quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CONHEÇA SEUS ALUNOS




A Criança Estressada


"Série: Criando uma mente saudável”

Criança não nasce estressada, ou agitada, ou malcriada, ela aprende tudo isso, com seus tutores, sejam eles pais biológicos ou secundários, que são seus primeiros e mais importantes educadores, seus primeiros instrutores.

Imagine que, na fase mais importante de suas vidas, que são seus primeiros anos de condicionamento mental, quando tomam conhecimento das principais fraquezas ou virtudes dos outros, quando através da identificação, da imitação, irão ou não adotar para si tais comportamentos, na maioria das vezes, as deixamos aos cuidados de qualquer um.


E estes primeiros instrutores, que até podem ser seus pais, ou computadores, ou televisores, colocarão dentro da mente de cada uma dessas crianças, suas manias, fraquezas, suas preferências, conflitos, e talvez, virtudes. E tudo isso servirá de base, lastro para a construção de suas personalidades, seu modo peculiar de ver e viver o mundo.


Seus desejos, a raiz da maioria das frustrações humanas, também serão plantados nesse período. Ao se identificar com um personagem, que pode ser uma babá, um ídolo da moda, um educador, e tantos outros, a criança também se identifica com tudo que esteja relacionado com aquela pessoa. Isso inclui suas opiniões, seus gostos pessoais, suas crenças, seus ideais e assim por diante.



Se como adultos, já experientes, ainda julgamos os indivíduos pelas aparências, qual a reação que devemos esperar de crianças inocentes? A lógica é simples, elas se identificam com alguma coisa, porque nessa coisa, que podem ser objetos ou pessoas, buscam segurança psicológica, a sensação de que estão protegidas.


Uma criança nasce livre. Livre de crenças, de obrigações, sejam tarefas simples ou complexas. Não há vontade em suas pequenas mentes, estas, as suas vontades, nós lhes ensinaremos. Nos as ensinaremos a falar, a desejar, a preferir, a ficarem frustradas quando não conseguem obter aquilo que dizemos ser coisas importantes para elas. A importância das coisas, assim como suas reações diante de fracassos e sucessos, isso também lhes ensinamos.



O mundo não ensina a ninguém. O mundo não tem língua, nem é capaz de falar, muito menos de cuidar de uma criança. Isso é nosso papel, dos adultos, sejam pais, educadores ou qualquer outro. Como adultos, ensinamos a estas crianças como funciona nosso mundo, que logo será o mundo delas, que no futuro o será dos filhos destas, num ciclo infinito, aparentemente incapaz de ser contido, ou modificado.


Uma criança não nasce com raiva de alguma coisa, ou de alguém. Se como animal ela possui instintivamente, em si, a semente da violência, o modo como irá empregar essa violência em seus relacionamentos, este, fica por conta dos instrutores do mundo, ou seja, nós. Violência faz parte do instinto animal, serve como alicerce para a autopreservação. Faz parte do nosso medo primário, que é prudência diante dos perigos conhecidos.


Diante de um abismo, sabemos das conseqüências de uma queda, isso não é medo, é prudência, é inteligência. Ao cairmos desse mesmo abismo, segurar em suas bordas com todas as nossas forças, isso é colocar para fora todo nosso instinto animal de sobrevivência, e estaremos dispostos a tudo para lograrmos êxito. Aqui não se pensa, apenas se age, mesmo que nossos dedos sangrem, e mesmo a dor é ignorada. Isso é violência, é o despertar da força de sobrevivência interior, ou como diziam os antigos, o despertar do instinto primário.



A raiva é coisa dirigida, consciente, sabemos exatamente porque estamos com ela. É uma deformação do estado de violência primária, uma má aplicação causada pela falta de compreensão que temos desse estado natural. Ficamosinsatisfeitos com qualquer coisa, e naturalmente, logo desejamos nos livrar da causa ou causador. Assim nos foi ensinado, assim, de forma incondicional, também instruiremos aos nossos descendentes.



Ensinar as crianças que o perder faz parte do seu aprendizado diante da vida, que na verdade não se perde, só o podemos fazê-lo, se nós mesmos já compreendemos bem essa coisa. Como podemos ganhar alguma coisa se ainda não sabemos o que é perder? Imagine um mundo onde todos ganham; como saberão que são vencedores se não houvessem os perdedores, aqueles que precisam perder ao menos uma vez, para então aprenderem o que significa uma vitória?



Podemos ensinar isso às nossas crianças, o fato de que nada se perde, que o erro é imprescindível ao aprendizado. Como podemos ensinar o que é acerto se não tivermos um erro como referência? Decerto não podemos. Isso precisa ser compreendido, e explicado de uma forma clara, de modo que possam entender. Assim não mais temerão os erros, e cuidarão, naturalmente para que nunca se repitam. Usarão os mesmos como guias para seus acertos, sem frustrações, sem ressentimentos, sem raiva, sem ansiedades desnecessárias.


Autor: Jon Talber - psicopedagogo, pesquisador e escritor de temas de auto-ajuda.

O Estresse Também Pode Atingir as Crianças

Tão comum em adultos, o estresse também pode atingir as crianças. O estresse é uma arma do corpo que surge em qualquer tipo de ambiente ou situação hostil e, portanto, não tem idade para se manifestar. A melhor maneira é preveni-lo desde cedo, para que o problema não fique ainda mais grave.



Se o estresse no adulto tem a fonte nas relações de trabalho, no excesso de tarefas ou nas dificuldades familiares, na criança a origem da doença não é tão diferente, e concentra-se muitas vezes no ambiente escolar e familiar.


A competitividade e a exigência do colégio, uma briga com os colegas, a mudança de casa, escola, cidade, as brigas dos pais, a chegada de um novo irmão são apenas alguns dos possíveis motivos apontados para o estresse infantil.



Para que o estresse não atinja o rendimento da criança em suas atividades, e para que ela não fique irritada ou chorando constantemente, é fundamental que os pais identifiquem o problema e transmitam, em primeiro lugar, seu apoio afetivo. O próximo passo é procurar tratamento especializado, para que o estresse não se desenvolva em depressão.

extraído de:
www.sitededicas.uol.com.br
www.abril.com.br/noticias/comportamento
http://vilamulher.terra.com.br
www.revistapontocom.org.br

AMBIENTE ESCOLAR

Encontrei dicas muito válidas e interessantes nesse site. Aliás, muitos temas curiosos para quem quiser aprender mais.O ambiente escolar ajuda muito no processo de aprendizagem da criança. Com certeza podemos adaptar algumas coisas e fazer da nossa "classinha" um lugar aconchegante e agradável para as crianças.

Aproveitem!

Autora: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel

A sala de aula de Educação Infantil deve ser ampla e pode ser montada em um único ambiente ou em dois os três ambientes, por exemplo.

Deve ser reservado um espaço para a “rodinha”, onde são realizadas atividades do cotidiano como: chamada; calendário; contação de histórias; canto de músicas e outras.
A sala poderá conter os “cantinhos”: o cantinho da leitura, de matemática, das ciências, de historia e geografia, de artes, da psicomotricidade, da dramatização, por exemplo.

O cantinho da Leitura, incluindo livros de história de papel, de tecido, de plástico, e outros materiais; revistas em quadrinhos, por exemplo, e livros confeccionados pelos próprios alunos.

O cantinho de Matemática, incluindo jogos relativos à disciplina, como, por exemplo: Dominós; baralho; jogo da memória; ábacos; cuisinaire; material dourado; numerais em lixa e outros que poderão ser adquiridos ou confeccionados pelo próprio professor e pelos alunos. Poderá ser montado um minimercado com estantes incluindo embalagens vazias de produtos e uma “caixa registradora”.

O cantinho das Ciências, que poderá incluir livros referentes à disciplina; experiências realizadas pelos alunos como o plantio do feijão; um terrário; um aquário; por exemplo.

O cantinho de História e Geografia, que poderá incluir materiais como um quebra-cabeças do mapa do município onde os alunos residem e outro do Brasil; confeccionados pelo professor e pelos alunos, no caso do 3º Período, e uma maquete dos Planetas da Galáxia, incluindo o Planeta em que vivemos A Terra, utilizando bolas de isopor de tamanhos diversos para representarem os planetas.

O cantinho de Artes, incluindo, materiais necessários para os alunos realizarem atividades de artes, como, por exemplo: tinta guache, pintura a dedo, anilina dissolvida no álcool, massa de modelar, revistas para recorte, tesouras, cola, folhas brancas para desenho, lápis de cor, giz de cera, hidrocor e outros.

O cantinho da Psicomotricidade, que poderá conter materiais como tênis (de madeira) com cadarço para o aluno aprender a amarrar, telaios (material montessoriano) com botões, colchete, velcron ( para as crianças aprenderem a utilizá-los), tabuleiro de areia, materiais e jogos de encaixe, de “enfiagem”, como, por exemplo, ( para enfiar os macarrões ou contas no barbante para trabalhar a motricidade refinada das crianças).

O cantinho da Dramatização, que poderá incluir um espelho afixado de acordo com o tamanho das crianças, trajes dentro de um baú como, por exemplo, fantasias, acessórios como chapéus de mágico, de palhaço, enfim de diversos tipos, cachecóis, echarpes, bijouterias, estojo de maquiagem e outros. Poderá ser construído um pequeno tablado de madeira, onde as crianças poderão apresentar as dramatizações.

O mobiliário deverá ser adequado ao tamanho das crianças: mesas, cadeiras, estantes, gaveteiro (para guardar o material pessoal dos alunos: escova de dentes, creme dental, pente ou escova, avental e outros), cavalete de pintura e outros.

Os murais da sala podem ser confeccionados com materiais como cortiça, no estilo flanelógrafo, utilizando tecido próprio, onde deverão ser expostos os trabalhos dos alunos: pesquisas, exercícios, atividades de artes e outros.

Quadro de giz afixado de acordo com tamanho dos alunos.

Todo material que for afixado na parede, como por exemplo: murais, quadros de chamada de giz, linhas do tempo, janelinhas do tempo, cartazes, e outros deverão ser colocados de acordo com o tamanho dos alunos para que estes possam visualizar.

As paredes da sala devem ser de cores claras, pois além de clarear o ambiente, “passam” tranqüilidade às crianças.

É fundamental que haja um cantinho reservado para colocar colchõezinhos, caso alguma criança adormeça, pois nessa fase algumas ainda dormem durante o dia. É necessário também o travesseirinho e uma manta ou edredon para os dias mais frios.

Concluindo, a sala de aula de Educação Infantil deve ser clara, arejada e deve conter “estímulos” apropriados ao desenvolvimento integral da criança.


Autora: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel
é professora e orientadora pedagógica do CIEP 277 João Nicoláo Filho “Janjão” e da Escola Municipal Professor Ewandro do Valle Moreira, localizadas no município de Cantagalo,RJ.

o fumo e a criança

Ótimo artigo do site Guia Infantil sobre os riscos que as crianças correm ao conviver com adultos fumantes. É muito importante que haja conscientização por parte de todos para que a saúde de nossas crianças não seja afetada por esse vício que só traz tristezas para a vida das pessoas.

Esse é mais um motivo para orientar pais não convertidos a deixarem de lado as coisas que os prejudicam. Não coloco aqui pois são fortes demais, mas qualquer um pode procurar na internet por imagens de pulmões sadios e pulmões vítimas do tabaco. Não é nada agradável de se ver.

Escrito por Pablo Zevallos

Dez por cento das crianças são fumadoras passivas. Há pouco tempo foi comemorado o Dia Mundial contra o Tabaco, e como em todos os anos, foi chamada a atenção para todas as medidas e disposições para convencer as pessoas que deixem de fumar. Quem fuma não faz mal somente a si mesmo, mas também a todos os que estão expostos ao fumo do seu cigarro. Muitas crianças continuam sendo as principais vítimas dos erros dos seus pais.

Queremos deixar bem claro que a escolha é dos pais, mas cabe a nós, como jornalistas, apresentar uma verdade que é comprovada por médicos e pesquisadores em todo o mundo. O fumo mata. Continua sendo o maior causador de câncer de pulmão e a principal causa evitável de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando entramos na casa de um fumante, com certeza sentimos o cheiro do cigarro em todos os lugares, nas cortinas, nos tapetes, nas paredes, etc. Imagine o que ocorre dentro do seu pulmão. Não nos cabe julgar, mas informar. Mas quando se trata de crianças, o respeito à sua saúde é o mais importante.


Para celebrar o Dia mundial Contra o Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, foi lançada a campanha "Juventude Livre do Tabaco". A escolha do tema aponta a preocupação da OMS na prevenção do tabagismo entre crianças e adolescentes. Cerca de 100 mil pessoas começam a fumar todos os dias ainda na juventude. A OMS estima que um terço da população mundial adulta (1 bilhão e 200 milhões de pessoas) seja fumante. Dados da organização apontam que anualmente 4,9 milhões de pessoas morrem no mundo por causa do tabagismo, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. No Brasil, são 200 mortos pelo tabagismo a cada ano.

Segundo a Sociedade Espanhola de Pneumologia Pediátrica (SENP), uma em cada 10 crianças está exposta diariamente ao fumo do tabaco dos seus pais e no seu próprio domicílio. Os pesquisadores dizem que é importante parar com o consumo do tabaco porque representa ums dos fatores de risco mais determinantes de doenças respiratórias infantis, juntamente com os fatores meio ambientais e a contaminação do ar. As crianças expostas ao fumaça do cigarro durante os dois primeiros anos de sua vida são mais propensos a desenvolver doenças respiratórias como a asma, além da bronquite e tosse. A fumaça do cigarro também pode causar morte súbita infantil.

Os especialistas mostram a importância do aumento de mulheres grávidas fumadoras ativas e passivas, pelo seu impacto no desenvolvimento pulmonar do feto e no aumento de doenças respiratórias durante os dois primeiros anos de vida do bebê. Eles são unânimes em dizer que melhor ainda é a prevenção.

Por que deixar de fumar?


• Os filhos de fumantes adoecem duas vezes mais do que os filhos de não-fumantes e têm chances de começar a fumar, seguindo o exemplo dos pais.

• A fumante grávida tem bebês com baixo peso, menor tamanho e maior chance de apresentar defeitos congênitos.

• A fumaça do cigarro é o poluidor do ar mais constante e prejudicial à saúde que se conhece, pois as pessoas passam 80% de seu tempo em ambientes fechados.

• Qualquer pessoa que permaneça nesses ambientes poluídos pode ter irritação nos olhos, garganta e nariz, dor de cabeça e tosse, além de maior chance de ter câncer.

• O tabagismo passivo em crianças causa irritação nos olhos e das vias aéreas superiores, prejudica a função pulmonar, aumenta tanto a freqüência como a severidade das crises de asma, resfriados, faringites, sinusites, rinites e otites.

• A exposição passiva à fumaça do tabaco é um risco real e imediato que precisa ser mais bem divulgada. Manter-se vigilante quanto à poluição ambiental causada pelo cigarro e/ou aconselhar um amigo ou parente tabagista a parar de fumar não significa apenas demonstrar preocupação com a saúde do outro, mas com a própria, e o mais importante de tudo, com a de nossos filhos.

agressividade infnatil 02

Agressividade Infantil
Em Pais e Filhos
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Como lidar com crianças agressivas? O que se deve fazer? Qual o papel dos pais diante desse problema que atinge várias classes e lares? Para entender melhor, precisamos ouvir a opinião de especialistas no assunto.

Por mais tolerância que os pais tenham, há dias em que o comportamento do filho parece insuportável, e eles sentem que podem perder o controle da situação. Essa é uma das razões para se dizer que a agressividade infantil ainda é um tema delicado de ser tratado, porque revela o comportamento e a própria personalidade da criança.

De acordo com a psicóloga Patrícia Spada, pode ser difícil para alguns pais que não têm familiaridade ou intimidade com sua própria agressividade. Quando não há causa física (doença, hospitalização, cirurgia) que a justifique, a agressividade da criança aparece como uma reação aos problemas da família.

Antes de tudo, é importante se questionar também a respeito das dificuldades pelas quais a família está passando, como por exemplo problemas financeiros, separação, mudança de casa ou escola, perda de um ente querido, etc.
Isso acaba envolvendo diretamente os pais, pois eles tendem a encarar seus conflitos e os dos filhos como fracasso ou incompetência. "Todos os seres humanos têm um impulso agressivo. A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade das pessoas, e ela começa no berço, quando ainda se é um bebê. Portanto, é algo natural", explica a psicóloga.

Cada ser humano é singular em seu desenvolvimento e as reações e comportamentos são herdadas geneticamente desde o feto. A psicóloga Patrícia aborda um pouco mais do que pode se considerar as causas desse comportamento:

Como identificar?

A especialista diz que as crianças se machucam muito ou que sofrem "acidentes" com freqüência estão revelando um tipo de comportamento de risco. Este comportamento mostra que algo não está indo bem, seja por desconsiderar situações de perigo ou por envolver-se nelas "sem querer".

A violência doméstica é um dos fatores mais determinantes para o desencadeamento de transtornos mentais na criança, uso de drogas, roubo, furto e transtornos alimentares como, por exemplo, a obesidade.

"Os pais devem ficar muito atentos, pois comportamentos agressivos são voltados para a própria criança. Quando é algo mais explícito e que envolve o meio social, é necessário que eles entendam o que está acontecendo com seu filho e o que o faz reagir ou agir de tal forma", ensina a psicóloga.

Outra maneira é pôr limites bem claros, ensinando a criança a colocar-se no lugar de quem foi machucado por ela e, com isso, desenvolver um sentimento de empatia que a faça administrar melhor os seus impulsos agressivos.

Um recado para os pais

Do blog da Professora Rê: "O comportamento agressivo é normal e deve ser vivido pela criança. Na infância, são normais os ataques de agressividade. O que acontece é que algumas crianças persistem em sua conduta agressiva e em sua incapacidade para controlar seu gênio forte, podendo sentir-se frustrados diante do sofrimento e da rejeição dos demais. Segundo as teorias do impulso, a frustração facilita a agressão. O comportamento agressivo da criança é normal e deve ser vivida por ela.

O problema é saber controlá-lo. Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ele e controlar seus impulsos agressivos, já que não pode com tudo isso. Por isso, a criança necessita de um “não faça isso” ou “pare com isso”. As crianças, às vezes pedem um enfrentamento. É como se pedissem emprestado um controle ao seu pai ou mãe. Do mesmo modo que os pais ensinam a caminhar, a falar, a comer, etc., aos seus filhos, devem ensinar a controlar sua agressividade."

Controlar a agressividade da criança

Deve-se ter cuidado somente para que a criança não se converta em um terrorista ou submisso (no sentido de não ter atitudes, nem saber se defender), nem permitir tudo nem devolver sua agressividade com outra agressividade. A teoria da aprendizagem social afirma que as condutas agressivas porem aprender-se por imitação ou observação da conduta de modelos agressivos. É muito importante, por exemplo, que a criança tenha e encontre um bom modelo em seus pais.

As crianças se relacionam com os demais da mesma forma que fazem com seus pais. Se eles mantêm uma relação tranquila com os demais, é assim que a criança se portará diante dos seus amiguinhos. Se a relação é mais conturbada, provavelmente a criança seguirá esse modelo de comportamento.

A professora Rê diz: "Educar as crianças é uma tarefa difícil, requer trabalho. Mas vale a pena tentar acertar, ter equilíbrio e consenso entre os pais para que a educação da criança não ocorra erros de dupla comunicação. A linguagem deve ser uma só entre os pais, para que um não tire a autoridade do outro na frente do filho. Se um dos pais permite tudo e o outro nada, isso confundirá a criança e provavelmente se rebelará."

É muito importante detectar e combater o comportamento agressivo ainda na primeira infância, pois quando criança não encontra obstáculos ou alguém que a alerte mostrando que não é um comportamento adequado, ela percebe que consegue liderar e tirar proveito destas situações e no futuro certamente tornar-se-á um agente do bullying e muito provavelmente um adulto violento.

Consultoria: Dra. Patrícia Spada, psicóloga (Unifesp).

Autores:

Caderno R
Guia do Bebê
Professora Rê

OS DEZ LEPROSOS


Atividades com a história dos dez leprosos. Extraído da revista de missões Nacionais Batista, campanha 2007.

Tema: celebrando a gratidão
Objetivo: A importância de agradecer a restauração física.

Só um agradeceu

Objetivos:
Compreender a importância de agradecer e também de entender quando as pessoas não reconhecem algo de bom que fazemos para elas.
Relacionar a atitude do homem agradecido com a atitude que devemos manter no dia-a-dia de gratidão diante de Deus pelo alimento, a provisão, saúde e também de gratidão por todos aqueles que participam de nossa vida: pais, professores, pastores, amigos.
Agir exercitando a capacidade de dizer “obrigado”. Escrever uma carta a um professor da igreja ou da escola agradecendo por seu trabalho e dedicação.

Versículo:
“Dêem graças ao Senhor, porque Ele é bom! O amor e a bondade de Deus não acabam nunca.” (1 Crônicas 16.34)

Visual para o versículo:
Faça um grande rolo de papel sulfite (A4, ofício) e nele escreva o versículo. Use como se fosse uma faixa. Ao ensinar o versículo, desenrole um pedacinho de cada vez.
Faça uma bonita ilustração no início ou cole uma figura recortada de revista, que mostre uma pessoa em atitude de agradecimento.
Discuta a imagem com as crianças. Pergunte: “por que devemos ser gratos a Deus?”, “pelo que você diria ‘obrigado, Senhor’?”. Deixe que respondam voluntariamente. Após, ensine o versículo.

Para pensar:
Somos ensinados a pedir, solicitar, lutar por nossos direitos, mas pouco incentivados a agradecer. Assim, muitas crianças não perceberam ainda a importância de agradecer a Deus as pequenas coisas. É nosso dever ensiná-los a cultivar um espírito manso de gratidão e reverência ao Senhor.

Visual para a história:
Faça rolinhos de papel ou aproveite rolos de papel higiênico ou papel alumínio, decore-os com papel crepom ou retalhos de tecido. Faça os dez homens e Jesus. Se a turma for grande, você pode utilizar garrafas pet para o corpo e bolinhas de isopor encapadas com meias femininas
de nylon para a cabeça. O visual é interessante para reforçar a idéia da quantidade em “só
um voltou e agradeceu”.

História

Certa vez Jesus andava pelo caminho, quando uns homens se aproximaram dele. Aqueles homens estavam doentes. Eles eram vítimas de hanseníase, uma terrível doença de pele, na época, chamada lepra. Naquele tempo não havia tratamento para esse tipo de doença e as pessoas que ficavam enfermas eram retiradas da cidade, e tinham que ficar longe de
suas famílias, de sua casa. Quando alguém se aproximasse, elas deveriam gritar bem alto: “imundo, imundo...”, que quer dizer “sujo, impuro”, para que as pessoas se afastassem. Já pensou que vida triste? Não poder abraçar seus pais e amigos, dormir em sua cama confortável e ter de viver isolado de todo mundo... pois é... aqueles homens viviam assim. Mas
eles ouviram falar de Jesus e esperavam ansiosamente o dia em que pudessem encontrá-lo. Quando ouviram dizer que Jesus se aproximava, não ligaram para as regras nem para os homens, e correram até Jesus. Eles sabiam que Jesus é o Filho de Deus e tem poder de curar os doentes e sarar suas feridas, eles sabiam que Jesus é amoroso e bom. Ao se aproximarem
de Jesus se ajoelharam e falaram bem alto: “Senhor, curanos”. Jesus ficou muito comovido
ao ver aqueles homens, pois o Senhor conhece nosso coração e nossos sentimentos. Ele sabia o quanto eles eram infelizes. Então Jesus ordenou que fossem curados e
a doença imediatamente desapareceu. Aquela pele machucada e cheia de cicatrizes foi transformada em uma pele lisinha e limpa igual à pele de uma criança. Os homens ficaram tão felizes que começaram a se abraçar e pular de felicidade. O que você faria se acontecesse um milagre assim em sua vida? Você iria correndo encontrar a sua família? Você iria correndo agradecer a Jesus? Pois é, nove homens pensaram da primeira forma, nem se lembraram de agradecer ao Mestre. Só um voltou correndo, ajoelhou-se diante de Jesus e agradeceu tão grande amor.

Trabalho manual: Terceira página do livrinho. Pintura e colagem da figura 03.
(Ver abaixo)

Ato concreto: escrever juntos uma cartinha de agradecimento e entregá-la ao zelador da igreja ou ao irmão que auxilie na limpeza do templo.

Curiosidade: Missões Nacionais desenvolve um ministério com os hansenianos no estado do Pará. Onde atuam nosso casal de missionários Pr. Luis Gonzaga e Auridéia.

ZAQUEU UM HOMEM BAIXINHO

Um homem baixinho e uma grande árvore
Lucas 19.1-10

Objetivos:
Compreender que Deus se importa com todos nós, individualmente, sem distinção de idade, cor ou classe
social. Deus nos trata de forma pessoal. Ele sabe o nosso nome. Relacionar a situação de Zaqueu
à das pessoas que muitas vezes têm uma imagem negativa de si mesmas, o que pode dificultar de se achegarem
a Cristo. Agir tentando demonstrar por meio de nosso viver como é andar ao lado de Jesus. Buscar transformar aquilo
que nos impede de ser um bom exemplo para as outras pessoas.

Versículo: “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único para
que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.” João 3.16

Visual para o versículo: Fazer uma guirlanda de corações contendo o versículo.

Observação: Apresentar às crianças um coração recortado em papel cartão ou EVA. Discutir com
as crianças o que ele representa. É importante discutir de forma simples o que é amor, uma vez que em nossos dias a palavra está muito
banalizada. Você ama seu pai, sua mãe, seu carro, sua roupa nova, ama até cachorro-quente, há quem faça amor. Mas o que é amor
de verdade? Como é o amor de Deus?

Sugestão: Ginástica do amor de Deus.
Ensine para as crianças a ginástica do amor de Deus. Todos em pé devem repetir a fala e os gestos do
orientador.
“O amor de Deus é tão grande”
– Eleve os braços e desça-os abrindo em forma de círculo.
Pra direita – Erga e abaixe o braço direito.
Pra esquerda – Erga e abaixe o braço esquerdo.
Pra frente – Erga os braços para frente e curve o tronco na
mesma direção.
Pra trás – Estenda os braços para trás e curve o tronco na mesma direção.
Pra todo lado – Repita o movimento inicial.

Lembre-se de que a criança reproduzirá seus gestos. Portanto, se eles forem acanhados e tímidos,
elas farão ainda com menos vibração e intensidade. Fale as palavras enfaticamente e os gestos com muita
vontade. Elas gostarão muito dessa brincadeira.

Visual para a História: Faça uma árvore utilizando galhos secos, isopor, balões, enfim, seja
criativo, aproveite materiais que você possa encontrar com facilidade e que resultem num visual bem alegre e colorido. Faça um
bonequinho de meia para representar Zaqueu e outro para representar Jesus. A multidão poderá ter seu perfil recortado em papel-
cartão. Desenhe a frente de uma casa em papel-cartão e coloque uma plaquinha “Casa de Zaqueu”.
Outros materiais podem ser utilizados, como casinhas de boneca, bonecos de diferentes tamanhos, vaso com folhagens e outros.

Montagem dos bonequinhos de meia:
1) Pegue um pé de meia;
2) Coloque um chumaço de algodão na ponta;
3) Com uma fita comprida, dê um laço para separar a cabeça do corpo;
4) Deixe as extremidades do laço num comprimento adequado para formar os braços;
5) Na ponta da fita cole um pequeno círculo de papel, fazendo as mãos;
6) Decore o rosto e está pronto seu boneco.

História
Havia um homem muito importante. Seu nome era Zaqueu. Ele era um cobrador de impostos e as pessoas não gostavam muito
dele não. Diziam que Zaqueu roubava, cobrava mais do que elas deviam e guardava o dinheiro pra si. Mas esse homem muito importante
tinha um probleminha, quer dizer, ele considerava um problemão. Ele era muito, mais muito, mais muito baixinho e isto não
permitia que ele fosse feliz. Então ele usava de todo o seu poder para que as pessoas o respeitassem. Zaqueu vivia assim,
até que um dia ouviu dizer que Jesus estava chegando em sua cidade. “Jesus! Dizem que Ele é o Filho de Deus. Dizem que Ele
faz milagres, ensina o povo... Eu quero conhecê-lo” – pensou Zaqueu. Não demorou muito para que uma grande multidão se formasse.
As pessoas se aglomeravam e falavam uma para as outras: “Jesus, Jesus está chegando...”. Ah, Zaqueu tentou aproximar- se, ia abrindo caminho por
entre as pessoas, mas ninguém cedia, todos estavam curiosos e quando percebiam tratar-se de Zaqueu aí é que dificultavam mesmo. Zaqueu bem que tentou,
mas a multidão começou a apertá-lo contra uma árvore... Ah, que pena... ser tão pequenino assim no meio de tanta gente... impossível ver Jesus. Mas Zaqueu era
insistente, e a árvore lhe deu uma idéia. Como se fosse um menino de novo, Zaqueu rapidamente escalou o tronco da árvore, subiu em seus galhos o mais alto
que pôde... agora sim, lá estava Jesus. Zaqueu podia vê-lo e ouvilo. Nosso homenzinho só não esperava por uma coisa: ao chegar embaixo da árvore, Jesus parou,
olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje eu quero ir à sua casa”. Que susto! Zaqueu quase caiu da árvore. “Jesus sabe o meu nome e
que ir à minha casa!”. Não teve dúvidas, desceu da árvore ainda mais depressa do que subiu e todo orgulhoso foi indicando o caminho de sua casa para Jesus.
As pessoas não gostaram nada daquilo: “Como pode Jesus ir à casa deste trapaceiro. Zaqueu não merece que Jesus goste
dele”. Ao chegar à casa de Zaqueu, Jesus começou a conversar com ele, falou sobre o grande amor de Deus, sobre como o Senhor amava cada pessoa, sem
olhar o seu tamanho, cor, raça ou situação financeira. Falou também da importância de amarmos aos outros, de demonstrarmos o amor de Deus em nossos atos.
Enquanto Jesus falava, Zaqueu foi entendendo o quanto estava errado em trapacear e roubar as pessoas. Então Zaqueu tomou uma decisão: “Senhor Jesus, prometo
devolver tudo o que roubei das pessoas quatro vezes mais e também darei metade de tudo que tenho aos pobres”. Jesus alegrouse muito, pois Ele sabia que Zaqueu
nunca mais seria o mesmo.

Para pensar: as pessoas são levadas a crer que o mais importante é parecer, do que ser. É acumular bens. Assim, a auto-imagem das crianças também fica
comprometida, principalmente daquelas que vivem em grandes centros e sofrem mais pressão da mídia. Não só no que diz respeito a possuir bens, mas também ao
enquadrar-se nos impossíveis padrões de beleza impostos até aos pequeninos. Ensine para os seus alunos que Cristo não olha as aparências, mas o coração, e que
devemos acumular tesouros eternos de amor, bondade, verdade e paz.

Trabalho manual: Colar folhinhas de árvore ou folhinhas de papel nos galhos da árvore e desenhar Zaqueu. Figura 4. Página 25

Ato concreto: desafiar as crianças a convidar um amiguinho que elas achem solitário a conhecer a igreja

UMA BELA HISTÓRIA

1. CRIAÇ ÃO
Antes da criação não havia nada. Deus criou tudo.Ele criou anjos mas alguns dos anjos se rebelaram contra Deus e se tornaram demônios. Deus colocou os demônios na terra. Satanás e o rei dos demônios. Deus criou tudo o que podemos ver: animais, árvores, montanhas, rios, céus, estrelas e sol. A criação era perfeita. Por último Deus criou o homem e a mulher. Ele criou o homem do pó da terra e a mulher da costela do homem. A mulher foi criada para ser uma ajudante e companheira para o homem. Deus soprou o fôlego de vida neles. Adão e Eva estavam nus mas não se envergonharam disto. Deus os colocou num jardim.
Deus viu tudo o que tinha feito e eis que era muito bom. E Deus descansou de toda a obra da criação que fizera. Deus disse a Adão e Eva: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre todos os animais da criação. Ordenou o Senhor Deus ao homem: De toda a árvore do jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa naõ comerás.

2. A QUEDA
O HOM EM PECOU - AFASTOU-SE DE DEUS
Adão e Eva tinham uma vida boa no jardim do Eden. Eles não trabalhavam, não tinham fome, sede, dor e não precisavam de roupas. Deus pediu para eles dominarem a criação e dar nome aos animais. Deus disse para eles não comer do fruto de uma árvore somente. Mas Eva chegou perto da árvore proibida e a serpente a tentou. Ele mentiu para Eva.
Eva comeu da fruta proibida e levou para Adão e o tentou e ele comeu. Os seus olhos foram abertos e perceberam que estavam nus e se envergonharam. Se cobriram com folhas. Deus chamou: Adão, onde está você? Quem te disse que estavas nu?
E Adão confessou tudo e Deus o lançou fora do jardim do Eden. Deus tambem os castigou.
Mas Deus teve misericórdia deles e fez túnicas de peles para Adão e Eva e os vestiu. Ele cobriu o resultado do pecado através da morte de um animal. Deus colocou uma espada de fogo na entrada do jardim para guardar o caminho da árvore da vida. Deus ordenou que Adão e Eva multiplicasse e enchesse a terra. Adão e Eva tiveram filhos e todos eram pecadores.

3. CAIM E ABEL
O primeiro filho de Adão e Eva chamou-se Cain. = Ele foi lavrador da terra. O segundo filho, Abel, foi um pastor de ovelhas. Eles praticavam sua religião oferecendo sacrifícios para Deus. Cain ofereceu um sacrifício dos frutos da terra mas Abel ofereceu o primogênito de suas ovelhas.
Deus aceitou o sacrifício de Abel mas não o sacrifício de Cain porque Abel fez um sacrifício de fé que envolveu o sangue de um animal. Cain se encheu de raiva e matou Abel.
Deus perguntou a Cain: Onde está o seu irmão? E Cain respondeu: Não sei, sou eu o guarda do meu irmaõ? E Deus disse: A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra.
Deus castigou Cain pelo seu pecado e ele se tornou um fugitivo e vagabundo. Deus teve misericórdia de Cain e colocou uma marca sobre Cain para que ninguem o matasse.

4. NOÉ
DEUS CASTIGA O PECADO, CUMPRE AS SUAS PROMESSAS E PROVIDENCIA UM SALVADOR
Os filhos de Adão e Eva continuaram a cometer pecados cada vez piores. Eles não amavam nem obedeciam a Deus. Deus se entristeceu e se arrependeu de criar o homem. Mas havia um homem justo chamado Noé. Deus falou para Noé construir um barco pois Ele ia destruir toda a humanidade com um dilúvio. Noé construiu um barco muito grande seguindo as instruções de Deus. Ele pregou e avisou o povo mas eles riram de Noé e do seu Deus.
As nuvens formaram e animais de toda espécie vieram para o barco de dois em dois. Noé entrou no barco com sua família e todos os animais e Deus fechou a porta. Choveu durante quarenta dias e noites. Todos pereceram que não estavam dentro do barco. Eles permaneceram no barco durante doze meses até que as aguas completamente baixaram. Deus abriu a porta e Noé, sua família e os animais sairam para fora.
Noé ofereceu a Deus um sacríficio agradecendo por ter sido livrado do dilúvio. E Deus colocou um arco-íris no céu como promessa que Ele nunca mais destruiria a Terra com água.

5. SODOMA E GOMORRA
DEUS ODEIA O PECADO E CASTIGA
Haviam duas cidades - Sodoma e Gomorra que eram muito pecaminosas. Em Sodoma morava um homem justo, Ló, com sua esposa e duas filhas. Eles eram pecadores mas não participavam dos pecados cometidos naquela cidade. Deus resolveu destruir Sodoma e Gomorra. Deus teve misericórdia de Ló e mandou anjos para avisá-lo que deveria sair da cidade pois ela seria destruida na manhã seguinte. Os moradores da cidade vieram até a casa de Ló para atacar os anjos. Os anjos cegaram os olhos dos moradores e naquela noite Ló e sua família fugiram da cidade. Os anjos avisaram Ló que deveriam correr e não olhar para trás. Mas a mulher de Ló olhou para trás e foi transformada num pilar de sal. Ló e suas filhas foram salvos pela misericórdia de Deus. Deus destruiu as duas cidades com todos os seus habitantes.
6. ABRAÃO E ISAQUE

DEUS TEM UM PLANO
Havia um homem justo chamado Abrão. Deus o chamou pois era um homem de fé e confiava em Deus. Abrão tinha uma esposa chamada Sarai mas não tinham filhos. Abrão era tio de Ló.
Deus chamou Abrão para sair de sua terra e ir para uma terra onde ele não conhecia nada. Abrão pegou tudo o que tinha e foi para a terra onde Deus mostrou. Por causa da sua fé Deus prometeu várias coisas para Abraõ. Deus disse que teria uma terra e muitos filhos. Disse também que todos os povos do mundo seriam abençoados através dos seus descendentes. Abrão creu em Deus mas já era velho e não tinha filhos ainda. Sarai estava muito avançada em idade para ter filhos.
Na mesma época que Deus destruiu Sodoma e Gomorra, Ele enviou dois anjos para Abrão dizendo que em um ano Abrão teria um filho. Sarai riu pois era muito velha. Um ano depois tiveram um filho e o chamaram de Isaque, que significa "riso". Eles amaram Isaque muito.
Um dia Deus falou para Abrão levar Isaque para um monte e sacrificá-lo para Deus. Abrão tinha fé em Deus e partiu para obedecê-lo. Isaque perguntou: Onde está o animal para o sacrifício? E Abrão respondeu: Deus proverá. Eles chegaram no altar e Abrão colocou a lenha e amarrou Isaque e preparou para matá-lo quando um anjo apareceu e disse: Não machuque o menino. Deus providenciou um carneiro para ser sacrificado. Deus disse: Agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. Então deveras te abençoarei grandemente.
Depois daquele dia Deus mudou os nomes de Abrão e Sarai para Abraão e Sara. Isaque cresceu e teve filhos e netos.

7. EGITO
DEUS CUMPRE SUAS PROMESSAS E ABENÇOA AQUELES QUE TEM FÉ NELE.
Os descendentes de Abraão fugiram para o Egito por causa da grande fome. O rei do Egito deu um pedaço de terra para eles onde viveram durante quatrocentos anos. Deus os abençoou com riquezas e grande número. Mas surgiu um rei que não conhecia Abraão e ficou preocupado que os seus descendentes poderiam tomar o poder. Então fez deles escravos e tinham que fazer tijolos de barro. Mesmo assim Deus os abençoou e a descendência de Abraão continuava a crescer em número. Então o rei mandou matar os meninos e teve muito chôro e lamento em Israel. Deus ouviu o chôro dos descendentes de Abraão e planejou enviar alguém para os livrar da escravidão pois Ele os amava muito.

8. A SARÇA ARDENTE
DEUS CHAMA ALGUÉM PARA LIVRAR O SEU POVO
Uma das famílias escondeu seu filho Moisés. Quando não dava mais para esconder o neném, eles o colocaram numa cesta no rio Nilo. A filha do rei o achou enquanto tomava banho e o levou para o palácio onde ele foi criado Quando ele era jovem, ele matou um homem que estava maltratando um descendente de Abraão e fugiu para o deserto. Enquanto estava foragido, Deus estava preparando-o para livrar o povo de Deus.
Um dia Moisés estava cuidando das ovelhas quando viu uma sarça ardendo no fogo mas ela não se consumia. E ouviu uma voz que disse: Moisés! Tire suas sandálias pois o lugar em que tu estás é terra santa. Deus chamou Moisés para livrar o povo do Egito mas Moisés estava com medo. Deus mostrou dois sinais para Moisés. Ele transformou o seu cajado em serpente e fez com que sua mão se tornasse leprosa, branca como a neve. Moisés creu em Deus e voltou para o Egito para pedir para o rei deixar o povo sair do Egito. O rei do Egito negou o seu pedido então Deus enviou dez pragas. A última praga matou todos os primogênitos das casas que não tinham sangue na porta como Deus ordenara. Finalmente o rei deixou os Israelitas partirem. E eles saíram do Egito seguindo a Moisés, seu líder.

9. OS DEZ MANDAMENTOS
DEUS ESPERA RETIDÃO
Os descendentes de Abraão sairam do Egito. Os egípcios mandaram um exército atrás deles. O povo de Deus era grande em número e logo os egípcios os avistaram. Os israelitas se viram presos entre o Mar Vermelho e o exército dos egípcios! Deus abriu um caminho e os israelitas atravessaram o mar em terra seca. O exército dos egípcios os seguiram mas Deus fechou as águas e o exército foi destruido.
No deserto Deus mandou comida e água mas o povo reclamou. Moisés subiu numa montanha para orar e Deus se manifestou numa tempestade. Ele deu os dez mandamentos para Moisés.
1. Não terás outros deuses diante de mim.
2. Não farás para ti imagens.
3. Não tomarás o nome de Deus em vão.
4. Lembra-te do dia do sábado para o santificar.
5. Honra a teu pai e a tua mãe.
6. Não matarás.
7. Não adulterarás.
8. Não furtarás.
9. Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
10. Não cobiçarás as propriedades do seu vizinho.
Deus escreveu os dez mandamentos em duas pedras. Moisés ficou na montanha durante vários dias. O povo começou duvidar e pensaram que Moisés morreu. Então resolveram fazer um deus que eles podiam ver. Arrecadaram todo o ouro e jóias e derreteram fazendo um bezerro de ouro para o adorar.
Quando Moisés desceu da montanha e viu o que o povo estava fazendo, ele se irou e derrubou as pedras onde estavam escritos os dez mandamentos. Ele ordenou que todos que tinham adorado o bezerro fossem mortos. Moisés fez dois tabletes de pedra e Deus escreveu novamente os mandamentos.

10. A SERPENTE DE BRONZE
DEUS É MISERICORDIOSO E PROVÊ UM MEIO DE SALVAÇÃO. ELE QUER QUE FAÇAMOS AS COISAS COMO ELE PEDE.
Enquanto o povo de Deus seguia em direção à terra prometida, eles continuavam a reclamar e não confiavam em Deus. Quando chegaram na beira da terra prometida, Deus mandou um grupo para olhar a terra. A terra era muito boa mas haviam gigantes na terra e o povo teve medo e não confiou em Deus. O povo se recusou a entrar na terra que Deus havia preparado então Deus resolveu destrúi-los. Mas Moisés orou e Deus ouviu sua oração. Deus disse a Moisés que o povo teria que vagar pelo deserto durante quarenta anos até que todos que recusaram a entrar na terra perecessem.
Durante os próximos quarenta anos o povo reclamava e desobedecia a Deus. Deus mandou cobras e muitas pessoas foram picadas. Moisés orou e Deus ouviu sua oração. Ele falou para Moisés fazer uma cobra de bronze e colocar num poste. Todos que olhassem para a serpente ficariam curados. Se eles não olhassem para a serpente, eles morreriam. Moisés ergueu a serpente no meio do povo. Alguns olharam e foram curados; outros recusaram e morreram.
Depois disto o povo peregrinou durante muitos anos. Deus os amou e providenciou alimento e água. Suas vestimentas e seus calçados nunca envelheceram. Até que chegou o ponto em que todos que recusaram entrar na terra morreram. Deus deu a terra para eles e eles construíram cidades e fazendas e habitaram na terra muitos anos.