sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ser professor é


Ser Professor é...

Ser Professor é acreditar
Na força das crianças e nas suas capacidades.

Ser Professor é querer
Ajudar na formação e educação cristã de cada pequenino.

Ser Professor é ser amigo
Que ajuda, corrigindo com amor quando há erro.

Ser Professor é ouvir.
O silêncio de um olhar,
O barulho de uma lágrima,
A alegria de um sorriso ou
O calor de um abraço.

Ser Professor é observar,
Perscrutar atitudes,
Ler nas entrelinhas,
Olhar e ver para além do que os olhos alcançam.

Ser Professor é estar
Disponível para um sorriso e
Estendendo a mão e dizer “estou aqui”;

Ser Professor é ser
Apenas isso.
É o que tento.
Em cada aula
Ensinando e aprendendo;
Sorrindo;
Desafiando;
Acreditando;
Querendo;
Dando a mão;
Abraçando;
Observando;
Construindo e reconstruindo;
Pedindo a Deus que me ajude a ser MELHOR a cada dia

Somos especiais - uma história real


No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais.


Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas a escolas comuns. Em um jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.

Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou ele:

"Onde está a perfeição em meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição?

Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem.
Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças.

Então, onde está a perfeição de Deus?" Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai.

Mas ele continuou:
"Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança."

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
"Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me:
- Pai, você acha que eles me deixariam jogar?

Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria no time.

Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação.

Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar.

O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de time e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse: - Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava.- Acho que ele pode entrar em nosso time e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.

Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar.

No final da oitava rodada, o time de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três.

No final da nona rodada, o time de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar.

Um questionamento, porém, veio à minha mente: o time deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e jogar fora a chance de ganhar o jogo?

Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão.

Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater.

Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e o perdeu.

Um dos companheiros do time de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.

O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro.

Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador.

O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo.

Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva,longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar:

- Pedro, corra para a primeira base. Corra para a primeira.
Nunca em sua vida ele tinha corrido... Mas saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado.

Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola.

Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro para fora, pois ele ainda estava correndo.

Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base.

Todo o mundo gritou:
- Corra para a segunda, corra para a segunda base.

Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal.

Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:

- Corra para a terceira.
Quando Pedro contornou a terceira base, os meninos de ambos os times correram atrás dele gritando:

- Pedro, corra para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganhado o jogo para o time dele."

"Naquele dia," disse o pai, com lágrimas caindo sobre a face, "aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!"

O fato é verdadeiro e ao mesmo tempo nos causa tanta estranheza!
Entretanto, há pessoas que enviam mil piadas por e-mail e elas se espalham como fogo, mas quando enviamos mensagens sobre algo bom, as pessoas pensam duas vezes antes de compartilhá-las. É preocupante que coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzem livremente o ciberespaço, mas se você decidir passar adiante esta mensagem, não a enviará para muitos de sua lista de endereços, porque não está seguro quanto ao que eles acreditam, ou ao que pensarão de você.

Estamos mais preocupados sobre o que as outras pessoas pensam de nós, do que com o que Deus espera de nós. Contudo, tenhamos a certeza que, se quisermos, poderemos transformar nossas vidas e fazer sempre o melhor para todas as pessoas.

UM ÓTIMO DIA PARA VOCÊ, COM AS BENÇÃOS DE DEUS SOBRE SUA VIDA!

Autor Desconhecido

O piquenique das tartarugas


Uma família de tartarugas decidiu sair para um piquenique. As tartarugas, sendo naturalmente lentas, levaram sete anos para prepararem-se para seu passeio.




Finalmente a família de tartarugas saiu de casa para procurar um lugar apropriado. Durante o segundo ano da viagem encontraram um lugar ideal!


Por aproximadamente seis meses limparam a área, desembalaram a cesta de piquenique e terminaram os arranjos.
Então descobriram que tinham esquecido o sal. Um piquenique sem sal seria um desastre, todas concordaram. Após uma longa discussão, a tartaruga mais nova foi escolhida para voltar em casa e pegar o sal, pois era a mais rápida das
tartarugas. A pequena tartaruga lamentou, chorou, e esperneou. Concordou em ir mas com uma condição: que ninguém comeria até que ela retornasse. A família consentiu e a pequena tartaruga saiu.


Três anos se passaram e a pequena tartaruga não tinha retornado. Cinco anos... Seis anos... Então, no sétimo ano de sua ausência, a tartaruga mais velha não agüentava mais conter sua fome. Anunciou que ia comer e começou a desembalar um sanduíche.


Nesta hora, a pequena tartaruga saiu de trás de uma árvore e gritou, - Viu! Eu sabia que vocês não iam me esperar. Agora que eu não vou mesmo buscar o sal.

Moral da estória: Não desperdice seu tempo esperando que as pessoas vivam à altura de suas expectativas.

(desconhecido)

Avaliando o Amor de Deus

“Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas” (Jo 11.3)

É extraordinária a nossa incapacidade de avaliar, sentir e detectar o amor de Deus por nós. Ainda cometemos o erro de enxergar, nos relacionar e pensar em Deus como se fosse homem. Ou seja: avaliamos Deus pelos mesmos critérios que nos auto-avaliamos e avaliamos o próximo. Daí, cometemos o grande erro: Deus não é homem!

Esta narrativa da ressurreição de Lázaro me é surpreendente pelo fato de afirmar que Jesus amava Lázaro apesar de assim mesmo Lázaro adoecer até morrer, e morrer até apodrecer, sem isto ter anulado o amor de Deus por ele. Isto por que:

Não se avalia o amor de Deus pela sua prontidão em nos atender.

Jesus fica dois dias no mesmo lugar depois da notícia de que seu amigo e homem que amava, estava enfermo. Quando resolve ir ao encontro do objeto de seu amor ainda demora-se até perfazer quatro dias em que Lázaro estava morto. Na declaração de Marta ele estava mais do que atrasado. Nisto aprendemos que Deus nos ama sem pressa de nos atender. Não podemos avaliar seu amor pela prontidão de atendimento as nossas necessidades. A inapressabilidade divina é amorosa em sua natureza.



Não se avalia o amor de Deus pelo processo circunstancial da vida.

O Lázaro que estava são, ficou doente; que estava doente, ficou mais doente; que estava mais doente, morreu. Este processo degenerativo da saúde e condição de Lázaro não anulou o amor de Jesus por ele. Por tal razão não podemos acreditar que por conta dos processos de dores que enfrentamos na vida, por eles podemos medir o amor divino por nós. Deus nos ama apesar da dor! É o que diz Paulo aos Romanos 8.



Não se avalia o amor de Deus pela necessidade dele "provar" pela reversão do irreversível que te ama.

É dito no texto que Jesus ressuscita Lázaro não por Lázaro, mas “apenas para que os homens cressem” em Jesus e no seu amor. Lázaro não precisava de provas do amor de Deus. Pois a única prova já havia sido dada, conforme Paulo aos Romanos que diz “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

A despeito da nossa incapacidade de avaliar, sentir e detectar o amor de Deus por nós temos no texto da ressurreição de Lázaro algumas indicações de como podemos detectar de modo prático este grande amor de Deus por nós. Se não, vejamos:



Avalia-se o amor de Deus pela incondicionalidade deste amor.

Jesus amava Lázaro vivo, doente, morto e podre de morto. O amor de Deus por nós é incondicional. Até mesmo os que não crêem neste amor ou o rejeitam, não deixam de ser amados por Ele. Isto porque Deus é amor e não pode negar a si mesmo. É dito por João, a respeito de Judas Iscariotes, que Jesus o amou até o fim. Parece inacreditável, mas é a verdade de Deus pra nós. Ele ama os traidores, os negadores e a toda sorte de pecadores.



Avalia-se o amor de Deus pela transponibilidade deste amor.

Quando o texto diz que Jesus amava Lázaro ainda doente e depois de morto se diz que ele o amava, entende-se que o amor de Deus transcende a morte. É o que Paulo declara em Romanos: "nada nos separará do amor de Deus que está em Cristo Jesus". Em outras palavras, o amor de Deus transpõe a eternidade. Por isso a declaração paulina de que “quer vivamos ou morramos, somos do Senhor”. O amor de Deus transpõe adversidades, enfermidades, tribulações, perseguições e qualquer outra coisa que posso intervir no caminho daquele que anda por fé no caminho do amor de Deus.



Avalia-se o amor de Deus pela indestrutibilidade deste amor.

Nada pode nos separar deste amor! Aleluia! Nada pode anular este amor! Glória a Deus! Nada! Absolutamente nada! Graças a Deus pelo seu amor em Cristo Jesus. Ou cremos nisso ou deixamos de dizer que somos discípulos de Jesus. Pois os discípulos de Jesus crêem no seu Mestre incondicionalmente. Quem crê em Jesus, não duvida do amor de Deus. Quem crê em Jesus, não se sente abandonado por ele. Quem crê em Jesus, vive conforme as certezas advindas desse amor.

Se você crê em Jesus também crerá no amor de Deus.

Ebenézer Teixeira da Silva é

Salvando o Perdido

Qual é o principal propósito da igreja? Jesus afirmou que sua missão primordial era “buscar e salvar o perdido” (Lucas 19.10). Ele a transferiu para a igreja, pouco antes de deixar este mundo, ao dizer: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mateus 28.19, 20).

Um homem sábio deixou este conselho muito prático para qualquer organização que deseje obter sucesso: “O principal é fazer do principal o principal”. A igreja precisa se lembrar de que sua missão mais básica – o principal – é evangelizar. Quando levamos pessoas a Jesus Cristo, oferecemo-lhes algo mais importante do que o aprimoramento do sistema legal ou uma dieta melhor. Damos-lhe esperança de vida eterna.

Embora o evangelismo deva ser uma das prioridades da igreja, desejo frisar alguns aspectos desse assunto:

I) O evangelismo não deve ter preferência sobre a verdade

II) Evangelismo não é o único objetivo da igreja: O evangelismo é o principal objetivo da igreja, mas não é o único. Jesus nos ordenou fazer discípulos e ensinar-lhes seus mandamentos.

III) Não podemos avaliar o evangelismo com base em estatísticas – Jesus disse que algumas sementes cairão em solo duro e não irão germinar. Outras cairão em solo fértil, mas mesmo assim produzirão resultados diferentes. Uma rendera trinta vezes mais, outra sessenta e ainda outra cem vezes mais (ver Mateus 13.3-9).



Algumas sugestões práticas:

I) Pregue para os cristãos de sua igreja – Cristãos que crescem espiritualmente são mais “evangelísticos” do que pregações evangelísticas. Incentive os membros de sua igreja – desperte-os para Jesus Cristo e leve-os a buscar crescimento espiritual. Assim eles desejarão contar aos amigos a respeito de Jesus. O melhor evangelismo é o que brota naturalmente da vida dos cristãos com base em sua experiência.

II) Adote o método evangelístico do “venha e veja” – Alguns dos maiores evangelistas do Novo Testamento foram aqueles que disseram, simplesmente: “Vem e vê”. Não há qualquer menção na Bíblia de uma pregação fabulosa por parte de André. Entretanto foi ele quem disse a Pedro: “Achamos o Messias – vem e vê”. Quando Natanael questionou se alguma coisa boa podia sair de Nazaré, Filipe lhe disse: “Vem e vê”. E a mulher samaritana disse aos seus conterrâneos: “Vinde comigo e vede...”.

- Inspire as pessoas;

- Relembre aos membros a missão da igreja;

- Relembre os membros de convidar os amigos;

- Tenha consideração pelos convidados;

- Ofereça um curso sobre as doutrinas da igreja;

- Ofereça aconselhamento pessoal para os interessados em aceitar a Cristo;

- Realize um dia de decisão;

- Esteja preparado para o mover do Espírito Santo

Nossa única esperança é Jesus Cristo.

Marcos Marins

O verdadeiro Poder da Igreja

“Pois também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

Em julho de 1999, no 1º Seminário de Escritores Evangélicos, promovido pela CPAD, lembro-me de uma recomendação do Pastor Antonio Gilberto – sobre a importância de se conhecer as línguas originais em que a Bíblia foi escrita – seguida da indicação (estávamos na filial da CPAD em Vicente de Carvalho/RJ) de dois livros sobre sintaxe do hebraico. Apesar de meu conhecimento do assunto não ter avançado quase nada, mantenho um bom costume durante anos: verificar o verdadeiro sentido do texto bíblico. Para isso leio o mesmo texto em diversas versões da Bíblia, consulto dicionários bíblicos, inclusive com o significado dos termos originais e sempre pesquiso um bom comentário. Por quê? Para não cometer atrocidades com o texto bíblico e inverter sua mensagem original.

Esse problema, em que pese às opiniões contrárias, pode ser fruto de, ao menos, três causas:

1 – Ignorância ou desconhecimento;

2 – Falta de dedicação ao estudo da Palavra;

3 – Distorção deliberada do texto.

Apesar de as três formas apresentarem resultados praticamente comum – o prejuízo dos ouvintes – as duas primeiras podem ser “facilmente” resolvidas com o aconselhamento, o mesmo não valendo para o terceiro caso, pois é algo que parte de alguém que conhece, mas que, para tirar vantagens próprias ou institucionais, dá sentido distinto do original a fim de manter-se ou manter a instituição no domínio. Lamentavelmente, essa forma de “interpretação” bíblica é largamente utilizada.

No que diz respeito ao texto bíblico que abre esta reflexão, sabemos das diversas distorções as quais ele tem sido submetido. O primeiro e mais conhecido é a que interpreta que a “pedra” a que se refere o Senhor Jesus seja “Pedro”. Daí o apóstolo ser considerado fundador da igreja e primeiro papa. Totalmente infundada, e já bem rechaçada pelos estudiosos, dispensamos comentários acerca desta equivocada interpretação.

Uma segunda distorção – e esta sim é preocupante – é o triunfalismo institucional. Certo dia, alguém esbravejando disse que “Deus se encarrega de cumprir todos os anseios de sua igreja”, e arrematou: “Você é a igreja de Cristo irmão, pede o que quiser”. Se lermos a Bíblia com cuidado, verificaremos que, a Igreja com “I” maiúsculo é o Corpo de Cristo, e, por conseguinte, guardadas as devidas proporções e exageros do literalismo, uma extensão Sua aqui na Terra. E qual foi o modo de viver do meigo Nazareno quando esteve encarnado entre nós? Qual foi a Sua promessa para a Igreja? Será que o Senhor Jesus dotou a Igreja de um poder paralelo para arbitrariamente cumprir os desejos individualistas dos cristãos nominais da atualidade?

Essa precipitada conclusão vem da descabida “interpretação” de que com a expressão do Senhor: “[...] as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, e também com a do próximo versículo, estava Ele beneficiando a Igreja com um poder mandatário que extrapola até mesmo a dimensão física e avança ao reino espiritual. Tudo isso, sabemos, não passa de ficção espiritual alimentada pelo pragmatismo pós-moderno – tudo é avaliado em termos de satisfação pessoal – perversão do texto bíblico e sensacionalismo barato para envolver o auditório. Somos sabedores de que desde a primeira vez que alguém quis ter poder semelhante ao de Deus, causou uma desestruturação total na ordem das coisas criadas, provando sua imaturidade em relação ao domínio e direção, que de forma soberana, só pertencem a Deus (veja Gn 3).

Como Corpo de Cristo, o verdadeiro poder da Igreja do Senhor Jesus é o poder de fazer aquilo que sua “Cabeça” determinar. Paulo escreveu que Ele – o Senhor Jesus Cristo – é “a cabeça da igreja” (Ef 1.22 e Cl 1.18). Não existe corpo ou cabeça – com vida – separados um do outro. Eles são complementares. Não obstante, o corpo só faz o que a cabeça determina. Mesmo os nossos atos mais mecânicos e orgânicos, que parecem prescindir de elaboração mental, são processados e comandados pelo nosso cérebro.

O verdadeiro poder dado a Igreja, não é político, econômico ou social, Deus não tem interesse que o Seu povo exerça hegemonia nessas áreas. É bem verdade que a Igreja teve participação direta em grandes acontecimentos da História, seu papel foi notoriamente fundamental quando isso se fez necessário. Convém entender que, para influenciar, Ela não deixou de ser Igreja para se tornar um partido político, um modelo econômico ou mesmo uma filosofia de vida, foi sendo Igreja e vivendo como tal, segundo sua natureza e cumprindo os desígnios do Senhor, que toda a diferença foi feita. E, quando na História, a Igreja se institucionalizou, misturando-se – chegando a ser confundida! – com o poder político ou o Estado, foi preciso uma reforma para que Ela voltasse ao seu propósito original.

Reconhecemos a urgência de salgar e iluminar. Mas, a despeito da proposital redundância, é preciso que o sal seja sal mesmo e a luz seja mesmo luz. Sob pena de sermos pisados por causa da falta de sabor e de rejeitados por não iluminar. Se o Evangelho, as Boas Novas, a mensagem do reino, pérola da Igreja, alcançar pessoas em pontos estratégicos da sociedade e dentro de todos os escalões, vivendo essas de forma ética e cristã, aliando a mensagem ao seu exemplo, compromisso e serviço, com a postura condizente de um membro do Corpo de Cristo, é fato que profundas transformações ocorrerão na sociedade, mas se isso acontecer, não será porque a Igreja deixou de ser o que é, mas exatamente o contrário!

“As portas do inferno não prevalecerão contra ela” – não significa que não passará por tribulações (é só ver o testemunho insuspeito da História), ou que tomará a dianteira política – quer dizer que a Cabeça garante a subsistência de Seu Corpo e, que este não será exterminado. Cabe, entretanto, avaliar no plano individual e coletivo, se somos ou não membros do Corpo. A comprovação de estarmos no Corpo de Cristo é o fato de nossas ações serem diferentes, relevantes, significativas e desprovidas do legalismo ou do assistencialismo eleitoreiro de fazer um pequeno benefício para receber algo bem maior em troca. As nossas ações serão, simplesmente, a exteriorização do que foi processado na Cabeça, pois o Corpo – estamos falando de um corpo em perfeito estado – não faz o que quer.

O poder dado à Igreja é o poder – capacitação espiritual – para executar a Obra do Senhor, poder para cumprir a Grande Comissão que Jesus Cristo a delegou. Quando faz isso – que é sua incumbência – a transformação total da realidade acontece como conseqüência. Nada pode deter a Igreja – o Corpo de Cristo – quando Ela cumpre o plano mestre da Cabeça – o Senhor Jesus – pois é exatamente isso que se espera de um organismo normal e perfeito (Ef 4.15,16).

César Moisés de Carvalho

Tempo de ARREPENDIMENTO

Não obstante presenciarmos momentos dos “tempos difíceis” ou “selvagens”, fazemos parte de uma geração privilegiada. Estamos dentro de uma época de suma importância para a Igreja de Cristo – A brevidade da Volta de Jesus!

Os sinais são tantos que não mais alertamos para aquilo que acontece ao nosso redor. A Parábola das Dez Virgens alerta para esse perigo. Cinco delas possuíam (também) lamparinas e azeite, mas não mantinham a reserva necessária para as bodas. Suas lâmpadas eram intermitentes, e poderiam apagar a qualquer momento. Não havia consistência no brilho da luz e qualquer vento poderia apagá-la.

Nessa parábola, a Palavra alerta para o momento inesperado – quando o Noivo virá – “Ouve-se um grito: aí vem o noivo!” A Bíblia fala disso alertando que o Senhor virá na hora não esperada: “Porventura quando o Senhor vier achará fé na terra?”

O versículo do qual tomamos a frase “tempos difíceis” ou “tempo trabalhosos” (2Tm 3.1), chama a atenção para “as coisas que se tornarão piores à medida que o fim se aproximar (...). Os últimos dias serão assimilados por um aumento cada vez maior se iniqüidade no mundo, um colapso nos padrões morais e a multiplicação de falsos crentes e falsas igrejas dentro do reino de Deus (...). Esses tempos serão espiritualmente difíceis e penosos para os verdadeiros servos de Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal).



Temas-sinais do fim
Os temas que refletem os últimos tempos se perdem de vista. Há pouco mais de três décadas, precisamente no início dos anos sessentas, não se via tantos sinais. Mas a partir dela, quando se implantou a Revolução Cultural, os sinais brotam como ervas daninhas. Os filhos das gerações de 60 e 70 – a época dos hippies e Beatlhes geraram os pais liberais de hoje, a geração do anarquismo, de Guevara, que adotou como filosofia de vida o ditado espanhol: “Se há governo sou contra”. Esta filosofia está de acordo com o texto de 2Tessaloninces 2.4: “o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora...”.

Perdemos referenciais de valores éticos, conceitos de moral, postura humana e educação, reflexos da Pós-modernidade, e com ela o efeito utilidade, em que os valores são medidos a partir do conceito de útil. Dado a isso os órgãos ligados à medicina prega a Ortotanásia (morte correta), com a idéia de morte com dignidade. Por ela todos os meios de sobrevida ministrados a um paciente seriam interrompidos, com autorização de familiares, para que o paciente “deixe de sofrer” e morra de forma correta e assistida.

Por trás de toda essa “bondade” existem inúmeros interesses e valores (de mercado).

Há uma busca desenfreada pelo ter em detrimento ao ser. As novidades brotam como joios.

Simultaneamente aos acontecimentos, o homem fala o que sente e já alerta para o fim do mundo. Isso não traduz nenhum tipo de sentimento religioso, mas da expressão natural daquilo que se vê.

Estima-se que 10 milhões de norte-americanos acham que a hora está próxima. “Eu acho que o mundo vai acabar e espero que seja pela vontade de Deus, mas acho que a cada dia nos sobra menos tempo”, observa o ex-secretário de Defesa dos EUA, Caspar Weinberger.



Falência do sistema financeiro

O sistema financeiro do mundo está falido. Vários países tentam conviver com uma bolha que ameaça explodir a cada dia. Os Estados Unidos, a mais estável economia do mundo, também sofre influências de fora e internas em sua economia, especialmente em função dos efeitos da globalização. Atualmente, é alvo de mais uma crise, que, embora cíclica, como tem sido todas elas até aqui. Mas uma hora dessas a bolha explode.

No atual sistema financeiro e egoísta, trilhões de dólares, teoricamente de ninguém, roda pelo mundo nas mãos de investidores, que participam de uma corrida desenfreada e egoísta em busca de lucros.

Tudo isso acontece devido à globalização. Ela torna o sistema financeiro bastante vulnerável e atinge a estabilidade econômica do mundo. Na verdade, o mundo está falido no que tange à economia. Governantes e líderes do mundo já pensam em um outro sistema financeiro.

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, quando convocou países ricos para discutir os problemas financeiros do mundo, declarou o seguinte: “Este é o maior desafio financeiro que o mundo enfrenta em 50 anos”.

Precisamos acelerar nossos esforços para reformar o sistema financeiro internacional (...) e discutir maneiras de adaptar a arquitetura financeira do século 21”. Bill Clinton falou da “crise financeira global” e que “O crescimento interno depende do externo”. Estas declarações fazem referências à corrida da globalização, que é um caminho predito pela Palavra, necessário ao mundo e sem volta.



Novo sistema
O mundo já experimentou alguns sistemas de troca. Primeiro o homem carregava a mercadoria nas costas para trocar por outra. Um saco de arroz, por exemplo, poderia ser trocado por um carneiro. A pessoa que possuía o animal – com carne, lã e gordura – e não possuía grão, tinha como única maneira a troca – sistema de compra e venda da época. Mas com a evolução houve a necessidade de aprimoramento.

Depois de muitos avanços, o homem inventou a moeda. Um sistema interessante. Por ele, se evitava todo o transtorno causado pelo transporte de produtos de um lado para outro. O sistema foi tão bom que teve desdobramentos maravilhosos. Com ele o homem passou a ter mais ambições, e já podia armazenar riquezas, não mais em um amontoado de coisas ou produtos, mas em moedas. No auge do desenvolvimento da nova descoberta surgiu o dinheiro de plástico (cartão de crédito).

Mas João profetizou que chegaria um tempo quando o homem não iria negociar – comprar ou vender – caso não tivesse em si próprio o sinal ou número de um cadastramento: “para que ninguém possa comprar ou vender... senão aquele que tiver o número”, Ap 13.18.

O dinheiro sempre evoluiu. A humanidade passou a depender dele. O simples papel chegou a delimitar valores.

Entretanto, o mundo caça, a qualquer custo, um novo meio de sobrevivência. Desta vez não é um pequeno grupo de pessoas, como do primeiro sistema. Uma multidão de mais de mais de 6 bilhões de homens não vê a luz no túnel, mas somente trevas:

“A catástrofe econômica, social e política no Brasil é uma possibilidade concreta e muito grande, dadas as condições internas adversas, que já estão postas, e as externas, globais, que poderão se generalizar a qualquer momento. A catástrofe planetária é quase uma certeza. O que não se sabe ainda é como, por onde e exatamente quando começará”. Está é a opinião de Luiz Carlos Gomes Soares, de Curitiba, publicada na Folha de São Paulo, de 14/8/98.

Na verdade o mundo está se fundindo em blocos porque não tem alternativa. Os críticos da globalização devem saber que ela é irreversível. A Europa começou a se unir como forma de resolver seus problemas. E as demais regiões do planeta seguiram os mesmos passos. Não há retorno e tampouco outro caminho humano.

Depois o homem dará o salto final para unir os blocos em um só e dar o poder a um único governo mundial – o Anticristo. É tempo de Teshuvá – arrependimento e reencontro –, conforme Lamentações de Jeremias 5.



Antônio Mesquita é ministro do Evangelho, editor-chefe do Departamento de Jornalismo da CPAD; presidente do Conselho de Comunicação da CGADB e autor dos livros Tira-dúvidas da Língua Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens; e Pontos Difíceis de Entender (CPAD).

Os assuntos tratados nesse artigo são tratados em seu último livro, recém lançado Fronteira Final – O ALERTA DOS POLOS – Cientistas alarmados com o ritmo do derretimento do gelo polar (Veja)

Neste livro são analisados os sinais dos últimos tempos. A iniciativa do autor se deu em virtude da divulgação da ONU dos riscos oferecidos à humanidade, devido ao aquecimento da Terra e o conseqüente degelo polar. O livro inclui ainda novos focos, que também apontam para o mesmo caminho: o Fim!

Previsões científicas e até profecias do cientista judeu Newton, além, obviamente, das profecias maiores – as sagradas são analisadas no livro.

O objetivo é despertar para a realidade da época em que vivemos – uma geração privilegiada, pois estamos rodeados de eventos preditos, que os nossos primeiros irmãos gostariam de presenciar. Com certeza se alegrariam pela ocorrência de sinais, que indicam a brevidade da Volta do Senhor Jesus.

Pela primeira vez percebeu-se que o mundo todo se dobrou diante do perigo, dos riscos. A verdade é que a doença anunciada há tanto tempo, levou o enfermo globo terrestre ao pedido de tratamento intensivo, ou então, morrerá.

A mídia em todo o mundo publicou matéria em tom de alerta, com base no relatório da ONU sobre a ameaça de degelo polar. O meio ambiente está enfermo e coloca o mundo na UTI.

Nunca se viu algo tão amedrontador, desde 1850, quando a medição da temperatura da Terra passou a ser medida de maneira mais confiável. A elevação nos últimos anos acelerou com o aumento de 0,13ºC por cada década. A concentração de CO² na atmosfera, a partir do século 18, com a Revolução Industrial, quase duplicou e passou de 220 partes por milhão (ppm) para 383. O que mais assusta é que a segunda parte do relatório denominado AR4, apresentado em abril/2007, indica que o Sol “leva a culpa” por somente 7% do aquecimento...

“Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis” (Mt 24.44). “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”, Mt 24.42, mas “quando virdes todas essas coisas, sabei que Ele está próximo”, Mt 24.33.

Pr. Antoônio Mesquita