sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O verdadeiro Poder da Igreja

“Pois também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

Em julho de 1999, no 1º Seminário de Escritores Evangélicos, promovido pela CPAD, lembro-me de uma recomendação do Pastor Antonio Gilberto – sobre a importância de se conhecer as línguas originais em que a Bíblia foi escrita – seguida da indicação (estávamos na filial da CPAD em Vicente de Carvalho/RJ) de dois livros sobre sintaxe do hebraico. Apesar de meu conhecimento do assunto não ter avançado quase nada, mantenho um bom costume durante anos: verificar o verdadeiro sentido do texto bíblico. Para isso leio o mesmo texto em diversas versões da Bíblia, consulto dicionários bíblicos, inclusive com o significado dos termos originais e sempre pesquiso um bom comentário. Por quê? Para não cometer atrocidades com o texto bíblico e inverter sua mensagem original.

Esse problema, em que pese às opiniões contrárias, pode ser fruto de, ao menos, três causas:

1 – Ignorância ou desconhecimento;

2 – Falta de dedicação ao estudo da Palavra;

3 – Distorção deliberada do texto.

Apesar de as três formas apresentarem resultados praticamente comum – o prejuízo dos ouvintes – as duas primeiras podem ser “facilmente” resolvidas com o aconselhamento, o mesmo não valendo para o terceiro caso, pois é algo que parte de alguém que conhece, mas que, para tirar vantagens próprias ou institucionais, dá sentido distinto do original a fim de manter-se ou manter a instituição no domínio. Lamentavelmente, essa forma de “interpretação” bíblica é largamente utilizada.

No que diz respeito ao texto bíblico que abre esta reflexão, sabemos das diversas distorções as quais ele tem sido submetido. O primeiro e mais conhecido é a que interpreta que a “pedra” a que se refere o Senhor Jesus seja “Pedro”. Daí o apóstolo ser considerado fundador da igreja e primeiro papa. Totalmente infundada, e já bem rechaçada pelos estudiosos, dispensamos comentários acerca desta equivocada interpretação.

Uma segunda distorção – e esta sim é preocupante – é o triunfalismo institucional. Certo dia, alguém esbravejando disse que “Deus se encarrega de cumprir todos os anseios de sua igreja”, e arrematou: “Você é a igreja de Cristo irmão, pede o que quiser”. Se lermos a Bíblia com cuidado, verificaremos que, a Igreja com “I” maiúsculo é o Corpo de Cristo, e, por conseguinte, guardadas as devidas proporções e exageros do literalismo, uma extensão Sua aqui na Terra. E qual foi o modo de viver do meigo Nazareno quando esteve encarnado entre nós? Qual foi a Sua promessa para a Igreja? Será que o Senhor Jesus dotou a Igreja de um poder paralelo para arbitrariamente cumprir os desejos individualistas dos cristãos nominais da atualidade?

Essa precipitada conclusão vem da descabida “interpretação” de que com a expressão do Senhor: “[...] as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, e também com a do próximo versículo, estava Ele beneficiando a Igreja com um poder mandatário que extrapola até mesmo a dimensão física e avança ao reino espiritual. Tudo isso, sabemos, não passa de ficção espiritual alimentada pelo pragmatismo pós-moderno – tudo é avaliado em termos de satisfação pessoal – perversão do texto bíblico e sensacionalismo barato para envolver o auditório. Somos sabedores de que desde a primeira vez que alguém quis ter poder semelhante ao de Deus, causou uma desestruturação total na ordem das coisas criadas, provando sua imaturidade em relação ao domínio e direção, que de forma soberana, só pertencem a Deus (veja Gn 3).

Como Corpo de Cristo, o verdadeiro poder da Igreja do Senhor Jesus é o poder de fazer aquilo que sua “Cabeça” determinar. Paulo escreveu que Ele – o Senhor Jesus Cristo – é “a cabeça da igreja” (Ef 1.22 e Cl 1.18). Não existe corpo ou cabeça – com vida – separados um do outro. Eles são complementares. Não obstante, o corpo só faz o que a cabeça determina. Mesmo os nossos atos mais mecânicos e orgânicos, que parecem prescindir de elaboração mental, são processados e comandados pelo nosso cérebro.

O verdadeiro poder dado a Igreja, não é político, econômico ou social, Deus não tem interesse que o Seu povo exerça hegemonia nessas áreas. É bem verdade que a Igreja teve participação direta em grandes acontecimentos da História, seu papel foi notoriamente fundamental quando isso se fez necessário. Convém entender que, para influenciar, Ela não deixou de ser Igreja para se tornar um partido político, um modelo econômico ou mesmo uma filosofia de vida, foi sendo Igreja e vivendo como tal, segundo sua natureza e cumprindo os desígnios do Senhor, que toda a diferença foi feita. E, quando na História, a Igreja se institucionalizou, misturando-se – chegando a ser confundida! – com o poder político ou o Estado, foi preciso uma reforma para que Ela voltasse ao seu propósito original.

Reconhecemos a urgência de salgar e iluminar. Mas, a despeito da proposital redundância, é preciso que o sal seja sal mesmo e a luz seja mesmo luz. Sob pena de sermos pisados por causa da falta de sabor e de rejeitados por não iluminar. Se o Evangelho, as Boas Novas, a mensagem do reino, pérola da Igreja, alcançar pessoas em pontos estratégicos da sociedade e dentro de todos os escalões, vivendo essas de forma ética e cristã, aliando a mensagem ao seu exemplo, compromisso e serviço, com a postura condizente de um membro do Corpo de Cristo, é fato que profundas transformações ocorrerão na sociedade, mas se isso acontecer, não será porque a Igreja deixou de ser o que é, mas exatamente o contrário!

“As portas do inferno não prevalecerão contra ela” – não significa que não passará por tribulações (é só ver o testemunho insuspeito da História), ou que tomará a dianteira política – quer dizer que a Cabeça garante a subsistência de Seu Corpo e, que este não será exterminado. Cabe, entretanto, avaliar no plano individual e coletivo, se somos ou não membros do Corpo. A comprovação de estarmos no Corpo de Cristo é o fato de nossas ações serem diferentes, relevantes, significativas e desprovidas do legalismo ou do assistencialismo eleitoreiro de fazer um pequeno benefício para receber algo bem maior em troca. As nossas ações serão, simplesmente, a exteriorização do que foi processado na Cabeça, pois o Corpo – estamos falando de um corpo em perfeito estado – não faz o que quer.

O poder dado à Igreja é o poder – capacitação espiritual – para executar a Obra do Senhor, poder para cumprir a Grande Comissão que Jesus Cristo a delegou. Quando faz isso – que é sua incumbência – a transformação total da realidade acontece como conseqüência. Nada pode deter a Igreja – o Corpo de Cristo – quando Ela cumpre o plano mestre da Cabeça – o Senhor Jesus – pois é exatamente isso que se espera de um organismo normal e perfeito (Ef 4.15,16).

César Moisés de Carvalho

Tempo de ARREPENDIMENTO

Não obstante presenciarmos momentos dos “tempos difíceis” ou “selvagens”, fazemos parte de uma geração privilegiada. Estamos dentro de uma época de suma importância para a Igreja de Cristo – A brevidade da Volta de Jesus!

Os sinais são tantos que não mais alertamos para aquilo que acontece ao nosso redor. A Parábola das Dez Virgens alerta para esse perigo. Cinco delas possuíam (também) lamparinas e azeite, mas não mantinham a reserva necessária para as bodas. Suas lâmpadas eram intermitentes, e poderiam apagar a qualquer momento. Não havia consistência no brilho da luz e qualquer vento poderia apagá-la.

Nessa parábola, a Palavra alerta para o momento inesperado – quando o Noivo virá – “Ouve-se um grito: aí vem o noivo!” A Bíblia fala disso alertando que o Senhor virá na hora não esperada: “Porventura quando o Senhor vier achará fé na terra?”

O versículo do qual tomamos a frase “tempos difíceis” ou “tempo trabalhosos” (2Tm 3.1), chama a atenção para “as coisas que se tornarão piores à medida que o fim se aproximar (...). Os últimos dias serão assimilados por um aumento cada vez maior se iniqüidade no mundo, um colapso nos padrões morais e a multiplicação de falsos crentes e falsas igrejas dentro do reino de Deus (...). Esses tempos serão espiritualmente difíceis e penosos para os verdadeiros servos de Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal).



Temas-sinais do fim
Os temas que refletem os últimos tempos se perdem de vista. Há pouco mais de três décadas, precisamente no início dos anos sessentas, não se via tantos sinais. Mas a partir dela, quando se implantou a Revolução Cultural, os sinais brotam como ervas daninhas. Os filhos das gerações de 60 e 70 – a época dos hippies e Beatlhes geraram os pais liberais de hoje, a geração do anarquismo, de Guevara, que adotou como filosofia de vida o ditado espanhol: “Se há governo sou contra”. Esta filosofia está de acordo com o texto de 2Tessaloninces 2.4: “o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora...”.

Perdemos referenciais de valores éticos, conceitos de moral, postura humana e educação, reflexos da Pós-modernidade, e com ela o efeito utilidade, em que os valores são medidos a partir do conceito de útil. Dado a isso os órgãos ligados à medicina prega a Ortotanásia (morte correta), com a idéia de morte com dignidade. Por ela todos os meios de sobrevida ministrados a um paciente seriam interrompidos, com autorização de familiares, para que o paciente “deixe de sofrer” e morra de forma correta e assistida.

Por trás de toda essa “bondade” existem inúmeros interesses e valores (de mercado).

Há uma busca desenfreada pelo ter em detrimento ao ser. As novidades brotam como joios.

Simultaneamente aos acontecimentos, o homem fala o que sente e já alerta para o fim do mundo. Isso não traduz nenhum tipo de sentimento religioso, mas da expressão natural daquilo que se vê.

Estima-se que 10 milhões de norte-americanos acham que a hora está próxima. “Eu acho que o mundo vai acabar e espero que seja pela vontade de Deus, mas acho que a cada dia nos sobra menos tempo”, observa o ex-secretário de Defesa dos EUA, Caspar Weinberger.



Falência do sistema financeiro

O sistema financeiro do mundo está falido. Vários países tentam conviver com uma bolha que ameaça explodir a cada dia. Os Estados Unidos, a mais estável economia do mundo, também sofre influências de fora e internas em sua economia, especialmente em função dos efeitos da globalização. Atualmente, é alvo de mais uma crise, que, embora cíclica, como tem sido todas elas até aqui. Mas uma hora dessas a bolha explode.

No atual sistema financeiro e egoísta, trilhões de dólares, teoricamente de ninguém, roda pelo mundo nas mãos de investidores, que participam de uma corrida desenfreada e egoísta em busca de lucros.

Tudo isso acontece devido à globalização. Ela torna o sistema financeiro bastante vulnerável e atinge a estabilidade econômica do mundo. Na verdade, o mundo está falido no que tange à economia. Governantes e líderes do mundo já pensam em um outro sistema financeiro.

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, quando convocou países ricos para discutir os problemas financeiros do mundo, declarou o seguinte: “Este é o maior desafio financeiro que o mundo enfrenta em 50 anos”.

Precisamos acelerar nossos esforços para reformar o sistema financeiro internacional (...) e discutir maneiras de adaptar a arquitetura financeira do século 21”. Bill Clinton falou da “crise financeira global” e que “O crescimento interno depende do externo”. Estas declarações fazem referências à corrida da globalização, que é um caminho predito pela Palavra, necessário ao mundo e sem volta.



Novo sistema
O mundo já experimentou alguns sistemas de troca. Primeiro o homem carregava a mercadoria nas costas para trocar por outra. Um saco de arroz, por exemplo, poderia ser trocado por um carneiro. A pessoa que possuía o animal – com carne, lã e gordura – e não possuía grão, tinha como única maneira a troca – sistema de compra e venda da época. Mas com a evolução houve a necessidade de aprimoramento.

Depois de muitos avanços, o homem inventou a moeda. Um sistema interessante. Por ele, se evitava todo o transtorno causado pelo transporte de produtos de um lado para outro. O sistema foi tão bom que teve desdobramentos maravilhosos. Com ele o homem passou a ter mais ambições, e já podia armazenar riquezas, não mais em um amontoado de coisas ou produtos, mas em moedas. No auge do desenvolvimento da nova descoberta surgiu o dinheiro de plástico (cartão de crédito).

Mas João profetizou que chegaria um tempo quando o homem não iria negociar – comprar ou vender – caso não tivesse em si próprio o sinal ou número de um cadastramento: “para que ninguém possa comprar ou vender... senão aquele que tiver o número”, Ap 13.18.

O dinheiro sempre evoluiu. A humanidade passou a depender dele. O simples papel chegou a delimitar valores.

Entretanto, o mundo caça, a qualquer custo, um novo meio de sobrevivência. Desta vez não é um pequeno grupo de pessoas, como do primeiro sistema. Uma multidão de mais de mais de 6 bilhões de homens não vê a luz no túnel, mas somente trevas:

“A catástrofe econômica, social e política no Brasil é uma possibilidade concreta e muito grande, dadas as condições internas adversas, que já estão postas, e as externas, globais, que poderão se generalizar a qualquer momento. A catástrofe planetária é quase uma certeza. O que não se sabe ainda é como, por onde e exatamente quando começará”. Está é a opinião de Luiz Carlos Gomes Soares, de Curitiba, publicada na Folha de São Paulo, de 14/8/98.

Na verdade o mundo está se fundindo em blocos porque não tem alternativa. Os críticos da globalização devem saber que ela é irreversível. A Europa começou a se unir como forma de resolver seus problemas. E as demais regiões do planeta seguiram os mesmos passos. Não há retorno e tampouco outro caminho humano.

Depois o homem dará o salto final para unir os blocos em um só e dar o poder a um único governo mundial – o Anticristo. É tempo de Teshuvá – arrependimento e reencontro –, conforme Lamentações de Jeremias 5.



Antônio Mesquita é ministro do Evangelho, editor-chefe do Departamento de Jornalismo da CPAD; presidente do Conselho de Comunicação da CGADB e autor dos livros Tira-dúvidas da Língua Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens; e Pontos Difíceis de Entender (CPAD).

Os assuntos tratados nesse artigo são tratados em seu último livro, recém lançado Fronteira Final – O ALERTA DOS POLOS – Cientistas alarmados com o ritmo do derretimento do gelo polar (Veja)

Neste livro são analisados os sinais dos últimos tempos. A iniciativa do autor se deu em virtude da divulgação da ONU dos riscos oferecidos à humanidade, devido ao aquecimento da Terra e o conseqüente degelo polar. O livro inclui ainda novos focos, que também apontam para o mesmo caminho: o Fim!

Previsões científicas e até profecias do cientista judeu Newton, além, obviamente, das profecias maiores – as sagradas são analisadas no livro.

O objetivo é despertar para a realidade da época em que vivemos – uma geração privilegiada, pois estamos rodeados de eventos preditos, que os nossos primeiros irmãos gostariam de presenciar. Com certeza se alegrariam pela ocorrência de sinais, que indicam a brevidade da Volta do Senhor Jesus.

Pela primeira vez percebeu-se que o mundo todo se dobrou diante do perigo, dos riscos. A verdade é que a doença anunciada há tanto tempo, levou o enfermo globo terrestre ao pedido de tratamento intensivo, ou então, morrerá.

A mídia em todo o mundo publicou matéria em tom de alerta, com base no relatório da ONU sobre a ameaça de degelo polar. O meio ambiente está enfermo e coloca o mundo na UTI.

Nunca se viu algo tão amedrontador, desde 1850, quando a medição da temperatura da Terra passou a ser medida de maneira mais confiável. A elevação nos últimos anos acelerou com o aumento de 0,13ºC por cada década. A concentração de CO² na atmosfera, a partir do século 18, com a Revolução Industrial, quase duplicou e passou de 220 partes por milhão (ppm) para 383. O que mais assusta é que a segunda parte do relatório denominado AR4, apresentado em abril/2007, indica que o Sol “leva a culpa” por somente 7% do aquecimento...

“Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis” (Mt 24.44). “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”, Mt 24.42, mas “quando virdes todas essas coisas, sabei que Ele está próximo”, Mt 24.33.

Pr. Antoônio Mesquita

A força do olhar

Segundo a História, o senador Publius Lentulus, designado pelo Senado romano para investigar o fenômeno Jesus Cristo na Palestina, Judéia e Samaria, destacou no seu relato, entre outros aspectos, a intensidade do olhar de Jesus. Segundo ele, “seu olhar era de um azul tão intenso que ninguém poderia fitá-lo de frente durante muito tempo”. Publius fora enviado pelo Senado romano para decifrar o fenômeno Cristo em razão das pouquíssimas informações que chegavam ao Senado a respeito de Jesus. O poder naquele tempo, na Roma dos Césares, era dividido entre a Corte e o Senado. Tendo seu próprio sistema de investigação, não interessava ao governo deixar o Senado bem informado. Afinal, o Senado era um órgão limitador do poder do Imperador da época. Assim, sem informações confiáveis, decidiu o Senado, por conta própria, enviar um dos seus membros para analisar o fenômeno Cristo.

Conta a História, que Publius Lentulus assistiu anônimo o “Sermão da Montanha”. E ficou admirado com o discurso de Jesus. Segundo ele, o Cristo “dizia muitas coisas certas, porém pecava gravemente quando afirmava que perante Deus (o Deus de Jesus) todos os homens eram iguais”. Ora, tal afirmativa batia de frente com a realidade romana de então, que dividia os homens em castas bem separadas entre si, constituídas de nobres, plebeus e escravos – uma visão, portanto, separatista, totalmente diferente da defendida por Jesus. Mas voltemos ao olhar, à força do olhar. O termo olho vem do grego “ophtalmós”, daí derivando-se o verbo olhar, como também o substantivo. O enviado de Roma, entre tantos outros detalhes interessantes que viu em Jesus, destacou em seu relato o olhar. Realmente, Jesus se utilizou em inúmeras ocasiões do magnetismo do olhar para manifestar suas emoções.

Ao longo da história, além do olhar de Jesus, outros olhares ficaram muito famosos. O de Beth Davis, uma das divas do cinema dos anos 40, por exemplo, exalava maldade e suspense; o de Hitler inspirava intranqüilidade e apreensão; o de Greta Garbo, de tão eloqüente pelo que dizia, tornou-se inesquecível até hoje; o da Mona Lisa, de tão enigmático, intriga a todos que se postam diante dele. Verdadeiramente, muitas palavras, através do olhar, podem ser ditas – silenciosamente. E sua essência pode significar: orgulho, altivez, piedade, sonolência, desejo, vigilância, generosidade, insensibilidade, ganância, e uma série de sentimentos semelhantes. Jesus dava uma importância muito grande ao olhar. Em Lucas, capítulo 11, versículo 34, ele ressalta que “são os teus olhos a lâmpada do corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será iluminado; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas”.

A grande diferença entre o olhar dos homens e o de Jesus é que o dele exala amor. E um dos momentos da comprovação deste fato foi durante a tortura a que Jesus foi submetido na fortaleza de Pilatos. Pedro estava presente. Em determinado instante, quando o galo cantou – depois de ter negado a Jesus por três vezes – o olhar do Mestre se cruzou com o do apóstolo. O relato bíblico diz que Pedro, após o olhar, “saindo dali, chorou amargamente”. Porque foi de choro a sua reação? Porque não foi de ódio? Pelo amor expresso no olhar de Jesus. Não há ato violento, mesmo o mais agressivo, que resista a um olhar de amor. Pedro ficou desorientado. E desandou a chorar. Esperava um olhar de ódio. Em troca, recebera um olhar carregado de amor. A intensidade do olhar de Jesus modificou a sua vida. E o choro foi o reconhecimento de que fora perdoado. O mensageiro? Um simples olhar – um olhar cheio de amor.
Públio José - jornalista

Reciclagem é fundamental para aprimorar a missão de ensinador


Como educador e profissional de comprovada influência na formação do caráter e na educação de pessoas, o professor precisa se reciclar sempre para ter bom desempenho como ensinador. Em se tratando de um professor de Escola Dominical, jamais deve-se ter a idéia ou pretensão de delegar ao Espírito Santo aquilo que é obrigação sua como estudo e preparo adequados das lições que vai ensinar. O professor pode até possuir conhecimento que julgue suficiente sobre determinada área, mas ainda assim é possível melhorá-lo.

O professor de ED que se preza sabe, à luz da Palavra de Deus, que será preciso ser, inquestionavelmente, tanto professor quanto professor-aluno. Cada um tem o dever de aperfeiçoar a sua individualidade.

Como professor, devemos repassar o que aprendemos aos nossos alunos. Como professor-aluno, precisamos buscar conhecimento para o aprimoramento da profissão que abraçamos e desempenhamos. Esse princípio está norteado no ensino do divino Mestre: “Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; porque aquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem, até o que tem lhe será tirado”, Mt 13.11-12.

O professor já tem o saber, porém, precisa de novas informações, mesmo possuidor de experiência e formação cultural já definidas. Já foi dito que “o ignorante aprende e o que sabe recorda” (Baltazar Gracian). Quem não se dispõe a aprender não ouse ensinar. Ensina-se quando aprende-se; aprende-se quando estuda-se. O professor precisa ser aluno, porém, um aluno-professor. Nisso não há demérito.

Eis algumas ocasiões, nas quais o professor precisa ser aluno.

Quando o ensinador toma conhecimento de temas de lições programadas para determinada classe - Neste ponto, deve embrenhar-se no caminho da pesquisa, para enriquecer seus conhecimentos, a fim de alcançar seus alunos;
Quando compreende o valor de métodos criativos - O professor que pretende passar conhecimento, voltado para a boa formação do seu aluno, deve aplicar métodos criativos na ministração de suas aulas. O rendimento é indiscutível;
Quando é sensível às necessidades de seus alunos - Nem sempre o aluno tem aptidão para absorver o que lhe é passado no comentário da lição, senão com um pouco de persistência e paciência do professor, se este é sensível à provável necessidade do aluno;
Quando reconhece que o ensino envolve toda a sua vida - O ensino não será absorvido se o aluno perceber que o professor não vive o que ensina. A auto-avaliação é necessária.
O professor precisa ser aluno porque é professor. “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino”, Rm 12.7. O professor que ensina a uma faixa etária de comprovados conhecimentos não pode ser reticente ou repetitivo em suas informações e afirmações, sob pena de perder um pouco de sua credibilidade.

A Palavra de Deus diz “haja dedicação ao ensino”. O que o Espírito Santo determina é que o professor precisa aprender mais. E já foi dito por experimentados profissionais do ensino que “nunca se sabe tanto que não se precise aprender mais um pouco”.



Questão de consciência
Descrevemos, a seguir, outras razões nas quais são manifestas ocasiões em que o professor precisa ser aluno:

Quando toma consciência de sua vocação para o ensino - O professor tem que partir para expansão de seus conhecimentos, especialmente quando se trata da Escola Dominical, uma vez que há variados temas adotados a cada trimestre do ano letivo. Ensinaríamos uma disciplina sem que a conhecêssemos? Para conhecer é preciso estudar e é aí que o professor precisa ser aluno. Vejamos algumas razões:

a) Por serem temas que obedeceram a outra linha de raciocínio, derivados de outra mente, embora fertilizada pela Espírito Santo, que também inspira o “professor-aluno”. Pesquisar é preciso.

b) Como em cada lição existem mistérios que Deus quer revelar a seus filhos, e o professor da ED, em sua vocação de ensinar, é responsável por transmiti-los, é mister que o ensinador se faça professor-aluno e, através da oração e meditação, seja divinamente orientado para levar ao seu aluno a revelação de Deus.

c) Outra ocasião se instala quando o professor necessita de avaliar a qualidade de suas próprias aulas, tentando encontrar algum ponto suscetível de melhoras. Essa auto-avaliação somente será bem sucedida se o professor estudá-la. O Dicionário de Verbos e Regimes, 4ª Edição, página 288, no pronominal agregado ao conceito de ensinar, chama isso de “aprender por si; avisar-se”.

Quando encarar o magistério em Cristo como uma chamada divina - Como uma comissão do Mestre por excelência, com submissão a Cristo, com lealdade à sua igreja e disposição para possuir atitudes de aprendiz, aí se dará o momento “quando o professor precisa ser aluno”.

A partir desse ponto, o professor nunca o deixará de ser, ainda que tenha a qualificação de professor. No professor que a si mesmo se cuida, vê-se exaltada a profissão do ensinador.

Se há um direito de ensinar, há também, obviamente, um dever de aprender. A partir desta premissa, fica claro que em muitas ocasiões o professor precisa ser aluno. Vale salientar que o professor é a única pessoa que deve encontrar razão para estudar. Se lhe falta o interesse, nada mais poderá ser feito, senão lamentar-se. É do escritor brasileiro Rui Barbosa a célebre frase: “Não há tribunais que bastem para obrigar o direito quando o dever se ausenta da consciência”.

É preciso força de vontade do indivíduo para descobrir que sua própria capacidade de trabalho é renovável. Aliás, é uma exortação bíblica. “Transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”, Rm 12.2. Verdade é que o professor pode aprender as técnicas de ensino e aplicá-las no processo de aprendizagem dos seus alunos, porém, precisa ter força de vontade e desejo de trabalhar.

Diz o escritor William Martin, em sua introdução ao ensino da Escola Dominical: “Só se aprende com a prática”. Portanto, aprendendo as técnicas do ofício de ensinar e trabalhando adequadamente, chegar-se-á um dia à qualificação de bons mestres. Entende-se que o professor voluntária ou involuntariamente está sempre na esfera do aprendizado.



Aprendendo a ouvir
Estudando a expressão do apóstolo Paulo em 2 Timóteo 2.1-2, nos deparamos com quatro gerações de cristãos com um método único e eficaz de aprendizado: o ouvir. “Tu, pois, meu filho,fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus e o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros”. As quatro gerações de cristãos acima mencionadas têm funções similares na área do ensino.

A primeira tem, por exemplo, o apóstolo Paulo, que confessou: “Recebi do Senhor o que também vos ensinei”. A segunda recebeu pela audição. Paulo afirma: “O que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste”. Timóteo, por exemplo, recebera a comissão de ensinar o que aprendera junto a outros (“muitas testemunhas”), repassando-o para a terceira geração (“homens fiéis”), e esta, por sua vez, ensinaria à quarta geração (“outros”). Assim, temos Cristo, que ensinou a Paulo; Paulo, que ensinou a Timóteo; Timóteo, que ensinaria a homens fiéis, que ensinariam a outros.

O método audio-visual foi de uma eficácia indiscutível, fantástica, com resultados que perduram até os nossos dias, depois de quase dois mil anos.

Cada geração, especialmente as duas primeiras, precisaram se reciclar, como vemos na expressão: “Fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus”, a fonte onde deveriam permanecer ligados como alunos. É de vital importância a atualização de conhecimentos já adquiridos, principalmente quando tem-se a responsabilidade de transmiti-los para não serem passadas informações defasadas, revelando desconhecimento, apresentando ignorância de fatos novos.



Fonte atualizadora
Uma fonte segura para um pesquisador se reciclar é a que procede de origem divina, a Palavra de Deus, de onde tiramos lições e métodos insuperáveis para alcançar os propósitos que Deus tem para com os seus. Lemos em 2Timóteo 3.16-17: “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

O professor da Escola Dominical não é um professor comum. Ele não ensina matérias simplesmente pesquisadas, mas reveladas. As pesquisas trazem muitas novidades, e por isso mesmo surge a necessidade de reciclagem para o professor, para sua atualização. O professor da Escola Dominical falará de temas oriundos do céu, da divina fonte.

Deus quer que os homens conheçam seus mistérios, como lemos em Colossenses 1.26-28: “O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos; aos quais Deus quis fazer conhecer quais as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória; a quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo”.

O próprio Mestre orando ao Pai (Jo 17.26), fez algumas revelações importantes para os que ousam se chamar professores da Escola Dominical, mas que recusam atender aos requisitos aqui explicitados: “(...)lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais”. Ora, se seus discípulos já tivessem os conhecimentos completos daquilo que haveriam de ensinar, não teriam necessidade de “conhecer mais”. Nisso conhecemos mais um momento, quando o professor precisa ser aluno. Há sempre o que se aprender, de cujos conhecimentos há sempre o que se ensinar. Nossos conhecimentos jamais se completarão.

O eunuco da rainha de Candace era, em sua época, um homem culto. Afirmamos isso em virtude da função que exercia como ministro da Fazenda. Contudo, muito havia que aprender e por isso disse a Filipe, no tocante à palavra profética que lia: “Como poderei entender, se alguém não me ensinar?ó, At 8.31. Ele recebeu o convite de Filipe, servo do Senhor, para aprender o significado da Escritura não compreendida. É imperioso que se entenda entre os chamados mestres a importância de se aprender sempre.

Quando o leitor deste artigo estiver debruçado sobre este conteúdo, passar-lhe-á pela cabeça inúmeras razões não abordadas aqui e que com certeza estarão estimulando-o a alinhar-se as aqui apontadas, com a consciência esclarecida de que “Nunca se sabe tanto, que não se precise aprender mais um pouco”.



Fonte cpad

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

12 de Novembro






Felicidade para mim hoje é
Estar pleamente na presença do Pai, gozando das suas bençãos ilimitadas
Estar na casa do senhor servindo-o conforme a sua vontade ´
Sendo filha e amando e respeitando minha mãe imensamente
Sendo esposa submissa ao meu marido e ajudadora , apaixonadíssima há 17 anos
Sendo mãe , de duas benção maravilhosas concedidas por Deus Jonathan e Ana Caroline
Sendo empresária , trabalhando com o que eu amo fazer e tenho certeza que foi a escolha certa há 11 anos quando fundei a minha empresa que louvo a Deus por ela exiater com colaboradores maravilhosos que já enfrentaram tempestades no mesmo barco comigo e nunca deixou que o barco afundasse sempres estiveram do meu lado lutando juntinhos
Sendo amiga pois tenho verdadeiros amigos que não são em quantidade mas sim em qualidade, ungidos por Deus sendo Benção na minha vida e eu tenho que eu tbm sou na vida deles
Enfim Felicidade é ter uma família maravilhosa a qual eu tenho na minha Igreja Projeto Vida Nova Jardim Redentor
Felicidade por estar no Ministério Infantil o local para o qual fui chamada por Deus e que aprendo mais e mais a cada dia
Senhor me capacita
Senhor me unge
Senhor faz de mim um instrumento em suas mãos
Obrigado por mais um aniversário

quarta-feira, 11 de novembro de 2009


Leitura Bíblica - João 13—15

De professor para professor
Aproveite o tema do trimestre para conversar com seus alunos a respeito da amizade. Em primeiro lugar, ensaie com as crianças a dramatização abaixo, baseada na história 4, “O Maior Pote de Mel do Mundo,” do livro As Aventuras dos Ursos de Bramlee, CPAD. Fique à vontade para fazer as adaptações que achar conveniente, inclusive mudar os nomes dos ursos.

“— Adivinhem! — gritou o urso Honee para os outros ursos. Adivinhe o que você diria se alguém lhe dissesse para adivinhar algo. Os outros ursos também não sabiam o que adivinhar.

— Hoje é o Dia da Amizade! Disse Honee. — Foram as abelhas que me contaram.

— Isso significa que elas vão nos picar só um pouquinho se pegarmos o mel delas? Perguntou Bo. — Grandes amigas!

O urso Honee chegou primeiro. Ele levou um pote de mel pequeno, porque não quis mostrar ganância. Assim, as abelhas ficaram contentes em deixá-lo encher o pote de mel pequeno com o mel que elas tinham feito. Honee subiu a escada que ainda estava na Árvore de Mel e encheu o pote. Claro que ele disse “Obrigado” pelo menos umas duas vezes.

Titi e Flo foram os próximos. Cada um tinha levado um pote de mel pequeno. Elas não queriam parecer gananciosas. As abelhas as deixaram subir a escada e encheu os potes de mel pequenos com mel. Titi e Flo também disseram “Obrigada” pelo menos umas duas vezes.

Pan e Melan vieram em seguida. Cada um tinha levado um pote de mel pequeno. Pan subiu a escada e encheu o seu pequeno pote com mel. Agradeceu às abelhas pelo menos umas dez vezes. Depois foi a vez de Melan. Ele também encheu o seu pote e depois disse
“Obrigado” pelo menos umas dez vezes.

— Mas onde está Bo? — perguntavam todos. — Com certeza ele também vai querer mel. Vamos ver onde ele está.

Todos os ursos de Bramlee foram à casa de Bo para ver por que ele não tinha ido à Árvore de Mel. Quando estavam quase chegando, Bo estava saindo de casa aos tropeções. Ele estava tentando levar o maior pote de mel do mundo. Era tão grande que era difícil de carregar.

— Urso Bo! Gritaram todos juntos.

Bo não tinha percebido que eles estavam chegando. Levou um susto tão grande que derrubou o grande pote de mel no pé direito.

— Aaaaiii! Gritou. — Por que gritaram comigo? Vejam o que vocês fizeram?

— Gritamos porque você está sendo ganancioso — disse Pan. — Olhe os potes de mel pequenos que todos nós levamos. As abelhas ficaram contentes em nos deixar encher os potes com mel.

— Mas elas não disseram para levarmos potes pequenos, não é? Perguntou Bo. — Elas não disseram que não podíamos levar potes grandes, ou disseram?

Pan ficou muito zangado com Bo.

— Quando alguém quer ser seu amigo e lhe oferece um presente, você leva tudo que ele tem? Disse Pan com voz forte. — O seu pote de mel vai acabar com o mel das abelhas. Elas vão ficar sem nada.

Bo olhou para os amigos. Viu cinco rostos zangados. Depois olhou para o seu grande pote de mel. Era bem grande mesmo. Era muito, muito grande. Agora ele estava percebendo.
Bo levou para dentro o seu grande pote de mel. Logo depois, voltou com um pote de mel pequeno, do tamanho do que os outros tinham.

Quando todos os ursos de Bramlee voltaram à Árvore de Mel, a escada ainda estava lá. As abelhas ainda estavam fazendo um zumbido feliz. Bo subiu a escada e encheu o pequeno pote com mel. E dessa vez Bo não foi picado uma vez sequer!

Bo estava descendo sem dizer “Obrigado”.

— Não está se esquecendo de nada, Bo? Perguntou Pan.

— Estou com o pote de mel — respondeu Bo.

— O que a gente diz para as abelhas amigáveis? Pan quase gritou.

— Ah! Obrigado! Disse Bo.

As abelhas zumbiram um som feliz. Por um momento, os ursos tiveram a impressão de que o zumbido queria dizer: “De nada!” Mas é claro que abelhas não dizem isso. Ou dizem?”

Após a apresentação, converse com os alunos a respeito do assunto. Você pode utilizar as seguintes perguntas:
1. Você tem amigos? Qual o nome deles? Como eles são? O que eles fazem para demonstrar que são seus amigos?
2. Amigos gostam uns dos outros, não é? Eles gostam de dar coisas boas uns aos outros. Gostam de fazer coisas boas uns aos outros. Que coisas boas Jesus fez por você? Como você sabe que Jesus é o seu melhor amigo? Que coisas boas Ele faz por você?
Fonte: www.cpad.com.br

Meu pai, meu melhor discipulador


Meu pai, meu melhor discipulador


Nos dias atuais temos observado que a família tem transferido a responsabilidade da educação dos filhos para as instituições. A educação humanista, secular é responsabilidade da escola, a educação religiosa é responsabilidade da igreja, mas os pais não se dão conta de que a responsabilidade maior pela formação do caráter de uma criança é deles. Não que as instituições não tenham participação relevante nesse processo, porém, é na família que a criança terá todas as referências necessárias para a formação e desenvolvimento da sua personalidade.

Provérbios 22:6 diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" . O grande problema é que na maioria das vezes, os pais entendem que a fase da criança aprender só começa aos 3 ou 4 anos, ou acham que a criança só começa a entender alguma coisa nesta idade. Eles não percebem que antes disso ela aprendeu a andar, a falar, a reivindicar a satisfação da sua vontade, a bater o pé quando é confrontada, etc., e quando a Bíblia nos diz "ensina a criança", ela esta dizendo que é desde o útero que esta criança pode e deve ser ensinada.


Nós, os pais, quando transferimos para outros a educação, ou o discipulado, dos nossos filhos, corremos o risco de ver impresso no caráter deles a marca de um educador ou discipulador que pode ser bom ou ruim, dependendo dos valores que tal pessoa tem, sem contar que muitas crianças, por não terem no pai um bom referencial de autoridade (Ef. 6:4) , de amor, de carinho, e de disciplina (Pv .23:13 e 14) passam a ver como referencial os professores e pastores que, sem querer, ou de forma involuntária, acabam tirando a autoridade dos pais. Então, os filhos acabam honrando pessoas estranhas, quando, na verdade, essa honra deve ser dirigida aos pais, para que o filho possa atrair as bênçãos de Deus sobre si (Ef 6:2 ; Ex 20:12).

Nestes dias precisamos estar atentos a tudo aquilo que vem agredir aos nossos filhos, como os meios de comunicação, que declararam guerra contra as crianças, os adolescentes e os jovens, transmitindo "entretenimentos" degenerados e nocivos para dentro dos nossos lares, com anúncios publicitários que exploram os desejos e as fraquezas dos nossos filhos.
As crianças crescem muito rápido. Hoje, mal começam a respirar e já são lançadas num mundo adulto, agressivo e permissivo. A sociedade concentra-se cada vez mais nos desejos dos adultos e as crianças são as perdedoras.

Nós, pais, temos que entender que somos os melhores discipuladores dos nossos filhos e diante de Deus somos os responsáveis para ensinar-lhes os estatutos, os mandamentos e preceitos divinos. Em Deuteronômio 6:2 e 7 o Senhor nos diz "para que temas ao senhor teu Deus e guardes todos os meus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu e teu filho, e o filho do teu filho, todos os dias da tua vida e para que se prolonguem os teus dias" e "as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando nele pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te ".

Então, o Senhor responsabiliza a nós, os pais, para ensinarmos aos nossos filhos tudo aquilo que vai compor a personalidade, a alma e o caráter deles, para apresentarmos ao Senhor uma herança plantada na Sua casa, rendendo frutos para o reino, prontos para serem alistados no exército do Grande Rei (Sl 127:3) e não uma herança drogada, prostituída, com um mal testemunho como os filhos de Eli, Hofni e Fineias (1 Sm 2:12-17; 27-34) que se tornaram malditos aos olhos de Deus.

Nós, os pais, somos os responsáveis para ensinar aos nossos filhos a bondade e a misericórdia com que Deus nos trata. Devemos ter a consciência de que somos a janela pela qual eles verão a Deus, o espelho que vai refletir neles a imagem de Jesus. Então eles serão como árvores plantadas junto a ribeiros de águas, que darão fruto na estação própria, e, o que é melhor, tudo o que fizerem prosperará (Sl 1:3).

Você, papai, é o melhor discipulador do seu filho. Assuma isso e a sua descendência será alvo da graça de Deus.

Fonte: http://www.montesiao.pro.br/redecrianca/paidiscipulador.htm