aparência pessoal;

f) Praticar o que ensina;

g) Pensar nos mínimos detalhes;

h) Não desanimar diante de opiniões de pessoas que fazem oposição ao seu trabalho.

Importante:
O professor da EBD tem que tomar uma postura ,frente as investidas do mundo através das mídias de comunicação,pois as nossas crianças são invadidas e violentadas diariamente com pornografia audiovisual, além de outros conteúdos que deturpam os valores morais que alicerçam a fé cristã.

A formação do caráter cristão vai além das limitações humanas, está ligada à ação do Espírito Santo na vida das crianças, fato que só será possível se a criança for estimulada a confiar em Deus.


A fé das crianças e a Escola Bíblica Dominical


O professor da EBD, que trabalha com os pequenos, precisa estar ciente do seu compromisso e deve ter como objetivo principal “a fé das crianças” LEFEVER, M. (2003).

As crianças precisam aprender a falar com Deus, amar ao próximo, amar a Deus, e obedecer a sua palavra. Tais ensinamentos devem ser transmitidos na EBD.

LEFEVER observa o desenvolvimento da fé das crianças por fases:


A FÉ DO BEBÊ

Conceito-chave: Confiança

Relacionamentos significantes: Mãe e Pai.

Para uma criança desta faixa etária, somos as mãos e o rosto de Jesus.

II – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS

Conceito-chave: Autonomia

Relacionamentos significantes: Pais e professores da Escola Dominical.

Tais crianças:

• Aprendem através de encenações de histórias bíblicas.

• São capazes de aprender que Deus criou todas as coisas.

• Compreendem que a Bíblia é um livro maravilhoso, cheio de histórias especiais; é o Livro de Deus.

• Aprendem sobre Jesus enquanto se movimentam. Aprendizes tátil-cinestésicos.

• Aprendem a orar.

III – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 3 E 4 ANOS


Conceito-chave: Amor e Iniciativa

Relacionamentos significantes: Professores da Escola Dominical, pastor, família

Tais crianças:

• Gostam de frequentar “a própria igreja” (Escola Dominical).

• Aprendem a orar.

• Gostam de recontar histórias sobre Jesus.

• Aprendem a fazer mímicas de histórias bíblicas e de atitudes de Jesus.

• Interessam-se por Deus.

• Confundem Jesus e Deus.

• Desenvolvem uma consciência sensível.

• Perguntam sobre Jesus mais para interagirem com os professores do que para ouvirem respostas.

• Desenvolvem conhecimentos bíblicos.

• Permanecem apredendo a respeito de Jesus enquanto se movimentam.

• Desenvolvem bons hábitos da vida cristã.

• Aceitam Jesus como Salvador pessoal.


IV – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 5 E 6 ANOS


Conceito-chave: Amor e Diligência

Relacionamentos significantes: Vizinhança, escola e igreja.

Tais crianças:

• Podem compreender o conceito de Deus como Criador.

• Costumam fazer perguntas.

• Temem a Deus porque Ele vê tudo que fazem.

• Desenvolvem o conceito de Deus e Jesus como pessoas reais.


• Identificam os personagens da Bíblia como reais.

• Consideram a oração importante.

• Orgulham-se da capacidade de ler em sua própria Bíblia.

• Começam a compreender a “Adoração”.

• Podem envolver-se em projetos simples, como “ajudar”.

• 40% passam da aprendizagem bíblica tátil-cinestésica para a leitura visual (palavras e imagens).


V – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 7 E 8 ANOS

Conceito-chave: Aprender a amar.
Tais crianças:

• Estão esclarecidas quantos aos conceitos de certo e errado.

• Desejam ser boas.

• Começam a perceber a influência da consciência e os erros dos outros.

• São capazes de sentir vergonha, podem admitir seus erros, mas frequentemente transferem a culpa de seus erros para “outros”.

• Têm seu interesse por Deus aumentado gradativamente.

• Estão amadurecendo os conceitos acerca da morte e da ressurreição de Jesus.

• São capazes de estudar a Bíblia sozinhos.

• Usam de modo coerente o conteúdo das Escrituras e o que ouvem na Igreja.

• Já possuem um desenvolvimento significativo na área do pensamente simbólico.

• Estão ampliando sua visão de mundo.


VI – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 9 A 11 ANOS

Conceito-chave: Justiça
Relacionamentos significantes: Grupos de mesmo nível, igreja e modelos de lideranças seculares.


Tais crianças:

• Correspondem ao ensino sobre o caráter de Deus.

• Aprendem mais facilmente a respeito da vida cristã por intermédio de projetos do que por exposição.

• Começam a constatar que devem seguir suas próprias convicções acerca de Jesus.

• Propõe perguntas mais difíceis do que as dos adultos.

• São capazes de compreender o plano da salvação.

• Compreendem o propósito da oração.

• Desenham heróis da Bíblia e da igreja local.

• Possuem uma necessidade de pertencer ao grupo.

• Personalizam sua sexualidade a partir de uma perspectiva cristã.

• Adquirem uma compreensão básica da ética bíblica.

• São capazes de julgar suas póprias ações à luz das atitudes de Jesus.

• Frequentemente fazem confusão entre o certo e o errado.



VII – A FÉ DOS ADOLESCENTES

Conceito-chave: Fidelidade
A maioria das pessoas que consolida sua fé até os 12 anos permanece fiel pelo resto de sua vida.

Conclusão

É inegável que a criança que tem uma fé alicerçada em Cristo terá seu caráter formado dentro dos padrões espirituais e nesse sentido a EBD é em todos os aspectos um centro de influência positiva.
O professor da EBD deve buscar em Deus e na sua palavra a sabedoria necessária para conduzir os pequenos ao principal objetivo da vida cristã, “o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” Efésios 4:12,13.


REFERÊNCIAS

BÍBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Versão corrigida.

LEFEVER,M.Métodos Criativos de ensino: como ser um professor eficaz.Rio de Janeiro:CPAD,2003