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terça-feira, 24 de março de 2015

Perigo nas Brincadeiras – ABRACADABRA

Muitas vezes antes do culto infantil começar ou quando terminar, num momento de descontração, escutamos coisas de nossas crianças, como por exemplo a palavra: Abracadabra. Infelizmente, num culto infantil no qual eu assistia um dia, numa igreja que fui visitar, eu escutei do próprio preletor que foi convidado, falando através dos bonecos de fantoches essa “inocente” palavra. E, depois, com meu grupo de crianças reunidas e com minha equipe, tive que explicar o porquê isso era errado, o porquê não é “cristão” esse termo. Acreditem até mesmo a equipe que trabalhava comigo tinha dúvidas em relação a esse termo. Nós, como educadores cristãos, devemos estar atentos a tudo e prontos a explicar o porquê isso é errado. Explique com amor, nas suas palavras, para que a criança seja capaz de entender, mostre que com isso muita gente deixou Papai do Céu muito triste e que nós nascemos para deixá-Lo feliz, para louvá-Lo. Muito importante orar depois com a criança. Aqui estão somente dois dos vários versículos que podemos nos fudamentar na Palavra de Deus, entre eles o mais famoso deles, o simples “Ficarão de fora…”: Apocalipse 21:8 – Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte. Apocalipse 22:15 – Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira. Essa explicação é mais para a sua equipe, pois tem termos mais complicados de entender, embora essa explicação encontrei no “Manual do Escoteiros Mirins – de Monteiro Lobato” ABRACADABRA É assim que muitos mágicos e feiticeiros iniciam um rito, visando a invocar poderes sobrenaturais. Essa palavra mágica é uma fórmula mágica usada em encantamentos contra enfermidades e outras desgraças, geralmente inscrita num amuleto em forma de triângulo invertido. A palavra, escrita em linhas sucessivas, a cada linha perde uma letra de cada extremidade, de modo que, na última linha, sobre a letra do meio (A), que constitui o vértice do triângulo invertido que se formou. E esse triângulo pode ser lido também pelos lados. Segundo os velhos magos, a doença ou má sorte desapareceria à medida que a fórmula mágica fosse diminuindo. Os primeiros trabalhos em que se menciona essa fórmula mágica são de Quintus Severus Sammondicus, médico que viveu no século III da nossa era. Essa figura cabalística é formada pelo nome de Abraca (Abracax ou Abraxas), tido como o mais antigo dos deuses (demonios). E ela própria – a figura – era venerada como uma espécie de divindade. Simplificando para as crianças entenderem: Esta palavra “Abracadabra” é o nome de um Demônio. As pessoas antigamente que não conheciam o amor do Papai do Céu, achavam que chamando esse demônio e mostrando a figura dele seriam capazes de curar doenças. Hoje em dia falamos para adivinhar alguma coisa. Quem tem o criador do Universo como amigo precisa chamar um demônio para adivinhar alguma coisa? Claro que não! Isso entristeceria Deus! Porque Ele é nosso melhor amigo, então chamariamos Jesus não é mesmo? E podemos brincar com o nome do nosso Deus? Também não! E queremos o nome de algum demônio em alguma brincadeira nossa? Também não! Então vamos ter cuidado de toda palavra que sair da nossa boca! Nossa boca tem que ser santa! Faça uma oração com elas! Fiquem com Deus e até o próximo post!!!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PALMADA OU BOA CONVERSA RESOLVE?

Para pastor a palmada é boa pra educar.Cris Polli já pensa diferente Por: Robson Morais - Redação Creio O desafio de educar os filhos é para sempre. Por mais que cresçam, serão sempre crianças aos olhos dos pais. Mas até que criem asas o esforço maior é a disciplina, entende-se aí a sempre polêmica palmada. Afinal, bater educa? O pastor norte americano Michael Pearl jura que sim. Não só isso; aconselha os pais a puxarem cabelo de recém-nascido, manter arma de fogo em casa e muito mais. Tudo pelo bem da formação do futuro cidadão, garante. Cada método aconselhado pelo pastor pode ser conferido em um manual, explicado em detalhes. ‘Como educar seu filho’ já está em circulação nos Estados Unidos e pode vir para o Brasil. “Os pais podem experimentar sentimentos que os impeçam de castigar os filhos, mas isso não é o amor de Deus, que criou as crianças e sabe o que é melhor para elas, ordenando aos pais que usem o chicote”, lê-se no livro. Específico, cada punição a ser aplicada depende da travessura. “Para crianças com menos de um ano, os pais devem usar apenas uma vara de salgueiro, entre 25 a 30 centímetros de comprimento e uma polegada de diâmetro, isenta de nós, pois estes podem cortar a pele”, segue. Especialista no assunto, a pedagoga Cris Poli se tornou famosa em todo o Brasil na pele da rigorosa Super Nanny. A versão brasileira do reality ainda fez, até 2010, enorme sucesso nas telas do SBT justamente pelos conselhos firmes da babá. Ela porém garante que nenhuma palmada agrega à educação. “O grande segredo é o diálogo, embora isso seja difícil. Dialogar e chegar num acordo”. Os métodos contrários ao de Pearl também podem ser conferido no livro ‘Pais responsáveis educam juntos’, lançado na 10ª edição da EXPOCRISTÃ.

Lei da Palmada, Projeto é adiado por pressão de bancada evangélica, que não concorda

Após pressão da bancada evangélica, a Câmara dos Deputados comunicou nesta terça-feira, 13, o adiamento da votação do projeto de lei que proíbe a aplicação de palmadas ou castigos físicos em crianças e adolescentes. A chamada Lei da Palmada, que seria votada em uma comissão especial da Casa, prevê, por exemplo, que professores, médicos ou funcionários públicos que souberem ou suspeitarem de agressões ou tratamento degradante contra pessoas com menos de 18 anos, incluindo xingamentos, e não denunciarem às autoridades, poderão ser multados em até R$ 11,2 mil (20 salários mínimos). "Na educação de crianças e adolescentes, nem suaves 'palmadinhas', nem beliscões, nem xingamentos, nem qualquer forma de agressão, tenha ela a natureza e a intensidade que tiver, pode ser admitida", afirmou a relatora do projeto, Teresa Surita (PMDB-RR). De acordo com a vice-presidente da comissão especial, Lilian Sá (PSD-RJ), ao pressionarem contra o projeto, os evangélicos argumentaram que o texto, se transformado em lei, poderia "trazer danos à família", uma vez que pequenos castigos não causariam dor nem teriam consequências perversas para a vida da criança. "Eles disseram que o projeto iria mudar a vida dos pais, que a 'palmadinha pedagógica' poderia trazer danos à família", afirmou. Conforme o projeto, que deverá voltar a ser debatido nesta quarta, 14, "a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou proteger". "Existe uma razão primeira para proibir e eliminar o uso da força física como forma de educação de crianças e adolescentes: é o reconhecimento de seus direitos humanos", disse Surita, em seu relatório. Para a presidente da comissão especial, Erika Kokay (PT-DF), o projeto que deveria ser votado nesta terça tem caráter "pedagógico", e não punitivo, contra a família. "A percepção (de se o castigo é violência ou não) não pode ser do adulto porque a criança perde o espaço da fala. Quem dá uma palmada de quando em quando pode deixar de dar", afirmou.

Crianças ‘viciadas’ em TV têm mais probabilidade de cometer crimes

Estudo conclui que existe forte correlação entre exposição excessiva de crianças à televisão e comportamentos anti-sociais de jovens adultos Publicado por AFP [via UOL] Uma pesquisa realizada na Nova Zelância aponta que crianças que assistem televisão em excesso são mais sujeitas do que outras a cometer crimes ou ter atitudes agressivas quando adultas. A Universidade de Otago acompanhou mais de mil adolescentes nascidos no início da década de 1970 desde os quinze anos de idade até os 26 para avaliar os potenciais impactos da televisão nos seus comportamentos. O estudo, publicado nesta semana na revista americana “Pediatrics”, conclui que existe uma forte correlação entre a exposição excessiva de crianças à televisão e comportamentos anti-sociais de jovens adultos. “O risco de ter um jovem adulto ter antecedentes criminais aumenta em 30% para cada hora que em assistiu televisão em média durante a semana quando criança”, disse Bob Hancox, co-autor da pesquisa. A pesquisa também apontou que o fato de assistir televisão em excesso está ligado a comportamentos agressivos a à tendência de sentir mais emoções negativas. Estas ligações são ainda mais significantes em termos de estatísticas quando são levados em conta fatores com a inteligência, a condição social e a educação dada pelos pais. “Ao mesmo tempo que não podemos dizer que a televisão leva diretamente a comportamentos antisociais, os resultados da nossa pesquisa sugerem que o fato de passar menos tempo assistindo televisão pode reduzir os comportamentos antisociais na sociedade”, analisou Hancox. Ele ainda disse que concordava com as recomendações Academia Americana de Pediatria, segundo a qual crianças não deveriam assistir a mais de uma ou duas horas de programas de televisão por dia. O estudo também aponta que é possível que crianças tenham desenvolvido comportamentos antisociais ao imitar o que viram na televisão. No entanto, os conteúdos assistidos não seriam o único fator que levaria a estes comportamentos. O isolamento social vivido por pessoas que ficam horas diante da TV também seria um agravante. “É possível que o fato de assistir televisão em excesso leve a comportamentos antisociais mesmo se a criança não está exposta a conteúdos violentos”, disse a pesquisa. “Si ficar tempo demais na frente da televisão, a criança pode ter menos relações sociais com amigos ou parentes além de um desempenho ruim na escola e correr assim mais risco de ficar desempregado”, explicou. Hancox ainda salientou que o estudo foi baseado em hábitos de crianças no fim da década de 1970 e no início da década de 1980, antes da chegada em massa de videogames. “Se a pessoa passa horas na frente de um jogo que não apenas a expõe a cenas violentas, mas tamém estimula a matar pessoas, isso pode ser pior ainda, mas não tenho nenhum dado concreto sobre este assunto”, disse Hancox em entrevista à Radio New Zealand. Fonte: Publicado por AFP [via UOL]

sábado, 12 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO INFANTIL

EDUCAÇÃO INFANTIL
A Formação do Caráter cristão na Educação infantil.
Prof. Joany Bentes



Como educadores cristão, não podemos de forma alguma descurar da responsabilidade em preparar nossas crianças a viverem num mundo globalizado, cuja ênfase é a busca por mais conhecimento. Nossa missão, apesar de difícil, tem de ser integralmente cumprida, a fim de que nossos filhos destaquem-se como testemunhas de nosso Senhor Jesus.
Para chegarem à estatura de “varão perfeito” Ef 4:13, os pequenos dependem da orientação correta, embasada na Bíblia Sagrada, pois é na infância que se dá a formação do caráter.

Então surge a pergunta: O que é caráter?

Existem centenas de definições para caráter, mas após muitas pesquisas podemos concluir que caráter é a capacidade de ação e reação mediante fatos sejam estes bons ou maus. São traços da natureza humana que podem ser alterados e que se constituem a partir das relações familiares, ambientais, pedagógicas e sociais.
É imprescindível que pais e professores da EBD estejam cientes de seus papeis como educadores e influenciadores do caráter de seus filhos, para isso Salomão aconselha: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, quando envelhecer não se desviara dele” (Pv.22.6).

Qualidades que contribuem para formação do caráter:

Humildade - "Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz". Filipenses 2:7;8
Mansidão – “Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens”. Tito 3:2
Longanimidade – “O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações”. Números 14.18.
Pode-se citar também os frutos do espírito, que se observados contribuíram na formação do caráter da criança.
Foi assim com o menino Jesus, ele “...crescia em sabedoria estatura e graça diante de Deus e dos homens” (Lc. 2 . 52)
Desde o primeiro momento da vida o ser humano começa a aprender. Quando a criança é pequena (dois a três anos) ela aprende a escolher entre o que é bom e que não é. Nessa idade se desenvolve a parte moral do caráter. Também aprende auto-controle, auto-segurança e desenvolve a coragem.
Atenção dobrada as crianças de 0 a 6 anos, período em que incide a educação infantil, o desenvolvimento emocional, cognitivo e o crescimento sensório-motor da criança estão em ampliação e os infantes carecem de uma atenção maior na sua orientação educativa.
É importante que professor e aluno tenham um bom relacionamento e para isso o professor precisa ter uma postura que compreenda.

a) Saber ouvir os membros do grupo;

b) Facilitar a integração do grupo;

c) Não ser intransigente ou repressor;

d) Estabelecer limites para o grupo;

e) Não marginalizar ou rejeitar alguém do grupo;

f) Agir de acordo com suas palavras;

g) Não usar o grupo para seus interesses pessoais;

h) Evitar descarregar os seus problemas no grupo;

i) Ser sincero com o grupo.

A eficácia do aprendizado depende do professor que deve conservar em mente as qualidades indispensáveis a um bom professor, sem as quais nem métodos criativos, recursos pedagógicos ou didáticos terão qualquer efeito, são eles:

a) Ter Cristo como salvador: e senhor da sua vida;

b) Ter liderança;

c) Ter amor e interesse pelas crianças;

d) Ser organizado;

e) Cuidar de sua aparência pessoal;

f) Praticar o que ensina;

g) Pensar nos mínimos detalhes;

h) Não desanimar diante de opiniões de pessoas que fazem oposição ao seu trabalho.

Importante:
O professor da EBD tem que tomar uma postura ,frente as investidas do mundo através das mídias de comunicação,pois as nossas crianças são invadidas e violentadas diariamente com pornografia audiovisual, além de outros conteúdos que deturpam os valores morais que alicerçam a fé cristã.

A formação do caráter cristão vai além das limitações humanas, está ligada à ação do Espírito Santo na vida das crianças, fato que só será possível se a criança for estimulada a confiar em Deus.


A fé das crianças e a Escola Bíblica Dominical


O professor da EBD, que trabalha com os pequenos, precisa estar ciente do seu compromisso e deve ter como objetivo principal “a fé das crianças” LEFEVER, M. (2003).

As crianças precisam aprender a falar com Deus, amar ao próximo, amar a Deus, e obedecer a sua palavra. Tais ensinamentos devem ser transmitidos na EBD.

LEFEVER observa o desenvolvimento da fé das crianças por fases:


A FÉ DO BEBÊ

Conceito-chave: Confiança

Relacionamentos significantes: Mãe e Pai.

Para uma criança desta faixa etária, somos as mãos e o rosto de Jesus.

II – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 1 A 3 ANOS

Conceito-chave: Autonomia

Relacionamentos significantes: Pais e professores da Escola Dominical.

Tais crianças:

• Aprendem através de encenações de histórias bíblicas.

• São capazes de aprender que Deus criou todas as coisas.

• Compreendem que a Bíblia é um livro maravilhoso, cheio de histórias especiais; é o Livro de Deus.

• Aprendem sobre Jesus enquanto se movimentam. Aprendizes tátil-cinestésicos.

• Aprendem a orar.

III – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 3 E 4 ANOS


Conceito-chave: Amor e Iniciativa

Relacionamentos significantes: Professores da Escola Dominical, pastor, família

Tais crianças:

• Gostam de frequentar “a própria igreja” (Escola Dominical).

• Aprendem a orar.

• Gostam de recontar histórias sobre Jesus.

• Aprendem a fazer mímicas de histórias bíblicas e de atitudes de Jesus.

• Interessam-se por Deus.

• Confundem Jesus e Deus.

• Desenvolvem uma consciência sensível.

• Perguntam sobre Jesus mais para interagirem com os professores do que para ouvirem respostas.

• Desenvolvem conhecimentos bíblicos.

• Permanecem apredendo a respeito de Jesus enquanto se movimentam.

• Desenvolvem bons hábitos da vida cristã.

• Aceitam Jesus como Salvador pessoal.


IV – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 5 E 6 ANOS


Conceito-chave: Amor e Diligência

Relacionamentos significantes: Vizinhança, escola e igreja.

Tais crianças:

• Podem compreender o conceito de Deus como Criador.

• Costumam fazer perguntas.

• Temem a Deus porque Ele vê tudo que fazem.

• Desenvolvem o conceito de Deus e Jesus como pessoas reais.


• Identificam os personagens da Bíblia como reais.

• Consideram a oração importante.

• Orgulham-se da capacidade de ler em sua própria Bíblia.

• Começam a compreender a “Adoração”.

• Podem envolver-se em projetos simples, como “ajudar”.

• 40% passam da aprendizagem bíblica tátil-cinestésica para a leitura visual (palavras e imagens).


V – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 7 E 8 ANOS

Conceito-chave: Aprender a amar.
Tais crianças:

• Estão esclarecidas quantos aos conceitos de certo e errado.

• Desejam ser boas.

• Começam a perceber a influência da consciência e os erros dos outros.

• São capazes de sentir vergonha, podem admitir seus erros, mas frequentemente transferem a culpa de seus erros para “outros”.

• Têm seu interesse por Deus aumentado gradativamente.

• Estão amadurecendo os conceitos acerca da morte e da ressurreição de Jesus.

• São capazes de estudar a Bíblia sozinhos.

• Usam de modo coerente o conteúdo das Escrituras e o que ouvem na Igreja.

• Já possuem um desenvolvimento significativo na área do pensamente simbólico.

• Estão ampliando sua visão de mundo.


VI – A FÉ DAS CRIANÇAS DE 9 A 11 ANOS

Conceito-chave: Justiça
Relacionamentos significantes: Grupos de mesmo nível, igreja e modelos de lideranças seculares.


Tais crianças:

• Correspondem ao ensino sobre o caráter de Deus.

• Aprendem mais facilmente a respeito da vida cristã por intermédio de projetos do que por exposição.

• Começam a constatar que devem seguir suas próprias convicções acerca de Jesus.

• Propõe perguntas mais difíceis do que as dos adultos.

• São capazes de compreender o plano da salvação.

• Compreendem o propósito da oração.

• Desenham heróis da Bíblia e da igreja local.

• Possuem uma necessidade de pertencer ao grupo.

• Personalizam sua sexualidade a partir de uma perspectiva cristã.

• Adquirem uma compreensão básica da ética bíblica.

• São capazes de julgar suas póprias ações à luz das atitudes de Jesus.

• Frequentemente fazem confusão entre o certo e o errado.



VII – A FÉ DOS ADOLESCENTES

Conceito-chave: Fidelidade
A maioria das pessoas que consolida sua fé até os 12 anos permanece fiel pelo resto de sua vida.

Conclusão

É inegável que a criança que tem uma fé alicerçada em Cristo terá seu caráter formado dentro dos padrões espirituais e nesse sentido a EBD é em todos os aspectos um centro de influência positiva.
O professor da EBD deve buscar em Deus e na sua palavra a sabedoria necessária para conduzir os pequenos ao principal objetivo da vida cristã, “o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” Efésios 4:12,13.


REFERÊNCIAS

BÍBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Versão corrigida.

LEFEVER,M.Métodos Criativos de ensino: como ser um professor eficaz.Rio de Janeiro:CPAD,2003

ESTUDO LIGA PROGRAMAS DE TV À GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA


Adolescentes que assistem muitos programas de TV com conteúdo sexual - sejam cenas ou diálogos - têm probabilidade duas vezes maior de engravidar nos três anos seguintes do que os jovens que assistem poucos desses programas, segundo um estudo da RAND Corporation publicado nesta segunda feira pela revista Pediatrics, da Academia Americana de Pediatria. O estudo americano é o primeiro a estabelecer uma relação direta entre a exposição de adolescentes a conteúdo sexual na TV e gravidez - tanto de meninas, como dos garotos que assistem aos programas e engravidam suas namoradas.

Para a pesquisadora Anita Chandra, que liderou o estudo, os 'adolescentes recebem considerável quantia de informação sobre sexo através da TV e a programação normalmente não destaca os riscos e responsabilidades do sexo'.

'Nossas conclusões sugerem que a televisão pode desempenhar um papel significativo nas altas taxas de gravidez adolescente nos Estados Unidos.'

Metodologia
No estudo, os pesquisadores acompanharam 2.000 adolescentes entre 12 e 17 anos de idade durante três anos. Os pesquisadores perguntavam sobre os hábitos televisivos e sexuais dos adolescentes. A análise é baseada nos resultados de cerca de 700 participantes que haviam iniciado suas atividades sexuais neste período e falaram de seu histórico de gestações.

As informações sobre os hábitos televisivos foram combinadas com os resultados de uma outra análise sobre programas de televisão para determinar a freqüência e o tipo de conteúdo sexual a que os adolescentes estão expostos quando assistem TV.

Para os pesquisadores, o conteúdo sexual dos programas pode influenciar a taxa de gravidez na adolescência ao criar a percepção de que relações sexuais sem a proteção anticoncepcional oferecem pouco risco, e estimulando jovens a se iniciar sexualmente mais cedo. Os pesquisadores se concentraram em 23 programas, que incluíam dramas, comédias, reality shows e programas de auditório.'

A quantidade de conteúdo sexual na televisão dobrou nos últimos anos, e há pouca representação de práticas seguras de sexo nesses programas', diz Chandra.'

Apesar de ter havido algum progresso, os adolescentes que assistem televisão ainda vão encontrar pouca informação sobre as conseqüências de práticas sexuais sem proteção entre os muitos programas mostrando sexo.

Outros fatores
Os pesquisadores afirmam, no entanto, que outros fatores influenciam a gravidez na adolescência.

Adolescentes que moram com os dois pais têm probabilidade menor de engravidar, enquanto meninas, negros e adolescentes com problemas de comportamento como disciplina, estão mais propensos a engravidar.

Os jovens que pretendiam ter filhos cedo também têm mais propensão a engravidar durante a adolescência.Os pesquisadores recomendam que as redes de TV sejam encorajadas a incluir programas que mostrem relações sexuais de forma mais realista e incluam conseqüências do sexo sem proteção, como doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Eles ainda recomendam que os pais assistam televisão com os filhos adolescentes para explicar as conseqüências de sexo sem proteção e que pediatras perguntem aos jovens que programas de TV eles assistem, para dar mais informações sobre métodos anticoncepcionais.

Mas Chandra afirma que a televisão é apenas parte da dieta midiática dos adolescentes. 'Nós também devemos investigar o papel das revistas, da internet e da música', afirmou.

A taxa de gravidez na adolescência vem caindo nos Estados Unidos desde 1991, mas o país ainda é um dos que tem maior incidência entre os países desenvolvidos.Quase um milhão de jovens meninas engravidam a cada ano, sendo que a maioria dessas gestações não são planejadas. As pesquisas mostram que as mães adolescentes têm mais propensão do que outras meninas a abandonar a escola, precisar de benefícios e viver na pobreza.

A RAND é uma organização de pesquisas sem fins lucrativos que produz análises para o setor público e privado.

Alcançar Crianças para Cristo - Um Grande Desafio!

Todas as crianças têm almas imortais e geralmente têm muitos anos de vida à sua frente. Que usemos cada oportunidade para levá-las ao Senhor Jesus, o Pão da Vida que dá o sustento pra que elas tenham vidas bem sucedidas!

As crianças estão por toda parte e também precisam de salvação, independente de sexo ou raça, idade, religião ou situação financeira.

Evangelize-as cedo!
Infelizmente, no mundo em que vivemos, em meio a tanta violência, manipulações da mídia e injustiças, as crianças perdem sua inocência tão cedo e passam a carregar sobre os seus ombros o peso do pecado, sendo lançadas no mundo das drogas, dos roubos, da prostituição, etc...

Pra que nossos pequeninos se tornem forte e resistam aos dias maus, elas precisam conhecer a Jesus, elas precisam ser sustentadas por Cristo!

As crianças estão tão pertinho de nós, entre nós e carecem da nossa ajuda amorosa, levando a elas as Boas-novas de salvação! Permita que elas saibam que Deus as ama e que vc as ama também. Peça ao Espírito Santo para amar as crianças por seu intermédio!

A alma da criança é tão valiosa aos olhos de Deus quanto a de um adulto, pois cada uma delas viverá eternamente. Ganhar uma criança para Cristo, é salvar tanto uma alma quanto uma vida, pois ela ainda tem uma vida inteira para viver com Jesus!

Que nesse ano de 2009, possamos refletir sobre as ações do Ministério infantil, fazendo prevalecer sobre todas essas ações o amor e a dedicação, a compaixão pelas almas perdidas! Cumpramos o Ide do senhor Jesus!

Façamos valer todo esforço, todo empenho, em santidade, na obra de Deus!!

EXISTE MUITO A SER FEITO

EXISTE MUITO A SER FEITO...
Posso Ser um Missionariozinho
(Harold Deal / Henry Dekoven Bartells)

Posso ser um missionariozinho,
Se falar de Cristo ao companheirinho;
Posso trabalhar em minha terra
Manda-me, pois, Senhor!

Não preciso atravessar os mares
Para dar aos outros novas salutares;
Posso fornecer sustento aos outros
Que meu Senhor mandou.

Hei de orar e trabalhar fielmente;
Caso Deus me chame seguirei contente
Para os campos que vão branquejando
Dispõe de mim, Senhor

POR QUE ALGUMAS CRIANÇAS SÃO TÃO BRAVAS?

Um estudo diz que os bebês nascem com tendências violentas, mas que a maioria aprende a controlar. Diz ainda que esse comportamento violento é natural e que a habilidade social corrige isso. Segundo essa pesquisa, "em média, as crianças atingem o Pico do comportamento violento (mordendo, arranhando, gritando, batendo) no 18º mês de vida. O nível de agressão começa a declinar entre os dois e cinco anos de idade, assim que else começam a aprender outros meios mais sofisticados de comunicar seus desejos e vontades".
Deus fala para os seus filhos: "Não sejam como o cavalo ou o burro, que não têm entendimento mas precisam ser controlados com freios e rédeas, caso contrário não obedecem" (Sl 32.9). Certamente Deus quer nos guiar com o seu bom conselho, tendo da nossa parte um coração disposto a lhe obedecer. Mas, se tivermos um comportamento obstinado contra ele, certamente seremos disciplinados à altura. Esse é o caminho a prosseguir na criação de nossos filhos.


1. A criança precisa ser treinada para viver. A Bíblia diz: "Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles" (Pv 22.6). A criança deve ser ensinada a obedecer de boa vontade. Ela não nasce com essa disposição. Ela precisa ser formada e instruída por meio de exercícios repetidos demonstrados por seus pais.


2. A questão não é ensinar, mas como ensinar. Muitos pais ensinam, mas não levam a criança a fazer valer o que dizem. Precisam criar uma cultura de ameaças para que a criança tenha medo e depois de algumas chantagens, resolva atender os apelos insistentes de seus pais. É como se a criança pensasse: "Coitado do papai e da mamãe; já estão quase chorando. Vou atendê-Los antes que se desesperem".. Outros pais conseguem ensinar a criança a obedecer logo que falam. Isso não depende da criança, mas dos próprios pais.


3. Um exemplo de criação ideal. Samuel, um conceituado juiz em Israel, foi criado de uma maneira a ensinar princípios de boa formação na vida de qualquer criança. Ana, sua mãe, era estéril. Ela orou pedindo a Deus um filho fazendo o seguinte voto: "Ó SENHOR dos Exércitos, se TU deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao SENHOR por todos os dias de sua vida" (1 Sm 1.11). Ela decidiu como criaria a criança. No tempo oportuno ela levou o menino para viver no templo como tinha prometido (1 Sm 1.24-28). O menino foi ensinado a obedecer.


4. Como não se deve criar os filhos. Por outro lado, os filhos do sacerdote Eli eram ímpios e não se importavam com o Senhor (1 Sm 2.12). Eli reclamava com seus filhos, mas não conseguia ensiná-Los o modo correto de viver (1 Sm 2.23-24). Ele tinha consciência da conduta desprezível deles, mas não os puniu (1 Sm 3.13). É lamentável que a pergunta que Deus faz a Eli se aplique a tantos pais hoje: "Por que você honra seus filhos mais do que a mim?" (1 Sm 2.29).
Eli era um sacerdote de Deus, conhecia a Palavra de Deus, era sincero, mas não conseguia ensinar seus filhos a serem obedientes à vontade de Deus. Isso o desqualificou para o ofício que ocupava e sua descendência não foi abençoada.


5. É possível ensinar obediência às crianças. A Bíblia nos mostra com clareza como podemos ensinar nossos filhos a nos obedecer. Está escrito que "a insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela" (Pv 22.15). A criança nasce inclinada para a rebeldia (todas). Algumas são dóceis, outras são voluntariosas, mas todas precisam ser formadas. Muitos pais dizem que não usam a vara para disciplinar seus filhos porque os amam. Mas veja o que diz a Bíblia: "Quem se nega a castigar seu filho não o AMA; quem o AMA não hesita em discipliná-lo" (Pv 13.24). É claro que existem outras formas de disciplina, mas a vara (literalmente) é necessária: "Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura" (Pv 23.13-14). Ao contrário do que muitos pensam, "a vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a is mesma envergonha a sua mãe" (Pv 29.15). O problema de muitos pais é achar que seu filhinho é como um anjo e só deverá ser disciplinado quando estiver maior. Muitos querem fazer isso quando não conseguem mais. A Bíblia diz: "Discipline seu filho, pois nisso há esperança; não queira a morte dele" (Pv 19.18).. Ao invés de tornar seu filho rebelde ao discipliná-lo, a Bíblia diz: "Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma" (Pv 29.17).
O que não podemos deixar de perceber, é que, à medida que obedecemos a Deus usando a vara para corrigir nossos filhos, ele cumprirá toda promessa que fez junto com cada mandamento dado. E se quero ser obediente em ensinar meus filhos, devo pegar numa vara para discipliná-los toda vez que falar em tom normal e não for obedecido imediatamente. O amor me leva a isso. Fazendo assim, a criança logo aprende que quando o papai ou a mamãe falam, devem ser obedecidos. O problema é que muitos pais ensinam suas crianças a obedecerem depois da décima ordem e depois de muitas ameaças vazias. A criança obedece de acordo como é ensinada.


6. Não trocar a obediência a Deus pelo sentimentalismo. Eu também sou pai e sei que naturalmente queremos poupar nossos filhinhos queridos da dor. Mas o amor deve falar mais alto em favor de nossas crianças. Alguém duvida do amor de Deus por nós? Acredito que todos cremos no amor incondicional de Deus. E exatamente porque ele nos ama, é que nos disciplina, "pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai?" (Hb 12.6-7). A Bíblia diz que a dor da surra limpa o caráter (Pv 20.30). Quanto mais cedo isso acontecer, melhor (Lm 3.27).
Apresso-me em dizer que os pais não devem corrigir seus filhos com a vara descarregando sua ira contra eles. Os pais não devem irritar seus filhos (Cl 3.21). A disciplina deve ser feita com amor, mas deve-se corrigir na menor desobediência, sem esperar ficar zangado com a criança. Sempre tive esse cuidado. Muitas vezes depois de uma surra chamava minhas filhas para declarar meu amor por elas e explicar o motivo da disciplina.. Elas me abraçavam como sinal de reconhecimento.
É importante dizer também que a criança deve ser ensinada a aceitar a correção. A surra não pode ser seguida de manifestações de birra e retaliações por parte da criança. Ela precisa aprender que a disciplina é a melhor coisa para ela naquele momento Hb 12.10-11). Atitude de rebeldia após uma surra, deve ser seguida de outra surra, até que ela aprenda a se comportar devidamente. Toda obediência atrasada é desobediência, e por isso deve ser corrigida.
Se ensinarmos a criança a nos obedecer, ela também aprenderá a obedecer a Deus. Mas se ela não atende a nossa voz, tão pouco aceitará a Palavra de Deus.

CONCILIANDO FILHOS E TRABALHO

Para muitos pais, cada dia se torna mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos. Muitos se sentem frustrados, culpados e impotentes devido à falta de tempo para estarem junto dos filhos, por se verem forçados a entregar sua educação aos cuidados de terceiros, por não poderem participar dela e acompanhá-los mais de perto em suas atividades etc.

Todos nós sabemos que os pais constituem a base na estruturação da personalidade de seus filhos. O que não se pode admitir é que essa base tenha que ficar mais distanciada deles, em conseqüência de um trabalho ou emprego.


Embora seja inquestionável que esse "abandono" repercute na formação da identificação das crianças, o certo é que elas acabam se acostumando e se adaptando, de uma forma ou de outra, a qualquer tipo de situação. É verdade que alguns sofrem a princípio, mas acabam por se habituar à rotina de sua família. Em momentos especiais, sentirão ainda mais falta, mas infelizmente em muitos casos nada se pode fazer para solucionar essa situação.


Educação a distância


Em situações como a dos pais que trabalham fora, e por isso têm que passar o dia inteiro longe de casa e dos filhos, é preciso pensar num modo de programar momentos de encontro entre todos da família. A atitude dos pais, nesse sentido, precisa ser constante e bem planejada, já que todos os filhos necessitam igualmente do afeto, da atenção e do contato físico de seus genitores.

Esse tempo que os pais partilham com as crianças representa uma incalculável riqueza, em todos os sentidos, e para ambas as partes. Ainda que seja pouco esse tempo, deve tratar-se de uma reunião familiar na qual os pais se encontrem totalmente voltados para os filhos, demonstrando atenção e interesse em ouvi-los e escutá-los no que têm a dizer das suas experiências vividas.

Todavia, acrescentam os psicólogos que os pais devem agir com naturalidade, não como se cumprissem uma obrigação, visto que as crianças têm uma sensibilidade tão acurada que as faria perceber a falta de um real prazer e de alegria dos pais nesses momentos, podendo interpretar a atitude deles como "não me amam", ou como "eu os aborreço", ou ainda "não apreciam o que faço".

A espontaneidade nessa relação de pais e filhos é demasiado importante.

Os pais não devem se sentir culpados por terem que trabalhar. Porém devem estar, sempre que possível, no melhor e no pior, ao lado de seus filhos, brincando e conversando com eles. Se as crianças obtêm a atenção e o amor de que tanto necessitam, o vínculo afetivo com os seus genitores estará garantido, por ter sido estimulado, o que concorre para o aumento de sua auto-estima e confiança.

Os filhos precisam saber que, mesmo estando longe de seus pais, deverão seguir as regras deles. Não é apenas na presença dos genitores que a sua educação se consolida.


Qual seria a forma ideal?

A necessidade de conciliar vida familiar e profissional não pode desvincular-se da idéia de corresponsabilidade na família e na própria sociedade. Devemos estar conscientes de que as pessoas devem ser valorizadas pelo que são, enquanto pessoas, e não pelo que têm.

Teresa López, decana da Universidade Complutense de Madri e vice-presidente da fundação Ação Familiar, declara, em um de seus artigos, que é tempo de se pensar em uma mudança de cultura, através da qual a família recobre o protagonismo merecido, como estrutura básica, que de fato é, de uma sociedade bem construída e equilibrada.

Para isso, propõe três linhas de pensamentos, para posterior reflexão:


1- A responsabilidade de criar filhos e educá-los é exclusivamente da família. A sociedade, em geral, e os poderes públicos devem colaborar para que a família tenha condições de cumprir as suas funções, porém nem a eles, nem a ninguém mais compete arbitrar políticas que substituam o próprio núcleo familiar. Não se trata de estender os horários dos colégios até as dez da noite para que as crianças "não incomodem", ou sobrecarregá-las de atividades extra-curriculares a fim de que, deste modo, mães e pais possam trabalhar sem ter que ocupar-se delas.

Existe uma absoluta desconexão entre os horários de nossos filhos e os de nossos trabalhos. Não faz sentido que os horários irracionais de trabalho obriguem a prolongar a permanência das crianças fora do lar. O que é preciso é defender e respaldar uma mudança em nossa cultura, no que se refere ao emprego do tempo.



2- As decisões tomadas no seio da família dizem respeito exclusivamente ao nosso âmbito privado. Se temos filhos, ou não, é uma decisão familiar, e embora deva permanecer portas adentro, evidentemente suas conseqüências extrapolam o âmbito da própria família, o que significa que existem fortes inter-relações entre as decisões que se tomam nas famílias e a própria sociedade. Uma afeta a outra, quando não deveria ser assim.


3- Quando se fala de conciliação familiar e profissional, normalmente se fala de políticas públicas, concebidas como políticas de mulher, pelo que estamos falhando na base. A família é uma unidade que em si mesma contribui com a sociedade muito mais do que possa contribuir a soma de cada um de seus membros, motivo pelo qual essas políticas de conciliação devem abranger mais que os direitos da mulher, indo além e incorporando-se ao debate dos direitos de todos os membros da família, e com a mesma intensidade.

A conciliação da vida familiar e profissional nunca será possível se não existir a devida co-responsabilidade, a qual exige que se valorize não somente o trabalho que a mulher assume dentro do lar, isto é, o trabalho basicamente educativo que realiza com seus filhos, mas também o seu desempenho profissional.

A sociedade irá mudando à medida que as responsabilidades estiverem convenientemente bem repartidas entre homens e mulheres.

Fonte: Edufam

A MÃE DO MEU SALVADOR

A MÃE DO MEU SALVADOR
“Naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel. Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, saltou a criancinha no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! E donde me provém isto, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria dentro de mim. Bem-aventurada aquela que creu que se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas. (Lc 1.41-45)

O evangelista Mateus cita cinco mulheres na genealogia de Jesus (Mt 1.1-17). São elas: Tamar, mãe de Farés (v. 3); Raabe, de quem nasceu Boaz (v. 5a); Rute, mãe de Obede (v. 5b); Bate-Seba, cujo filho foi Salomão (v. 6b), e, por fim, Maria, a mãe do meu Salvador (v. 16).

É interessante verificar o significado do seu nome. Até porque, entre os antigos hebreus, a escolha do nome encerra um fato na história pessoal, ou uma promessa. Assim, Moisés não teve seu nome colocado aleatoriamente. Seu nome tem sentido. O maravilhoso da história é que tanto tem sentido para o egípcio quanto para o hebraico. Na língua egípcia, a raiz ms significa “filho” (cf. Ramsés = “filho de Ra”; Tutmoses = “filho de Tut”); no hebraico, é “retirado”, no caso, “tirado das águas” segundo o texto bíblico (Ex 2.10). Jesus, que significa “salvação do Senhor” (Mt. 1.21). Sabiam que Esdras é “socorro, auxílio, ajuda”, Davi é “amado” e Salomão é “pacífico”? Tinha idéia de que os nomes das noras de Noeme (cf. Livro de Rute) são, igualmente, muito significativos? A que voltou para Sodoma, Orfa, era “desleal”; Rute quer dizer “companheira”.

O significado do nome Maria (também grafado Mariam e Miriam) é discutível:
- Há quem identifique duas raízes: uma egípcia e outra hebraica. A egípcia é MYR, ou seja, “amada”; a hebraica, YA(M) do nome “Senhor”. Seu nome seria, então, “amada do Senhor”. ? Há quem veja uma raiz descoberta em Ugarite (atual Ras Shamra), na região costeira da Síria: MRYM significa “altura”, ou, ainda, “exaltada, excelsa, sublime”. A propósito, em hebraico existe a palavra marom, que quer dizer, “elevação, importante, alto escalão e excelência”. A partir desta suposição, seu nome seria “A Exaltada”.

- Outra idéia vem a partir do nome Maryam (Maria) que apresenta duas raízes: mar = “amargo” (cf Rt 1.20: “Não me chameis Noêmi; chamai-me Mara, porque o Todo-Poderoso me encheu de amargura”), e yam = “mar”. Daí que Maryam significaria “mar de amargura”, fazendo alusão ao seu sofrimento como mãe à luz da Paixão, do padecimento de seu Filho.

- Uma quarta idéia vê a raiz Miry’ com o significado de “gorda”. Que tem “gorda” com Maria? Muita coisa: para os árabes, ainda hoje, a mulher bonita é a gordinha, cheinha de carne, pois passa a idéia de que é bem tratada, bem cuidada pelo marido ou pelo pai. O padrão de beleza não é o da mulher enxuta, esbelta, corpo de modelo a modo ocidental. Como ser gorda para os semitas é ser bela, então, “Maria, a que é bela”.

Continuamos sem muita certeza do significado do seu nome, mas uma importante coisa sabemos: é que há textos no Antigo Testamento que falam profeticamente desta extraordinária mulher, serva do Deus Vivo, irmã nossa na fé em Jesus Cristo, e mãe do prometido Messias, mãe do meu Salvador. É o caso de Gênesis 3.15, “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”; Isaías 7.14, “Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (texto repetido em Mateus 1.23), e Miquéias 5.2,3, “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até o tempo em que a que esta de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel”.

Mãe de Jesus – Homem (1TM 2.5; GL 4.4)



Sob a inspiração do Espírito Santo, Isabel deu a Maria uma tríplice bênção. O texto encontra-se em Lucas 1.42,45: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!... Bem-aventurada aquela que creu que se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.” Por sua destacada, proeminente, saliente posição entre as demais mulheres, ela seria sempre lembrada. E sem dúvida alguma, Maria é a mulher mais lembrada do mundo em todas as épocas. Basta lembrar que na Outra Igreja há toda uma devoção Mariana, ou seja, em torno desta extraordinária mulher, a mãe do meu Salvador (v.42a); por vir a ser a mãe do Messias de Israel, do Salvador (v. 42b) e por sua fé nas promessas de Deus que nela seriam cumpridas(v. 45).

No entanto, a Bíblia não referenda, não homologa, não aceita, não dá o seu aval a algumas idéias correntes na teologia oficial da Igreja majoritária, nem da teologia popular (estas observações não visam a atacar a doutrina de outros grupos religiosos, mas servem de referência ao que se diz e o que se cultua no nome de Maria):

A expressão de Isabel no verso 43, “...mãe do meu Senhor”, não autoriza a que seja chamada “mãe de Deus”, “mãe da Igreja”, “mãe da vida nova”, “mãe da América Latina” ou “Maria Santíssima”, ou seja, “mais-santa-que-todos-os-demais-santos-de-Deus”. São expressões que não encontram guarida na Escritura Sagrada, É agraciada (“cheia de graça”), no entanto, a graça em Maria não é qualidade particular dela, mas foi-lhe dada pelo Deus da graça. É “cheia de graça”, mas não “co-redentora”, título, aliás, associado ao tema da “nova Eva”: já que Jesus é o “novo Adão” de uma nova humanidade (cf. Rm 5.14,17; 1Co 15.21,22,45), ela seria a “nova Eva” dessa nova criação, um antítipo de nossa primeira mãe. Maria é a mãe de Jesus, o Messias, é a mãe de Jesus Cristo, é a mãe do homem Jesus, é a mãe do Filho de Deus, mas não de Jesus-Deus. Pelo contrário, Jesus rechaçou, com rapidez e veemência, o que poderia ser o início do culto prestado a Maria. Como diz a tradução do Pontifício Instituto Bíblico “Enquanto ele assim falava, uma mulher, erguendo a voz do meio da multidão, disse-lhe: ‘Ditoso o seio que te trouxe e os peitos a que foste amamentado!’ Ele, porém, disse: ‘Ditosos antes os que ouvem a palavra de Deus, e a guardam’” (Lc 11.27,28). Não permitiu que essa devoção fosse adiante.

Paradigmas
A mãe cristã tem padrões pelos quais se pautar: O Deus Vivo e Verdadeiro, o Eterno, que diz, “Sereis santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16; cf. Lv 11.44; 19.2; 20.7). Sim, Ele diz às mães cristãs, “Cultivareis a santidade em vossos lares, porque Eu sou santo”.Diz também “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial” (Mt 5.48; cf. Tg 1.3,4; Ef 5.1).

Jesus Cristo. Este é o próximo paradigma, pois “Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.27b, 28; cf. Rm 8.29).

As santas mulheres da Antiga Aliança. Esta é uma expressão rigorosamente bíblica (cf. 1Pe 3.5). Quem são elas? Sara, mãe de Isaque, matriarca do povo de Israel, que esperou sempre e sempre na fidelidade do Deus das promessas (Hb 11.11), e debaixo da mesma missão do seu marido (1Pe 3.6). É possível que a irmã venha lutando durante tantos anos com um filho rebelde, fora do evangelho, com o marido pródigo que abandonou a casa e precisa retornar. Não esmoreça, minha irmã! Olhe para Sara que esperou, e esperou e esperou até que veio o cumprimento da promessa. Joquebede, mãe de Moisés, previdente e providente. Podia ter perdido seu filho na matança dos meninos promovida pelo faraó conforme relata Êxodo 1.15ss. Com um tremendo senso de oportunidade, preservou a vida do seu filho. Escondeu-o, soltou-o no rio, e o viu ser levado ao palácio real, onde foi criado como neto do próprio faraó. Que coisa absurda para o pensamento humano! (Ex 2.1-4). Ana, mãe de Samuel, a qual, tendo o Senhor ouvido sua oração (1Sm 1.9-11), consagrou o filho e o entregou a Deus. (1Sm 1.21ss). Foi considerada uma mulher embriagada, quando estava orando pelo filho que tanto desejava.

As santas mulheres do Novo Testamento, como Eunice e Lóide, mãe e avó de Timóteo, portadoras de uma “fé não fingida” (2Tm 1.5). Maria, a mãe de Jesus, paradigma da mãe cristã por uma série de razões.

Aqui temos Maria, nossa irmã na fé, esposa e mãe. Sim, nossa irmã na fé, pois não afirmou em Lucas 1.47, “o meu espírito exulta em Deus meu Salvador”? Nosso comum Salvador? Maria, a esposa: por que a insistência em querer ver em José um homem idoso casado com uma jovem de 14 ou 15 anos? Essa a idade aproximada de casamento das jovens no Oriente. Ou, colocando de outro modo, que desonra haveria em, após o nascimento de seu primogênito, Jesus, como diz o Novo Testamento (Lc 2.7) ter assumido suas normalíssimas funções de esposa e de mãe de outros filhos, como também se refere o Novo Testamento (Mt 1.25; 12.47; Jo 7.5). Querem ensinar que os irmãos de Jesus são seus primos. Esquecem-se ou não sabem que há na língua grega três palavras que não podem ser confundidas uma é adelfós (irmão), outras são anepsiós (sobrinho) e xederfos (primo). A palavra utilizada no texto do Evangelho é adelfós, irmão de sangue. Maria como mãe. A Escritura Sagrada faz referência à unção do Espírito Santo sobre homens desde o ventre materno, como Sansão (Jz 13.5), Jeremias (1.5), o Servo Sofredor (Is 49.1), João Batista (Lc 1.15), Paulo (Gl 1.15). Mas Lucas ensina que no caso de Jesus foi além, muito além da unção: foi a Sua própria geração. Jesus não era um homem ungido pelo Espírito Santo como ocorreu com os outros. Foi, porém, a própria geração do Espírito. O Espírito Santo não repousou sobre o ventre de Maria, mas sobre ela mesma, sobre a filha de Sião, a mãe do meu Salvador. Assim, foi ela mesma alvo dessa graça, da sombra do Espírito sobre si:

“Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te, e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém. O Senhor afastou os juízos que havia contra ti, lançou fora o teu inimigo; o Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; não temerás daqui em diante mal algum. Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião; não se enfraqueçam as tuas mãos. O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sf 3.14-17).

Então, fica a lição: a plenitude da graça não vem dela mesma, mas da presença do Espírito Santo em sua vida.


A MÃE DO MEU SALVADOR


Quais as destacadas qualidades de Maria?

Mulher de Louvor
Guardo com muito carinho a lembrança de, quando criança, garotinho, ouvir a minha mãe cantando. Ela sempre gostou de cantar: no coro, em duetos ou em casa nas lides domésticas. São memórias que não se apagam. Não é para menos no caso de Maria que fosse uma mulher de louvor: pertencia à tribo de Judá, palavra que quer dizer “louvor” (cf. Lc 2.3-5). Sua sensibilidade poética fê-la cantar o lindíssimo e inspiradíssimo cântico conhecido como o Magnificat, o “Cântico de Maria” (Lc 1. 46-55), e que tem sido denominado de “O Evangelho de Maria”, por representar um resumo da história da salvação. A propósito, o Magnificat fala mais do que qualquer outra coisa, do caráter da mãe de Jesus, e de sua capacidade espiritual para seu destino de mulher agraciada. É, outrossim, exemplo de como a alguém fundamentado, enraizado nas Sagradas Escrituras são dados olhos e lábios para contar e cantar o que Deus fez, faz, e continuará fazendo na sua vida como indivíduo e na de seu povo. Só porque o Senhor poderoso tem feito coisas poderosas é que há boas novas para serem narradas, e um evangelho a ser proclamado. Foram contadas doze passagens do Antigo Testamento, sendo que, basicamente, é o “Cântico de Ana” o seu modelo. Isso reflete profunda piedade e conhecimento das Escrituras, qualidade adequadíssima à mãe do meu Salvador.

Mulher Piedosa
Aceita sem reservas a missão de conceber e dar à luz do Filho do Altíssimo, o Filho de El Elyon (cf. Lc 1.31,32,38). E, ainda, expressou essa alegria messiânica do ponto de vista de quem recebeu um imerecido favor. Aliás, isso é chamado pelos teólogos de graça, o favor que não merecemos mas recebemos da parte de Deus, palavra que se encontra nos lábios do mensageiro de Deus (Lc. 1.28,30). De profundíssima piedade, segue fielmente todos os atos de sua fé: a apresentação e a b’rit milah (circuncisão) de seu filho ao oitavo dia (cf. Lc 2.21-24); a aliah (peregrinação) a Jerusalém todos os anos durante a festa do Pessach (Páscoa) para que Jesus pudesse passar pela cerimônia de ser um bar miztvah, a profissão de fé judaica (Lc 2.41).

Mulher de Oração
Atos 1.14 relata que “Todos estes [os apóstolos] perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”. Precisava ela de energia espiritual, razão porque perseverava com os irmãos de Jesus, com as outras mulheres (Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago e outras) e com os apóstolos em intensa e fervente oração.

Que extraordinário ministério das mães (e avós) é o da oração. A propósito, já fez a oração de entrega de seu filho a Deus? Quer um precedente bíblico? 1Samuel 1.27, 28: “Por este menino orava eu, e o Senhor atendeu a petição que eu lhe fiz. Por isso eu também o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver, ao Senhor está entregue. E adoraram ali ao Senhor.” Tem orado pelo filho rebelde? Veja a promessa de Jó 22.30: “E livrará até o que não é inocente, que será libertado pela pureza de tuas mãos.” Quantos filhos rebeldes, revoltados, têm retornado aos caminhos do Senhor pro causa da pureza das mãos e da oração de suas mães! Por um jovem chamado Franklin, orava a esposa do Pr. Billy Graham. Ele estava entregue aos maus caminhos. A mãe orava e orava. Ocorreu que ele abandonou a vida que levava, voltou para Cristo, para a igreja. Hoje é o Pr. Franklin Graham, que ficou no lugar do seu pai na direção da grande Associação Evangelística Mundial Billy Graham. Mônica, piedosa cristã da Igreja Antiga, orou intensamente pelo filho, que era um filósofo. Era também extremamente entregue à vida mundana. Um dia, Deus colocou diante dele a Carta aos Romanos. Ele a leu e se converteu. Estou falando de Agostinho, teólogo da Igreja Antiga e pastor na cidade de Hipona, no norte da África, conhecido como Santo Agostinho. Escreveu As Confissões, Da Verdadeira Religião, A Cidade de Deus, Da Trindade, Da Mentira. Lendo as suas confissões, é possível entender o que ele experimentou na vida, e como teve uma sede tão intensa de Deus que não pode deixar de mencioná-Lo em praticamente cada página dessa obra.

Tem orado por seu filho que anda com fidelidade nas avenidas da fé, o filho consagrado? É preciso olhar para o filho que nunca se afastou do evangelho. Sempre fiel, firme, constante e abundante na obra do Senhor. Se ora pelo filho rebelde, ore e agradeça a Deus pelo filho que nunca lhe deu trabalho. Afinal, “desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1.9b, 10).

Os quatro Evangelhos, como de resto todo o Novo Testamento, são extremamente lacônicos sobre Maria, a mãe do meu Salvador. Esse fato deixa claro que ressaltado deve ser apenas o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Maria foi o canal pelo qual o Filho de Deus veio ao mundo, veio estar entre nós, o Deus-em-nosso-meio o Emanuel. Somente ao Seu Nome deve se dobrar “todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Fp 2.10, 11).



Múcio Teixeira escreveu um inspirado poema onde diz:


Ó mães! Da mãe de Cristo despertais lembranças,
Nessa augusta missão tão cheia de poesia;
Quando embalais ao colo as tímidas crianças,
Eu penso ver Jesus nos braços de Maria.
Vós sois uns anjos bons de amor e de piedade!
Tendes um ninho em flor nos seios virtuosos;
Nos filhos refletis vossa felicidade,
Como um límpido espelho os corpos luminosos.
Vós sois a inspiração primeira dos poetas;
Vós sois o pensamento extremo dos doentes...
Quem antes osculou a fronte dos profetas,
Vindo a cerrar, mais tarde, os olhos dos videntes,
Ó mães! Da minha mãe vós me trazeis lembranças...
Encheis-me de saudade! Eu amo-vos por isto...
Quando embalais, cantando, aos seios, as crianças,
Eu sonho, ver Maria, acalentando o Cristo!







Autor: Pr. Walter Santos Baptista
Igreja Batista Sião
Seminário Teológico Batista do Nordeste em Salvador Salvador, BA

sábado, 18 de junho de 2011

PERFIL DO MINISTRO INFANTIL





Chamados para missão de fazer profundas mudanças nessa geração

Para meditar e orar:

TEXTO BÍBLICO: “O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo como o seu senhor.” (MATEUS 24-25)

O discípulo deve ser como seu mestre... Seguir os teus exemplos.
Nós como servos de Deus temos um modelo a seguir que é Cristo, sendo assim temos que produzir frutos como diz em João 15:16, o próprio foi quem nos escolheu tamanha a nossa importância como cooperadores de sua obra, Jesus é nosso padrão e nós ocupamos uma posição ímpar nos teus planos.

Filipenses 2:5-11
JESUS NOSSO EXEMPLO:


NÃO JULGOU COMO USURPAÇÃO SER IGUAL A DEUS: não pensou em si além do que convinha.
ESVAZIOU-SE: despojou-se do ego, desconsiderou-se.
ASSUMIU A FORMA DE SERVO: sem escolhas, sem horários, com consciência de pertencer ao outro, obedecendo a restrições.
HUMILHOU-SE: não buscou honra, glória e louvor dos homens para si, abriram mão de ser considerado.
OBEDECEU ATÉ A MORTE: escolher nunca dizer não a Deus, sob hipótese nenhuma. Sua obediência foi absoluta.
E MORTE DE CRUZ: morreu p/ vontade própria, viveu p/ servir, assumiu a culpa e sofreu o dano.



I-CARACTERÍSTICAS DO MINISTRO INFANTIL:

· Ser crente;
· Ter vida devocional;
· Ter conduta exemplar;
· Amar as crianças;
· Conhecer os alunos;
· Aceitar a criança como ela é;
· Ser sensível às necessidades das crianças;
· Inspirar confiança e amor;
· Ser responsável e criterioso no preparo;
· Se assíduo e pontual;
· Ser sincero e imparcial;
· Ser calmo e seguro;
· Ser alegre e compreensivo;
· Ter visão do trabalho.



II-REQUISITOS DO MINISTRO INFANTIL:


1-Preparo:
Espiritual, 1pe 3.15.É se cheio do ESPÍRITO SANTO, controlado e movimentado pelo Espírito.
Intelectual (cultura geral);
Social (apresentação pessoal);
Físico (estado saudável).

2-Paciência:
É o mesmo que longaminidade;
É fruto do Espírito Santo;
O nosso Deus é Deus de paciência, Rm 15.5;
É preciso ter muita paciência.

3-Amor e dedicação:
É o serviço da melhor maneira, Ec 9.10.
É o zelo no trabalho; zelo com entendimento, Rm10.


III-ATITUDES DO MINISTRO INFANTIL:

O líder deve ser carinhoso, porém firme. NÃO SEJA PARCIAL. O critério deve ser o mesmo para todas as crianças.
Lembre o grande valor dos elogios, evitando críticas ao máximo e elogiando as atitudes e ações certas.
Nunca envergonhe a criança com gritarias. Use uma voz suave e meiga.
Desça ao nível da criança, para conversar com ela.
Evite conversar com outros adultos durante a aula.
Converse com as crianças e incentive a conversa delas
Dê atenção individual às crianças, participando nas suas brincadeiras e atividades.
Seja educado, respeitando a criança com palavras como: ”Por favor”, “obrigado”, ”desculpe”, etc.
Ser criativo quando estiver preparando as atividades para criança.
De vez em quando é necessário dizer não
Fale sobre as ações e não sobre a personalidade da criança.

IV-PERGUNTAS PARA REFLETIR:

1. Tenho uma experiência de fé em Cristo como meu Salvador?
2. Para mim a Bíblia é a palavra de Deus e sinto a necessidade de compartilhar sua verdade com as crianças?
3. Estou pronto a modificar meu modo de falar para que as crianças possam entender a Bíblia, em seu nível de compreensão?
4. Sou uma pessoa equilibrada que pode agüentar as artes das crianças sem ficar nervoso?
5. Tenho certa habilidade em organizar, planejar, estudar e cooperar com outros?
6. Estou disposto a continuar aprendendo mais e mais sobre as crianças, para ensinar melhor?
7. Tenho prazer em estar com as crianças e verdadeiro interesse em suas vidas individuais?
8. Outras pessoas estão me incentivando a trabalhar com crianças porque reconhecem meu talento e disponibilidade?
AUTORIA: MARCIA DANIELA LOPES CORRÊA.
PESQUISAS :APOSTILA DE LÍDERES DA APEC E TREINAMENTO P/ LÍDERES DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS.;

FESTAS JUNINAS - FOLCLORE OU RELIGIÃO?




-"Meu filho é obrigado a participar da festa junina porque vale nota no boletim!"


Este tem sido um problema para muitos pais evangélicos.

No Inciso 5º da Constituição Federal reza o seguinte: "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais dos cultos e suas liturgias".

A origem desta comemoração vem desde a antiguidade, quando se prestava culto á deusa "Juno" da mitologia Romana. Os festejos a esta deusa eram denominados Junônias, origem do nome atual "festas juninas".
Como é de conhecimento de todos, o Brasil foi descoberto pelos portugueses e por isso a tradição católica veio sobre nós em forma de danças, festas, as suas comemorações foram arraigadas em nossa tradição e folclore.

A primeira festa de São João no Brasil em 1603 pelo Frade Vicente do Salvador que se referiu aos nativos que aqui se encontravam da seguinte forma: "os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque eram muito amigos da novidade, como no dia de São João Batista por causa das fogueiras e capelas". (Ib p.106 Mariza Lira)

Para muitas crianças, esta festa é explicada assim: "Que a Santa Isabel era muita amiga de Nossa Senhora e pela falta de comunicação daquele tempo, para Nossa Senhora saber que o bebê tinha nascido, Isabel faria uma grande fogueira e mandaria erguer um mastro com um bebê na ponta. Logo que a criança nasceu ela fez conforme combinado e Nossa Senhora foi visitá-la, era dia 24 de Junho. Foi ai que começou a ser festejado São João com um mastro, fogueiras e danças etc..." ·
Esta comemoração de São João Batista deu o inicio das comemorações Juninas, vindas depois a de Santo Antonio e de São Pedro.



SANTO ANTONIO, SÃO JOÃO E SÃO PEDRO.


A devoção deste santo foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele, faz parte da tradição que as moças recorram a Santo Antonio para pedir um casamento.

São João foi consagrado santo pela igreja católica, em São João é comemorado com fogos de artifícios, os devotos usam bandeirolas coloridas e dançam, erguem uma fogueira e canções ao Santo.
O nascimento de João Batista foi um milagre, visto que os seus pais já eram idosos (Lucas 1 v; 5-25).

Sabemos da importância de João Batista, o próprio João Batista reconhecia o seu lugar e se alegrava de sua posição.João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração em vida, será que agora ele aceitaria festas em sua homenagem?
É só lembrar no batismo de Jesus (João 4v. 1).

Atribuída a festa a São Pedro, pelo motivo de ser reconhecido pelos católicos como o "primeiro Papa ou o principal dos apóstolos", por isso é atribuída a honra de uma festa em sua homenagem, podemos ver que ele é considerado o patrono dos pescadores, existe procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos, para muitos pescadores, este dia é sagrado!

Até hoje ele é considerado o primeiro Papa de Roma, mas não há nenhuma prova disto, o Pedro da bíblia também errou como qualquer um de nós, nunca liderou a igreja de Roma, pois quando o Apostolo Paulo escreve aos Romanos, no ultimo capitulo ele manda recomendações aos membros da igreja Romana e não cita nem o nome de Pedro.
Pois o próprio Pedro nunca aceitou nenhuma adoração At 10 v.25-26.dizendo: "E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio para recebê-lo e prostrando-se a seus pés, o adorou. Pedro o levantou: LEVANTA-TE PORQUE EU TAMBÉM SOU HOMEM".





PARTICIPAR OU NÃO DAS FESTAS JUNINAS?


O costume é religioso e movido pela tradição Católica, por mais que elas tragam brincadeiras que agradem nossas crianças, o perigo é que as tradições e costumes possam entrar na vida dos pequeninos, o povo de Israel sofreu com os costumes de povos que o próprio Deus pediu para não se envolver com eles.

Não somos contra as festas, somos um povo festeiro, mas antes de participarmos de qualquer festa necessitamos avaliar qual é a sua finalidade.
Sabemos que existem escolas que não buscam o sentido religioso, mas ainda fico com a possibilidade da criança crescer com o conceito deturpado diante da idolatria, pois vemos hoje Católicos se defendendo atrás de uma concepção deturpada diante das imagens.

E Deus pediu para que não participássemos de festas com este objetivo. O que mais me chamou atenção é que pastores estão aceitando as festas juninas.




Será que não conhecem a vida de Salomão?




Salomão, conhecido por receber de Deus sabedoria que era comparada a areia da Praia,
I Reis 4v. 29 "Deus deu a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e larga inteligência como a areia da praia do mar", mesmo que ele possuía uma sabedoria tremenda, Deus não deixou de avisar que ele necessitava de andar nos seus estatutos e seus mandamentos (I Reis 3v. 11-14 / I Reis 6v. 11- 13 / I Reis 9 v. 4-9) por 3 vezes Deus avisou a Salomão, mas o que aconteceu?

Salomão confiou em sua própria sabedoria e fez aliança com povos que tinham uma tradição contrária a palavra de Deus, costumes diferentes e adoravam a outros deuses, tinham cultos adorando aos deuses que estavam acostumados, e isso foi com um objetivo bom.

Quem sabe ele pensou assim: " se eu pegar as filhas dos reis que estão em minha volta, com certeza eles não vão fazer guerras contra mim, então farei isto, mesmo que elas tenham costumes diferentes, adoram aos seus deuses, eu que possuo de a Sabedoria que Deus me deu, não vou ser contaminado".

Quem sabe foi este pensamento que ele teve, e quem sabe você tenha este mesmo pensamento na questão destas festas juninas que trazem louvores aos santos, mas sabe o que aconteceu com Salomão por causa desta aliança?
Ele se contaminou a ponto de ele mesmo adorar a outros deuses, Milcom, Astarote que eram deuses dos amonitas e sidonios, confira lá em I Reis 11.

Poderíamos dar o exemplo de Arão no deserto como pedido do povo para fazer um deus para eles porque esperavam Moises voltar e ele não voltava, o que aconteceu naquela noite? Êxodo 32-33
O teor religioso das festas juninas não passa de um ato de idolatria, quando se fala das festas realizadas aos Santos,
veja o Salmo 116 v. 34 "E serviram aos seus ídolos que vieram a ser-lhes um LAÇO".

Esta matéria tem como objetivo apresentar o perigo é do envolvimento com tradições e costumes que vão contra a palavra de Deus, pois muitas crianças foram levadas a crenças religiosas por uma festa ou livros que são considerados por muitos um incentivo a leitura e a cultura.

Normalmente as pessoas que participam destas comemorações imaginam que estes santos podem interceder por eles, mas sabemos que eles não podem fazer nada por ninguém, Pedro e João foram discípulos obedientes a palavra de Jesus, mas eles não podem intermediar nada para ninguém, porque esta missão foi dada para Jesus "Porque há um só Deus, e um só intermediador entre Deus e os Homens, Jesus Cristo I Tm 2v. 5".

Romanos 8 v. 34 diz 'é Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e também intercede por Nós'.

Bem espero que esta matéria tenha sido benção para você e acreditamos que abrimos o caminho para que você possa pensar e acabo com a mesma pergunta: - Podemos deixar os nossos filhos participarem destas comemorações?

- A resposta é sua,
não precisa ligar 0800.

LÁGRIMAS NO SILÊNCIO


LÁGRIMAS NO SILÊNCIO:

O DRAMA DAS CRIANÇAS SEDUZIDAS E ABUSADAS





Recentemente, um jornal da Inglaterra noticiou: "Médico de família enfrenta sentença à prisão por ataques sexuais a pacientes menores e adultos. Timothy Healy, de 56 anos, drogava alguns de seus pacientes e então se filmava abusando deles enquanto estavam inconscientes. As vítimas, todas do sexo masculino, não sabiam que haviam sido abusadas até a policia procurá-las no ano passado. Alguns agora estão passando por aconselhamento". Casos assim revoltam. Tal revolta é completamente justificável, pois abusar sexualmente de um adulto já é um crime horrível, mas praticar a pedofilia é um comportamento que chega aos limites do anormal. Pedofilia significa gostar de crianças, num sentido sexual.



Já que um menino ou menina não está físico, espiritual e emocionalmente preparado para se relacionar sexualmente, qualquer ato que conduza a criança ao sexo ou ao despertar sexual constitui agressão ao desenvolvimento infantil. No caso do médico inglês, ele sentia atração homossexual pelos pacientes. Em algumas situações, os pedófilos nem precisam drogar suas vítimas. As crianças de hoje estão tão expostas e acostumadas à nudez e cenas de sexo na TV que o terreno já está preparado para a aproximação de sedutores. Conversei recentemente com uma menina de 4 anos de idade e perguntei sobre as pessoas de quem ela gostava mais. Além do pai e da mãe, a resposta trouxe uma marca inconfundível do papel da mídia na vida das famílias: a menina me apontou uma artista de novela como seu alvo de admiração.



A novela em questão é, em termos bíblicos e seculares, imprópria até para adultos, por seu desrespeito não só aos valores cristãos, mas também por sua agressão aos valores morais mais básicos. Outras meninas que conheço, da mesma idade, assistem à mesma novela e são expostas à sexualidade desenfreada de adultos que ainda não tiveram a oportunidade de ser salvos e transformados. Expor crianças a cenas de sexo também pode ser considerado abuso, num nível psicológico. Tal abuso, além de prejudicar o desenvolvimento normal da criança, pode abrir um ponto de vantagem para potenciais sedutores, que encontram mais facilidade para se aproximar de crianças acostumadas ao sexo da TV.



Há dois tipos principais de indivíduos que cometem atos sexuais contra crianças. Há os homens, verdadeiros criminosos, que podem pegar qualquer criança desconhecida e violentá-la. E há os casos menos visíveis, onde o crime não é cometido por estranhos, mas por gente da própria família ou amigos íntimos da família. Se uma menina de 10 anos fosse estuprada ao vir da escola, ela não teria o menor receio de revelar aos pais o que lhe aconteceu. A violência do ato não daria espaço para timidez. Mas as situações em que o estupro ocorre na família deixam a criança confusa e despreparada emocionalmente. Diferente do criminoso desconhecido que usa a força e a violência, o indivíduo que deseja sexualmente uma criança da família recorre a seduções e enganos. A sedução também inclui outros atos sexuais, tais como carícias, assédio sexual e exibicionismo, em que o indivíduo tira toda a roupa na frente da criança ou lhe mostra os órgãos sexuais.



Todas essas experiências deixam cicatrizes emocionais que acompanharão a criança pelo resto da vida. Embora o indivíduo que se aproveita de uma criança da família utilize truques de carinho e afeto para conduzir a criança a uma experiência sexual, é preciso esclarecer que a afeição física normal entre os pais e seus filhos não é errado. Segurar a mão, abraçar e beijar no rosto são gestos de amor normais e indispensáveis numa família saudável. Com tal demonstração de afeto, as crianças conseguem aprender a experimentar o acolhimento e segurança que Deus projetou para a família. Raramente alguém precisa utilizar a força ou ameaças violentas para se aproveitar de um menino ou menina ou para impedi-los de contar "o segredo". Embora seja inocente, depois de uma experiência de sedução a criança se sente suja, envergonhada e "estranha". Ela não entende o que aconteceu, mas sente que há algo muito errado na situação.

Dor e Segredo dentro da Família



Conheci uma jovem que por muitos anos viveu uma vida de confusão e tragédia em seus relacionamentos pessoais. Ela tinha dificuldade de fazer amizades saudáveis, mas não porque tenha nascido desajustada. Todo problema tem uma causa. Quando tinha 11 anos, seus pais, que eram evangélicos, visitaram parentes e, num dia em que foram passear pela cidade, deixaram a menina com os primos. Os pais da menina relutaram, mas acabaram permitindo que sua filha ficasse na casa, com a convicção certa de que entre parentes nada de mal poderia ocorrer. Lamentavelmente, ocorreu. Os dois primos, mais velhos que ela, colocaram em prática sua curiosidade sexual e envolveram a menina em experiências que desviaram completamente sua rota de uma sexualidade saudável. Os rapazes não eram tarados, mas como diz o ditado: "A ocasião faz o ladrão". A menina não conseguiu reagir com força aos avanços sexuais porque já estava acostumada à nudez. Seus pais, seguindo conselhos de psicólogos, costumavam expor a própria nudez aos filhos, principalmente tomando banho com eles sem roupa alguma.



Sua "iniciação sexual" aos 11 anos a deixou vulnerável e aberta a outros sedutores. Já com 13, ela começou a ser usada sexualmente por homens adultos. Embora tais experiências tenham alterado sua vida para pior, ela nunca revelou aos pais o que aconteceu. O caso dessa jovem representa, de forma real, o drama em que vivem as crianças que são seduzidas por gente da família e depois passam o resto da vida caladas, com seu segredo e dor. Em geral, as vítimas de abuso sexual dentro da família são meninas de 8 a 12 anos. Nessa idade, a experiência sexual tem conseqüências que duram muitos anos. Em recentes estudos, 70% das presidiárias e 90% das prostitutas afirmaram, em entrevistas numa pesquisa, que haviam sofrido abuso sexual quando eram crianças. Ainda que as meninas costumem ser o alvo mais comum dos sedutores, os meninos também podem ser vítimas. Uma mãe evangélica foi fazer compras no centro da cidade e deixou seu filho de 8 anos com uma amiga evangélica. Não poderia nem deveria ter ocorrido nada de anormal, pois havia ali uma amizade de confiança.



Mas essa amiga tinha um filho maior de 18 anos que levou o menino para passear, seduziu-o e o usou sexualmente. Depois de tal experiência, o menino passou a sentir confusão sexual e vergonha e jamais contou aos pais sobre o abuso sofrido. Uma opressão espiritual começou a pressioná-lo em direção ao homossexualismo. Assim como no caso da menina abusada aos 11 anos, o menino também viveu com seu segredo e dor. Ele só não foi arrastado para um estilo de vida homossexual porque teve um encontro forte com Jesus. Mas a menina passou a viver uma vida de desilusões com o sexo masculino. A maioria esmagadora dos homens e mulheres que carregam na alma as feridas do abuso sexual cometido por amigos ou familiares são vítimas silenciosas. A vergonha e humilhação são tão grandes que muitas vítimas não conseguem procurar socorro. É importante compreender que a sedução pode ocorrer de diversas maneiras. Mas em geral a criança ou adolescente é seduzido de algum modo para estimular sexualmente outro indivíduo que é adulto ou consideravelmente mais velho do que a vitima ou alguém que tem algum tipo de controle ou autoridade sobre a vítima. O contato sexual envolve toques físicos que estimulam sexualmente o sedutor ou a vítima.



Alguns tipos de abuso:


• Contato sexual direto com a vítima, com ou sem força.


• Atos de carícia, toque e manipulação na área sexual ou nos seios.


• Beijar ou tocar partes do corpo da vítima, com ou sem roupa, para criar estímulo sexual. Outros tipos de abuso não envolvem toques, mas causam marcas psicológicas na vitima:


• O sedutor fica deliberadamente observando uma criança ou adolescente sem roupa.


• O sedutor expõe a vítima a imagens sexuais - fotos de pessoas nuas, literatura ou vídeos pornográficos ou a exibição de seu próprio corpo - para quebrar a resistência da criança e provocar estímulo sexual.

•O sedutor faz comentários insinuando sedução.



O abuso sempre deixa marcas na alma da vítima. Mesmo em situações em que a criança ou adolescente é levado a querer participar de uma atividade sexual, não deixa de ser crime. As conseqüências atingem as emoções e o corpo, que pode experimentar dor e ferimentos no ato do abuso (sem mencionar doenças venéreas), e podem deixar a vítima seriamente vulnerável a vários tipos de opressão espiritual. Crianças seduzidas têm, mais tarde na vida, problemas para estabelecer relacionamentos saudáveis de amizade e casamento.



Riscos & Conseqüências



Os fatores de risco para a criança envolvem a ausência de um pai natural em casa, um pai que foi violentado na infância e falta de supervisão dos pais. No entanto, até mesmo crianças criadas por pais atentos num lar saudável podem se tornar vítimas de um parente, vizinho ou outro adulto em quem a família confia. Uma das tarefas mais delicadas e desagradáveis dos pais é prevenir os filhos a tomarem muito cuidado com os perigos aí fora na rua. Mas como prevenir a criança de que alguns desses mesmos perigos também ocorrem fora das ruas? Para sua própria proteção, a criança precisa ser ensinada que ela não pode confiar em ninguém, mesmo em adultos conhecidos da família e mesmo em homens de quem ela goste. Alguns pedófilos têm um jeito especial com crianças - eles sabem agradar e brincar com elas e sabem como demonstrar afeição e atenção.



O abuso sexual ocorre em famílias de todos os níveis sociais - não só entre as pessoas pobres que não vão à igreja. Não é fácil identificar uma criança abusada, pois a maioria tem medo e vergonha de revelar o que aconteceu, principalmente quando o pedófilo é alguém de confiança da família. Não é fácil também identificar um pedófilo, pois muitos podem parecer gente importante nos meios sociais e na igreja. Em geral, seus atos de sedução ficam escondidos e nunca chegam ao conhecimento das autoridades e dos pais da vítima. Pessoas que sofreram sedução na infância carregam em segredo feridas na alma. Elas não têm coragem de revelar seus sofrimentos e lutam contra os traumas secretos que interferem com seu crescimento espiritual e relacionamento com outras pessoas.



Muitas vítimas, como conseqüência direta de uma experiência de abuso sexual, passam a experimentar:


• Baixa auto-estima e sentimento de vergonha. O sentimento de que elas também são culpadas do que aconteceu. O sentimento de que há sempre algo errado com suas vidas e de que elas são "menos importantes" do que as outras pessoas.


• Vício de drogas e álcool.


• Problemas sexuais, tais como aversão ao sexo ou desejos incontroláveis de ter sexo.


• Problemas para estabelecer relacionamentos saudáveis com outras pessoas e com o cônjuge.


• Depressão.


• Desordens obsessivas/compulsivas, como comer demais, bulimia ou anorexia


. • Facilidade para fazer amizade e ter relacionamento com indivíduos que tiram proveito sexual. Muitos acham estranho o fato de uma jovem seduzida na infância ter inclinação para se envolver justamente com "amizades" que se aproveitarão dela sexualmente. Como explicar tal inclinação? John Wimber, ex-professor do Seminário Fuller, comenta: "Os demônios ganham um ponto de entrada na vida das pessoas através de várias maneiras.



Ódio de si mesmo e de outros, vingança, falta de perdão, desejos sexuais descontrolados, pornografia, comportamentos sexuais errados, várias perversões sexuais e abuso de álcool e drogas geralmente abrem a porta para influências demoníacas". Infelizmente, as conseqüências podem não atingir só os sedutores. Wimber diz: "Provavelmente, [os demônios] ganham acesso a meninos e meninas que são vítimas de abuso". Muito embora não tenham culpa alguma da crueldade que sofreram, as vítimas de abuso passam a viver uma vida de mágoa, revolta e desprezo por si mesmas. Demônios podem se aproveitar dessa situação de trauma e começar a exercer influência de opressão e desestruturação. Isso explicaria o motivo por que muitos jovens violentados na infância acabam se envolvendo em prostituição, vários tipos de comportamentos sexuais errados, bruxaria e relacionamentos prejudiciais. Alguns até passam a cometer os próprios abusos que sofreram.



Abuso nas Igrejas



As igrejas evangélicas estão se despertando para os perigos do abuso sexual que ameaçam crianças num lugar que deveria ser o mais seguro: a casa de Deus.
Um artigo publicado na revista Charisma revela como pastores, líderes de jovens e obreiros têm se aproveitado de sua posição de confiança para seduzir meninas, meninos e adolescentes. As vítimas muitas vezes sofrem caladas durante anos, pois elas ficam confusas e não entendem como podem ter sofrido sexualmente num lugar onde elas deveriam apenas ter liberdade para adorar a Deus e experimentar seu amor. É o caso da menina Chrissy de 7 anos de idade, que foi seduzida no dia em que foi batizada.



O que deveria ser um dos acontecimentos mais importantes na vida dela ficou marcado também com o sentimento de vergonha, medo e humilhação. Hoje, aos 38 anos, Chrissy é mãe de dois filhos e afirma que sua recuperação espiritual começou quando ela permitiu que o Espírito Santo curasse seu sofrimento emocional. Outro caso é o de Demise, que tinha 15 anos quando foi abusada pela esposa do líder de jovens de uma Igreja .

"Experimentei a plenitude do Espírito Santo e meia hora depois a esposa dele me encurralou dentro da igreja e abusou de mim", disse ela. "Lembro-me de achar que com certeza Deus se manifestaria e a mataria por fazer aquilo num lugar sagrado". O maior inimigo é o silêncio entre os evangélicos, que preferem não falar muito sobre um assunto tão delicado. Parece mais fácil comentar quando o problema se refere a outras religiões, como os recentes escândalos na Igreja Católica dos EUA.



Um importante estudo revelou que 7 por cento dos filhos de missionários relataram ter sofrido abuso sexual, principalmente quando viviam e estudavam em internatos enquanto seus pais trabalhavam para evangelizar em regiões distantes. O estudo foi preparado por um grupo de importantes organizações missionárias e prova de modo claro que há um problema que muitos evangélicos não querem enfrentar. O problema só não foi revelado antes porque as organizações missionárias tinham medo de perder doações e apoio se tivessem de enfrentar manchetes negativas na imprensa. Assim, a solução era negar a possibilidade do problema ou fazer de conta que não existia. Annette McNeill Keadle tinha 8 anos quando estudava num internato para filhos de missionários.



Ela relatou ter sido violentada pelo homem adulto que estava ali para cuidar dela enquanto ela estava longe dos pais. Quando houve a revelação do crime, o homem confessou o estupro, mas teve permissão de continuar trabalhando na escola até o final do ano. Depois, foi despedido, mas o caso não foi levado às autoridades. Outra vítima, Marcia MacLeod, afirmou que o fato de que o internato não quis entregar o pedófilo à polícia a fez se sentir inútil, pois a falta de punição estava demonstrando falta de preocupação e interesse no seu bem-estar. O aspecto positivo é que, percebendo a gravidade do problema, muitas igrejas americanas estão agora adotando medidas para impedir situações em que um adulto, até mesmo um líder ou pastor, possa ter facilidade ou tentação para abusar de crianças ou adolescentes. O fato é que todas as igrejas deveriam se mobilizar para estabelecer padrões mínimos de prevenção para evitar esse tipo de problema.



Comum entre Gays



Com o aumento do homossexualismo hoje, os casos de meninos violentados estão aumentando. Segundo o noticiário WorldNetDaily (www.wnd.com), o abuso sexual contra crianças é mais comum entre os homossexuais. A Drª Judith Reisman, pesquisadora e sexóloga, afirma que os homossexuais "abusam sexualmente de menininhos com uma incidência que está ocorrendo cinco vezes mais do que o abuso contra as meninas..." O Journal of Homosexuality (Jornal da Homossexualidade) publicou uma edição especial intitulada "Intimidade Intergeração Masculina", contendo muitos artigos apresentando o sexo entre homens e meninos como relacionamentos amorosos. Um dos artigos dizia que os pais deveriam ver os pedófilos que amam seus filhos "não como rivais ou competidores, não como indivíduos que querem lhes roubar uma propriedade, mas como parceiros na criação do menino, alguém que deve ser bem recebido no lar".


Embora não sejam raros, os casos em que meninos são seduzidos e estuprados por homossexuais são difíceis de identificar quando são noticiados, pois a imprensa quase sempre evita mencionar que o sedutor é gay (como na notícia do médico inglês no início deste artigo), até mesmo quando a realidade é inegável. Algum tempo atrás, um pediatra brasileiro abusou de vários adolescentes do sexo masculino, porém os noticiários tiveram todo cuidado de não mencionar a palavra homossexual. Na cultura politicamente correta de hoje, a norma é não só valorizar o comportamento gay, mas também protegê-lo de verdades prejudiciais à sua aceitação e expansão.



Sinais de Abuso



É fácil ignorar os sinais de que algo pode não estar bem numa criança ou adolescente, mas ignorar a realidade não vai ajudar quem foi prejudicado. Não há a necessidade de suspeitar de tudo e de todos, mas é preciso que sejamos sensíveis e alerta com relação a uma criança ou adolescente em necessidade, pois o problema é tão silencioso que nossa ação pode representar o único modo de a vítima ser liberta e escapar da ameaça de continuar sendo abusada. Cada situação é diferente, mas há indícios que revelam que uma criança pode estar passando por um problema.


• A criança fala ou mostra conhecer coisas de sexo que não é natural para sua idade ou então expressa afeição de um modo que não é normal para uma criança. Se uma criança é pega ensinando outras crianças brincadeiras relacionadas a sexo, ela pode estar apenas repetindo o que ela mesma viveu em alguma situação.


• Depressão, inclusive idéias de suicídio.


• Extrema timidez.


• Problemas para dormir, inclusive pesadelos, que ocorrem com mais freqüência do que seria normal.


• Mudanças repentinas e extremas de comportamento, tais como perda de apetite, isolamento social, problemas nos estudos na escola e medo de adultos, principalmente quando a criança não gosta de ir a determinado lugar ou passar tempo com determinada pessoa.


• Medo de ficar só.


• Queixas físicas, tais como dores abdominais ou dores de cabeça.


• Roupas de baixo com rasgos ou manchas. Sangramento, arranhões ou inchação dos órgãos genitais ou boca. Freqüente corrimento vaginal ou dor ao urinar. Embora esse problema não indique uma menina foi abusada, pode ocorrer depois de um abuso. Além disso, preste atenção se você nota alguém mostrando afeição de um modo quase sexual para uma criança ou fazendo comentários e elogios sobre o corpo da criança que não parecem normais.



Nossa Responsabilidade



Se você sabe ou suspeita de um caso de abuso sexual na sua família ou outro lugar, você precisa agir! Você tem a responsabilidade de levar o caso às autoridades: "Não participem das coisas sem valor que os outros fazem, coisas que pertencem à escuridão. Pelo contrário, tragam todas essas coisas para a luz". (Efésios 5:11 BLH) Se uma criança lhe contou que foi abusada, é muito importante que você ofereça apoio, amor e segurança. Em primeiro lugar, acredite no que a criança disse. As crianças quase nunca mentem sobre essas coisas. Mas tome cuidado com sua reação, pois a criança poderá pensar que sua revolta e choque são contra ela.



Diga a ela que ela não fez nada de errado e que você está contente que ela lhe tenha revelado o segredo. Depois de tudo, procure assistência imediatamente. Mesmo quando a criança se dispõe a falar, às vezes os pais não acreditam no que ela conta ou então fazem pouco caso dos efeitos na vida dela. Muitas vezes, a exatidão do testemunho da criança é colocada em dúvida. Mas é quase impossível uma criança inventar cenários sexuais sobre os quais ela deveria saber muito pouco ou nada, a não ser que ela tenha vivido uma experiência. O normal é a criança negar o que aconteceu. A sedução sexual envolve tanta vergonha para a criança que, mesmo quando há sinais físicos de abuso, ela poderá negar que houve um abuso.



Os pais devem ser fortes o suficiente para prestar muita atenção no que seus filhos dizem, enfrentar o fato de que pode ter ocorrido um abuso e então apoiar a criança ou adolescente e ajudá-la a atravessar a situação. Será necessário levar a vítima para ser examinada e é recomendável que ela receba aconselhamento e acompanhamento emocional e espiritual adequado para ser curada dos traumas. Esse acompanhamento poderá durar anos. È de importância vital manter a criança longe do sedutor. É necessário também levar o caso à justiça. Talvez os pais tenham dificuldade de fazer a criança passar pelo trauma de ser interrogada pela polícia, dar testemunho diante de um juiz, etc., principalmente quando o sedutor era alguém de confiança da família. Mas é muito importante que se mostre para a criança que o abuso não vai ser tratado com pouco caso. Se o caso não for denunciado, há o sério perigo de que o sedutor venha a fazer outras vítimas. Se você não sabe o que fazer, procure alguém da justiça e peça orientação.



É Melhor Prevenir do que Remediar



O que se pode aprender com tudo o que foi apresentado e dito é que as crianças, até mesmo filhos adolescentes, não deveriam ser deixados sem supervisão direta. Os pais têm a responsabilidade de proteger os filhos não só dos perigos mais óbvios, mas devem estar sempre presentes para que os filhos não caiam em armadilhas inesperadas. As surpresas, agradáveis e desagradáveis, sempre podem ocorrer e a única coisa que os pais podem fazer para se prevenir é estar sempre por perto e vigilantes. Uma professora certa vez contou o segredo que uma aluna lhe revelou. A menina tinha o costume de fazer lição de casa com um coleguinha, que tinha a mesma idade dela: 11 anos. Os pais tinham tanta confiança nela e nele que um dia precisaram sair apenas um pouco. Esse "pouco" foi suficiente para acontecer o ato sexual, e a menina se abriu para a professora querendo entender o que havia acontecido…



Os pais nunca vieram a conhecer o segredo da própria filha. É claro que os pais evangélicos conscienciosos oram e entregam os filhos aos cuidados de Deus. Essa é a atitude correta. Mas é preciso estar mais presente na vida dos filhos. O Dr. James Dobson aconselha: "Não acho que seja uma boa idéia deixar seus filhos de ambos os sexos aos cuidados de rapazes adolescentes. Eu também não permitiria que meu filho adolescente cuidasse de alguma criança. Por que não? Porque há tanta coisa ocorrendo sexualmente dentro dos adolescentes do sexo masculino. É uma preocupação que invade todo aspecto da vida. O impulso sexual nos meninos está no auge da vida entre a idade de 16 e 18. Sob essa influência, crianças já foram gravemente prejudicadas por 'bons meninos' que não tinham intenção alguma de fazer mal, mas que foram levados pela curiosidade a experimentar e explorar. Estou certo de que muitos dos meus leitores discordarão dessa posição e poderão até se sentir chocados. Na vasta maioria dos casos, seria seguro ignorar meu aviso.



Mas eu simplesmente não daria chance alguma durante os anos vulneráveis. Os riscos são grandes demais. Tenho conversado com um número muito grande de pais que lamentaram confiar em alguém que eles achavam que era de confiança. Faço essa recomendação sabendo que confundirá e talvez até revoltará alguns de vocês. É simplesmente minha opinião baseada em incidentes infelizes que tenho testemunhado através dos anos".



Como Proteger seus Filhos



A chave para proteger seus filhos é se comunicar com eles de modo aberto e sincero em todas as áreas - não só na área sexual. É importante que seus filhos saibam que eles podem vir conversar com você sobre qualquer coisa. Passe tempo diariamente com eles para descobrir como eles estão indo e como estão se sentindo - e deixe-os falar enquanto você presta atenção. É melhor quando as crianças aprendem sobre a vida de um modo natural, tranqüilo e que agrade a Deus - ensinando-se o que é adequado de acordo com a idade delas. Seus filhos vão aprender sobre sexo de alguém. Busque a sabedoria de Deus, mas em geral, se a criança já começa a fazer perguntas, é hora de orientá-la de um modo que ela entenda. Treinar a criança a sempre obedecer a todos os adultos pode ser muito perigoso. Seus filhos precisam ser ensinados que se um adulto lhes pedir para fazer algo que eles acham errado, eles devem dizer "não" e procurar os pais. Assim, pode ser prejudicial, por exemplo, forçar uma criança a abraçar ou beijar um tio ou outro adulto quando ela não quer.



Lembre-se: quase todos os casos de sedução são cometidos por adultos amigos de confiança da família. Ensine seus filhos que se alguém lhes disser "Não diga para ninguém", "A mamãe via ficar furiosa se souber" ou "É um segredo", eles devem procurar você imediatamente. Ensine que você vai ficar contente quando eles lhe revelarem situações desse tipo e não se esqueça de realmente demonstrar sua alegria quando eles lhe procurarem. Uma idéia muito boa é você conversar com seus filhos sobre "toques bons", "toques maus" e "toques que confundem". Você pode simplesmente explicar: "Toques bons fazem você se sentir bem, como um abraço da mamãe ou segurar a mão do papai. Os toques maus fazem você se sentir mal.



Toques que confundem podem parecer bons no começo, mas depois fazem você se sentir mal ou estranho por dentro, como se você estivesse sentado no colo de um homem e ele começasse a tocar em você em lugares de que você não gosta. Ou então no caso de alguém que pede que você lhe toque numa parte do corpo que assusta você". Converse com seus filhos calmamente sobre essas coisas. Ensine-lhes que eles sempre devem dizer NÃO e procurar você imediatamente. Uma criança precisa aprender dos pais que Deus criou o corpo dela e que o corpo dela é belo. Mas Deus deu o corpo dela para ela, e ela deve ser ensinada a não deixar ninguém tocar em seu corpo de um modo que a faça se sentir estranha ou com medo ou a faça sentir algo ruim.



Ajuda para Você



Para você que sofreu abuso, um dos primeiros passos para sua cura e recuperação é quebrar o silêncio sobre os "segredos" que você está guardando. É claro que você deve revelá-los a pessoas compreensivas e de confiança. Você experimentará crescimento e libertação do sentimento de vergonha se compreender a importância de procurar o apoio de um pastor ou líder de confiança que possa ajudar.